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Distribuição de sementes híbridas de cacau produzidas pela Ceplac mobiliza produtores no Pará

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Um dos principais resultados das sementes desenvolvidas pela equipe de melhoramento genético da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) é o aumento da produtividade de cacau no estado do Pará. É na Amazônia, especificamente no Pará, que está hoje a maior produtividade de cacau do país e até do mundo.

“A produtividade do cacaueiro aqui na Amazônia, atualmente, é o triplo da produtividade da Bahia, em termos de rendimento médio por hectare. Aqui na Amazônia, a colheita nunca é menor do que 900 quilos por hectare. Tem regiões aqui na transamazônica que a produtividade média ultrapassa 1,5 mil quilos por hectare”, informou Fernando Mendes, chefe do Serviço de Pesquisa na Superintendência da Ceplac no Pará.

As novas lavouras estão se estabelecendo nos chamados pólos cacaueiros, em áreas que foram objeto de estudos científicos e levantamentos sistemáticos sobre condições de clima e solo por estudiosos da Ceplac e outras instituições. Atualmente, a produção de cacau se concentra em cinco regiões do estado: desde o sudoeste, por onde passa a transamazônica, o oeste, o sudeste, nordeste, até o chamado baixo Tocantins.

“O Pará se coloca como um estado altamente estratégico para garantir uma expansão forte da produção de cacau no país. Nós plantamos todo ano cerca de 8 a 10 mil hectares de cacau. O nosso rendimento por unidade de área é superior à Costa do Marfim e Gana, que são países do continente africano, maior produtor de cacau do mundo”, disse Raul Guimarães, engenheiro agrônomo da Ceplac, especialista em desenvolvimento agroambiental.

Segundo a Ceplac, o estado do Pará tem incorporado uma média de mil a 1,5 mil novos agricultores por ano na cadeia produtiva de cacau. O pesquisador explica que um dos principais insumos que garante o sucesso da lavoura de cacau no Pará é a semente híbrida produzida na Ceplac há mais de 30 anos.

Semente da esperança

“Abençoado dinheiro que fornece uma bebida doce e proveitosa para a humanidade”, disse o historiador italiano Pedro Martyr da Algeria, em 1530, sobre o uso do cacau como moeda para comprar, vender mercadorias e pagar tributos na América Central.  

Naquela época, as amêndoas de cacau também eram usadas pelos povos Maias em cerimônias de nascimento, como presente de casamento, e eram associadas ao poder divino, conforme relato do livro “A cacauicultura na Amazônia”, escrito por pesquisadores da Ceplac.

Alguns séculos depois, o cacau ainda está associado à riqueza e prosperidade. No interior do Pará, a procura por semente do cacaueiro aumentou muito nos últimos anos e promoveu o avanço da cultura do cacau na região. No bioma considerado berço do cacau, o plantio com sementes híbridas tem gerado transformação social.

Em diferentes regiões do estado, principalmente nas pequenas cidades do entorno da Transamazônica, os técnicos da Ceplac que atuam na extensão rural relatam que é possível ver a mudança no padrão de vida dos habitantes depois do crescimento das lavouras de cacau.

Nilson Rossy, coordenador do Serviço de Extensão Rural da Ceplac no Pará e Amazonas

“Quem plantou cacau teve sucesso, prosperou, melhorou a vida. Os outros municípios que veem onde tem cacau, onde tem Ceplac, querem também pegar essa semente da esperança que mudou a vida de muita gente. Os cacauicultores não chegam na porta da prefeitura pedindo auxílio. O que eles pedem é melhoria na estrada para escoar a produção”, comenta Nilson Rossy, coordenador do Serviço de Extensão Rural da Ceplac no Pará e Amazonas.

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Assim como eu outras regiões amazônicas da América, onde a cacauicultura influenciou no processo civilizatório desde o século 16, o plantio do cacau foi incentivado no interior do Pará, já no século 20, com o objetivo de preencher o vazio demográfico e ser uma fonte de renda viável para as áreas de assentamento. 

“Inicialmente, o foco foi ocupar estes vazios e se observava a cultura do cacau como uma alternativa, porque é uma cultura permanente”, relata Rossy.  “A conclusão que chegamos é plantar com sementes híbridas, porque nós cruzamos plantas produtivas com plantas resistentes e hoje temos 20 materiais nas estações para distribuir para os produtores. Dessa mistura, tem cacau de todo tamanho, rugoso, liso, roxo, amarelo, de todo tipo”, acrescenta Rossy.

Capacitação

É o trabalho da extensão rural que garante a distribuição das sementes híbridas entre os cacauicultores do Pará e do Amazonas. Hoje, a Superintendência da Ceplac no Pará atende cerca de 26 mil famílias cacauicultoras, situadas em diferentes áreas do estado. É por meio de acordos de cooperação técnica firmados com as prefeituras que a Ceplac distribui as sementes híbridas de cacau para os produtores.

