Mato Grosso
Doação de sangue pode ser feita no Hemobus nesta terça-feira
Com a proximidade do carnaval, o Hemobus (ônibus de coleta de sangue do MT Hemocentro), estará estacionado nesta terça-feira (12.02) na Praça Alencastro, região central de Cuiabá, para sua primeira campanha de coleta de sangue de 2019.
O ônibus conta com uma equipe de profissionais da saúde composta por: um médico, um enfermeiro e dois técnicos em enfermagem que realizará os procedimentos de coleta dos doadores. Os atendimentos serão das 7h30 às 12h e das 13h às 16h.
De acordo com a gerente de Doação do Hemobus, Gian Carla Zanela, o ônibus consegue atender 20 pessoas no período da manhã e outras 20 no período da tarde.
Toda doação será destinada para reforçar o estoque da unidade, já que neste mês aumenta a procura por bolsas de sangue nos hospitais de Cuiabá e Várzea Grande. “A nossa coleta está ocorrendo em função do carnaval. Sempre buscamos atender as necessidades das grandes festas, por isso, é necessário realizar essas campanhas e, garantir o estoque de sangue”, explicou a gerente.
Os voluntários que desejarem doar sangue precisam atender algumas exigências estabelecidas pelas normas de serviço de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS).
Critérios para doação
- Ter idade entre 16 e 69 anos, desde que a primeira doação tenha sido feita até 60 anos
(Menores de 18 anos devem possuir consentimento formal do responsável;
- Pesar no mínimo 50 kg;
- Estar alimentado;
- Evitar alimentos gordurosos nas 3 horas que antecedem a doação. Caso seja após o almoço, o doador deve aguardar 2 horas;
- Ter dormido 6 horas nas últimas 24 horas;
- Apresentar documento de identificação com foto emitido por órgão oficial (Carteira de Identidade, Carteira Nacional de Habilitação, Carteira de Trabalho, Passaporte, Registro Nacional de Estrangeiro, Certificado de Reservistas e carteira Profissional emitida por classe).
Cronograma do Hemobus
- Terça-feira (12.02), quinta-feira (14.02) e (21.02), na Praça Alencastro, Centro de Cuiabá;
- Terça-feira (19.02), Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), Campos São Vicente
Rodovia BR-364, Km 329, s/n
- Sexta-feira (22.02), estacionamento do Fórum de Várzea Grande
Av. Castelo Branco, s/n – Bairro água Limpa.
- Quinta-feira (28.02), estacionamento do Tribunal de Justiça do Estado (TJMT).
R. C, s/n – Centro Político Administrativo, Cuiabá-MT;
Serviço
O MT Hemocentro é coordenador e referência em hematologia e hemoterapia em Mato Grosso e atende à demanda sanguínea dos prontos-socorros de Cuiabá e de Várzea Grande. Além disso, atende ao Hospital Universitário Júlio Müller, Hospital Municipal São Benedito e Hospital Metropolitano de Várzea Grande.
Os candidatos interessados em doar sangue e tiverem qualquer dúvida sobre o assunto, podem entrar em contato pelo telefone: (65) 3623-0044.
Leia mais
MT Hemocentro divulga calendário de fevereiro para campanhas de doação de sangue
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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