Mato Grosso
Dois contribuintes de Cuiabá e três do interior ganham sorteio de R$ 10 mil do Nota MT
O sorteio mensal do Programa Nota MT realizado nesta quinta-feira (14.04), contemplou cinco contribuintes com prêmios de R$ 10 mil. Dos sorteados, dois são de Cuiabá e três residem no interior do estado. Além deles, outras 996 pessoas foram sorteadas com valores de R$ 500.
Os premiados com R$ 10 mil foram: Andrea Lemos Soares e Fabio Antonio da Silva, de Cuiabá; Edenir Vicente Dias, de Alta Floresta; Frances Moreira de Queiroz, de Barra do Garças; e Laurinei Sebastião Leite Paim, de Mirassol d’Oeste. O resultado do sorteio pode ser consultado no site ou aplicativo do Nota MT, selecionando o sorteio “Mensal Março 2022”.
Entre os municípios que mais tiveram consumidores sorteados estão Cuiabá, com 367 contemplados, e Sinop, com 84. Várzea Grande, Rondonópolis e Tangará da Serra também aparecem na lista com 67, 60 e 38 pessoas premiadas, respectivamente.

O secretário de Fazenda, Fábio Pimenta, conduziu o sorteio e destacou a importância do Nota MT como forma do Governo do Estado incentivar a cidadania fiscal da população. “Esse é um programa bastante importante, pois possibilita ao cidadão, ao consumidor mato-grossense, participar ativamente da cidadania fiscal, de exercer sua consciência. Ele pede a nota, o contribuinte vai estar pagando seus impostos, colaborando, então, com a execução dos programas sociais do Governo em áreas prioritárias como saúde, segurança e educação”.
Pimenta lembra ainda que, ao participar do Nota MT e ao ser sorteado, o cidadão também exerce seu lado social, ajudando as instituições filantrópicas. Isso porque, para se cadastrar no programa, a pessoa deve escolher uma entidade social para receber 20% do valor da premiação.
As entidades escolhidas pelos premiados com R$ 10 mil deste mês são: Associação de Amigos da Criança com Câncer (AACC) e Hospital de Câncer, ambas de Cuiabá; APAE Alice Augusta Oliveira, de Alta Floresta; APAE de Barra do Garças; e APAE Escola Especial “Criança Esperança”, de Mirassol d’Oeste.
O sorteio realizado nesta quinta-feira foi referente ao mês de março, portanto, concorreram aos prêmios aqueles consumidores que pediram o CPF na nota entre os dias 1º e 31 do mês passado. Para esse concurso foram gerados 2.141.214 bilhetes, o que representa um aumento de 15,88% em relação ao sorteio “Mensal Fevereiro 2022”.
Participaram também do sorteio o secretário Adjunto de Relacionamento com o Contribuinte, Jefferson Delgado, e os servidores da Sefaz Agatha Santana e Gilson Pregely, que operaram o sistema do Nota MT.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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