“Por exemplo, o município do Xingu solicitou para a Ceplac dois milhões de sementes e a nossa representante lá criou um grupo para ajudar na mobilização dos produtores. Eles preenchem uma ficha com dados pessoais e assinam um recibo”, explica Rossy.

A técnica responsável pela distribuição das sementes no município de São Félix do Xingu, Katiuscia Guimarães, relata que o perfil de solicitantes de sementes é variada, desde cacauicultores iniciantes até aqueles mais experientes que já estão plantando cacau de qualidade e querem expandir a área de produção.

“A demanda por semente aumentou do ano passado pra cá mais ou menos uns 30%, porque hoje eles estão buscando alternativas de recuperação de áreas degradadas para não fazer novas aberturas. E a vida deles mudou com o cacau, porque é uma renda que eles podem contar”, disse Katiuscia.

Cerca de 80% dos produtores que recebem as sementes híbridas são pequenos e estão em áreas de difícil acesso. Muitos deles nunca plantaram cacau ou ainda têm pouca experiência com o manejo da planta, por isso demandam muita atenção da assistência, cada vez mais escassa na região.

Segundo os pesquisadores da Ceplac, se o produtor receber assistência técnica com regularidade, esse material genético tem potencial para produzir até três toneladas de cacau por hectare, o que equivale ao triplo da produtividade atual.

A entrega das sementes é gratuita. Como a Ceplac está com número reduzido de técnicos, os produtores inscritos recorrem às associações, sindicatos ou cooperativas para buscar as sementes produzidas nas estações experimentais.

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No ano passado, foram entregues, 13,1 milhões de sementes. Este ano, os produtores que se inscreveram no primeiro semestre pediram 11,5 milhões de sementes, mas, a distribuição pode atingir a marca de 14 milhões até o fim do ano. “Eles plantam todas as sementes que recebem. Nós temos a semente da esperança, que tem mudado a vida dos agricultores. Melhorou a nossa qualidade de vida,  por isso continuamos aqui, precisando passar adiante esse conhecimento para a cacauicultura”, comenta Rossy.

Além das sementes híbridas, o estado tem várias características ambientais e institucionais que o colocam em condição de vantagem em relação a outras regiões produtoras.

“Temos o maior banco de germoplasma de cacau do mundo, clima e solo altamente propícios para cultivo do cacau em sistemas agroflorestais, temos o produtor muito interessado em plantar cacau, dadas as vantagens técnicas, econômicas e ambientais que a cultura oferece ao produtor”, ressaltou Guimarães. 

O servidor acrescenta que o Pará tem uma quantidade expressiva de áreas degradadas ou alteradas que podem servir para expansão da cacauicultura, além de apresentar um dos programas de incentivo à mais exitosos para agricultura tropical e perene.

“Hoje, as discussões sobre desenvolvimento agroambiental no mundo sempre tratam da conservação dos recursos naturais e a cacauicultura se encaixa muito bem neste cenário, porque possibilita a recuperação de áreas alteradas e a sua reincorporação ao sistema produtivo”, comentou Guimarães.

Os pesquisadores ressaltam que, desde 1996, a Ceplac não distribui sementes híbridas para plantios de cacau que tenham origem no desmatamento e assiste somente cacauicultores que cultivam em áreas alteradas que estão em recuperação. Os especialistas calculam que só na Amazônia, as lavouras de cacau são responsáveis pelo armazenamento de 124 toneladas de carbono.

“O estado do Pará, de 1996 para cá, recuperou 142 mil hectares de áreas que estavam alteradas, porque é uma política do órgão não dar assistência nem distribuir semente para plantios que suprimem a mata original. É uma contribuição do Ministério da Agricultura, a partir da Ceplac, para recuperar o meio ambiente. Quem faz na essência é o produtor, mas se não fosse uma diretriz, alguns produtores ainda estariam derrubando área”, destacou Fernando Mendes.

Capacitação de produtores no Pará

Cacau amazônico

A Transamazônica se transformou em uma espécie de rota da prosperidade e foi lá que emergiu a chamada capital do cacau: Medicilândia. O município recebeu este título depois de atingir a produtividade média superior a de muitos países produtores de cacau.

O cacau produzido na Amazônia está se destacando além das fronteiras da região Norte. Segundo a Ceplac, das sete amostras que foram selecionadas pelo Brasil para concorrer à premiação que selecionará a melhor amêndoa de chocolate no mundo, durante o Salão de Chocolate de Paris, duas são do município paraense de Uruará, situado na transamazônica.

As outras amêndoas são da Bahia e do Espírito Santo. O festival será realizado no final de outubro.

“Isso é fruto do banco de germoplasma, das coletas que foram feitas, do experimento de competição de híbridos, de onde nós tiramos aqueles 20, 22 mil genótipos que, hoje, estão nas mãos dos produtores que foram capazes de fazer uma amêndoa de cacau que concorreu no Brasil e vão concorrer em Paris”, comemorou Mendes.

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Em Medicilândia, também foi criada uma das primeiras fábricas de chocolate fino produzido a partir das amêndoas cultivadas na Amazônia e com apoio do Funcacau (Fundo de Desenvolvimento da Cacauicultura do Pará).

A produção é da Cooperativa Agroindustrial da Transamazônica (Coopatrans), que seleciona o cacau de seus cooperados, todos da agricultura familiar.  A marca produzida com o cacau da transamazônica é vendida em lojas próprias no Pará e em franquias de outros estados do país.

Mudança de cultura

Um dos produtores de cacau da região que estendeu o negócio para a produção de chocolate e comercializa por meio da cooperativa é Ivan Dantas. Depois de desistir do plantio de arroz e feijão, o produtor começou a cultivar cacau no início da década de 80, incentivado por técnicos da Ceplac e da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater).

“A Ceplac chegando aqui falou o que o cacau significaria pra gente em termos de produção. Aí, resolvemos plantar cacau. Graças a Deus, foi a saída pra gente né, essa esperança, porque não tinha opção. A gente abandonou o arroz e a economia de Medicilândia hoje está voltada para o cacau”, relatou Dantas.

Dantas relata que os produtores da região têm mantido uma boa produtividade e garantido o sustento das famílias. “Quando se fala em agricultura, não tem nada melhor que o cacau. É uma planta que trabalha na sombra e te dá uma renda todo mês”, destaca Dantas.

O produtor acrescenta ainda os benefícios da produção de cacau tanto para o meio ambiente quanto para os trabalhadores e consumidores. “A gente mora na Amazônia e o que o pessoal mais cobra aqui é em relação ao desmatamento. E quando você planta cacau, você protege o meio ambiente, porque o cacau necessita da sombra. Se você ver uma lavoura de cacau aqui, não é uma lavoura, é uma selva. É uma lavoura abençoada em todos os sentidos”, conclui.

O cacauicultor lamenta que ainda falta mão-de-obra para trabalhar na lavoura. Ele quer investir mais esforços na produção de amêndoas de qualidade para agregar valor no produto final. O produtor espera que o estado ofereça mais oportunidades de qualificação sobre a produção de cacau de qualidade. “Quando isso for incentivado, vai aumentar demais o consumo de cacau e as pessoas vão consumir o verdadeiro chocolate, que é sem misturas, excesso de leite e açúcar”.

Dantas conta que depois que decidiu produzir cacau fino, “começou a andar pelo mundo”, se dedicou a melhorar o nível de acidez do produto e os chocolates feitos a partir de suas amêndoas já ganharam prêmios de qualidade, inclusive internacionais.

“A gente fica feliz da vida. Somos muito gratos ao pessoal da Ceplac que sempre nos orientou em relação a isso aí. É muito gratificante”, disse.

Produtor de cacau Ivan Dantas

Mais informações à Imprensa:
Coordenação-geral de Comunicação Social
Débora Brito
[email protected]

 

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“A Carne do Futuro” será tema de simpósio nas principais cidades de Mato Grosso

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Evento reunirá mais de 2 mil produtores, pesquisadores e especialistas em Cuiabá e Rondonópolis

Foto- Assessoria

Com o tema “A Carne do Futuro”, o 12º Simpósio Nutripura, um dos mais importantes encontros da pecuária brasileira, acontecerá entre os dias 19 e 21 de março de 2026, com um dia de campo no Centro de Pesquisa Nutripura (CPN), em Rondonópolis, e outros dois dias de palestras e painéis em Cuiabá, no Buffet Leila Malouf, espaço referência em eventos no estado.

O simpósio reunirá mais de 2 mil participantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores e empresas do agronegócio, em uma programação voltada à inovação, sustentabilidade e tendências nos principais mercados globais da carne brasileira.
Entre os nomes confirmados estão José Luiz Tejon, referência em marketing agro e comportamento do consumidor, Alexandre Mendonça de Barros, economista e especialista em cenários agropecuários, além de Moacyr Corsi, Flávio Portela e Luiz Nussio, professores da Esalq/USP reconhecidos por suas contribuições em nutrição, manejo e produção animal.

O Dia de Campo abrirá a programação com demonstrações práticas de tecnologias aplicadas à nutrição, manejo e bem-estar animal. Já os painéis técnicos e debates em Cuiabá contarão com especialistas para discutir os avanços da pecuária brasileira em inovação, sustentabilidade e rastreabilidade. O encerramento contará com o tradicional churrasco oferecido pela Nutripura, momento de networking e celebração da cultura da carne.
As inscrições já estão disponíveis no site www.nutripura.com.br/simposio.

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Exportação de carne suína de Mato Grosso bate recorde histórico em 2024

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China, Vietnã e Angola são principais destinos da proteína suína produzida em MT

Foto- Assessoria

O bom ano da suinocultura mato-grossense refletiu também nas exportações da proteína suína. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) Mato Grosso bateu recorde histórico de exportação de carne suína em 2024, atingindo 1,306 mil toneladas exportadas. O número é 9% maior que o exportado em 2023, antigo recorde com 1,199 mil toneladas.
No cenário nacional o resultado de 2024 também foi positivo, a exportação brasileira de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) atingiu 1,352 milhão de toneladas, estabelecendo novo recorde para o setor. O número supera em 10% o total exportado em 2023 (com 1,229 milhão de toneladas), segundo levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
Para o presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Frederico Tannure Filho, a expectativa de 2025 é positiva para o setor, principalmente pelo histórico dos últimos quatro meses.
“A expectativa é que 2025 seja um bom ano, visto o recorde de exportações nos últimos meses de 2024. A Acrismat vai continuar realizando o trabalho de manutenção sanitárias que promovem a qualidade da nossa carne, para manter nossas exportações e abrir novos mercados para nossos produtos”, pontuou.
Os principais destinos da carne suína de Mato Grosso foram Hong Kong, Vietnã, Angola e Uruguai. Dos produtos exportados, 80% foram In Natura, 18% miúdos e apenas 2% industrializados.
Na última semana o governo do Peru, por meio do Serviço Nacional de Sanidade Agrária (Senasa), autorizou que nove novas plantas frigoríficas no Brasil exportem produtos para o país.
Desde janeiro de 2023, o país vizinho importa carne suína do estado do Acre. Agora, com as novas habilitações, unidades em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo também poderão vender.
“A abertura do mercado peruano é mais uma boa oportunidade para a suinocultura de Mato Grosso, e reflete que o ano de 2025 para a atividade será de grandes oportunidades”, afirmou Frederico.
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Dia do Agricultor (28/7): produção de grãos deverá atingir 330 milhões de toneladas na próxima década

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Ministério da Agricultura prevê crescimento de 27% no setor até 2031; soja, milho, algodão e trigo puxam a evolução do setor

Foto: Assessoria

Enquanto outros setores produtivos mostraram dificuldades para crescer durante a pandemia, o agronegócio brasileiro “puxou para cima” o PIB nacional em 2020 – e deve continuar o bom desempenho também na próxima década. Segundo o estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2020/21 a 2030/31, realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, a produção de grãos no Brasil deverá atingir mais de 330 milhões de toneladas nos próximos dez anos, uma evolução de 27%, a uma taxa anual de 2,4%. Soja, milho, algodão e trigo deverão se manter como os grandes protagonistas no campo.

O levantamento concluiu ainda que o consumo do mercado interno, o crescimento das exportações e os ganhos de produtividade, aliados às novas tecnologias, deverão ser os principais fatores de expansão do agronegócio brasileiro, que representou, no ano passado, mais de 26% de todo o produto interno bruto do país.

Na contramão

O setor de farinha de trigo, por exemplo, foi fortemente impactado pelo aumento no consumo de pães e massas no mercado interno durante a pandemia, e teve um crescimento de 9% no faturamento do ano passado, segundo estudo da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados).

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E a tendência seguiu assim no primeiro trimestre de 2021. A Herança Holandesa – linha de farinhas de trigo da Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas paranaenses Frísia, Castrolanda e Capal – registrou no período, uma produção de 36,6 mil toneladas de farinha de trigo, e um faturamento que ultrapassou os R$ 67 milhões, números robustos para o setor no estado. “Os primeiros meses do ano foram muito positivos para o moinho da Unium. Nossa estimativa de produção para 2021 é de 140 mil toneladas, mesmo com um segundo semestre mais desafiador, com o preço do dólar influenciando no custo da matéria-prima”, explica o coordenador de negócios do moinho de trigo da Unium, Cleonir Ongaratto.

Dividida entre farinha e farelo de trigo, a produção da Unium não foi interrompida durante o período mais crítico do isolamento social, e a companhia conseguiu ainda investir R$ 756 mil em seus produtos em 2020. Ongaratto afirma que o principal objetivo foi garantir que todos os clientes fossem atendidos e que os supermercados estivessem abastecidos. “E a tendência é que continuemos dessa  forma. Temos um estudo para uma duplicação da moagem no moinho da Herança Holandesa, que deve ser aprovado pela diretoria da Unium ainda este ano, pois acreditamos que o setor continuará crescendo no futuro”, finaliza o coordenador.

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