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“Em nutrição, nada é à vontade e nada vale para todos”: inclusive, para hidratação

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Vem calorão: muito se fala sobre a necessidade de ingerir água para o bom funcionamento do organismo, mas poucos sabem a quantidade ideal. É hora de calcular!

Hidratação

Copos e garrafas cheias d’água não são aspectos exclusivos do verão. A hidratação deve ser diária, visto que o organismo humano perde líquido constantemente. Essa perda ocorre   porque o organismo precisa manter uma temperatura adequada – entre 36,5ºC e 37ºC – e seu principal mecanismo para essa regulação é a transpiração, que faz aumentar a eliminação de água e sais minerais. A necessidade de reposição é vital, visto que a água in natura possibilita a manutenção da concentração de líquidos e eletrólitos (sódio, potássio, etc.) no corpo, assegurando que os processos do organismo ocorram adequadamente.

Caracterizado por altas temperaturas e maior ocorrência de chuvas, o verão é a estação preferida para as pessoas tirarem férias e frequentarem locais abertos, como praia, piscinas e parques. A falta de cuidados básicos, como uso impróprio de protetor solar, exposição excessiva ao sol, além de hidratação e alimentação inadequadas, são capazes de provocar algumas doenças que já se tornaram características da estação. Dentre elas, a mais grave é a pedra no rim. Segundo pesquisa da Sociedade Brasileira de Nefrologia, o índice de pedras nos rins aumenta em 20% durante o verão e isso se dá pela pouca ingestão de líquido e o alto consumo de alimentos industrializados com muito sódio. Outros problemas comuns da estação são infecções urinárias, oculares e micoses causadas por fungos e bactérias que encontram no suor da pele ambiente propício para se proliferar. “No verão, as pessoas transpiram mais e não ingerem líquido suficiente para hidratar o corpo. Vale lembrar que o suor é um mecanismo natural de eliminação do calor e é preciso repor a água e sais que perdemos. A água in natura  é o único elemento que mantém a osmolaridade (concentração de soluto em solvente) e as concentrações de eletrólitos (sódio, potássio, etc.), garantindo que as reações bioquímicas aconteçam dentro e fora das células”, explica a nutricionista e consultora da Jasmine Alimentos, Adriana Zanardo.

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Quanto devemos beber por dia?

Segundo recentes estudos científicos, há diferentes recomendações de consumo de água, levando em consideração aspectos como gênero, faixa etária, composição corporal, região, atividade física, trabalho e atividades que façam parte desse contexto. Baseadas nos fatores acima, há duas recomendações diárias para pessoas com mais de 14 anos: homens devem ingerir, pelo menos, entre 2L/6L e mulheres entre 1.6L/1.8L, diariamente. “Estudos complementares apontam o seguinte cálculo: cerca de 35ml/kg/dia. Ou seja, um adulto que pesa 60 kg precisa de 2,1 litros de água por dia, no mínimo”, detalha a nutricionista. Cabe destacar que esse é um valor básico diário, mas em dias mais quentes ou quando se pratica atividades físicas, ele deve ser recalculado.

“Água não é tudo igual!”, alerta Adriana. A água ingerida deve ser in natura e sucos, chás e alimentos não substituem o líquido. “Muitas pessoas acham que beber dois litros de suco substitui a água, mas isso não procede. Inclusive, a desidratação pode ocorrer de quatro formas: pela restrição de líquidos, pela perda de água, pela ingestão de sal na ausência do consumo de água e pela ingestão de substâncias, como a frutose, que levam a mudanças na quantidade de água dentro e fora da célula, alterando essas concentrações”, explica.

Por isso, mesmo quando uma pessoa consuma suco de fruta natural, se a ingestão de água potável for inferior à recomendável, a água presente no suco não será suficiente para hidratar, pois essa bebida tem frutose. “Os componentes do suco possivelmente vão interferir no balanço entre a quantidade de água fora e dentro da célula, assim como na osmolaridade e na concentração de eletrólitos”, finaliza. Além disso, alguns chás, como o verde, o hibisco e a cavalinha possuem ação diurética, ou seja, estimulam mecanismos do organismo a eliminar líquidos e, consequentemente, minerais como sódio e potássio.

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O mesmo preceito é aplicado aos alimentos. É possível encontrar boas quantidades de água em alguns ingredientes como melancia, morango, abacaxi, alface, tomate, abobrinha, entre outros. De forma geral, frutas, verduras e legumes possuem quantidades significativas de água, assim como fibras, vitaminas e minerais, “A forma ideal de consumi-los, se possível, é in natura. Mas, novamente, não substituem a água potável.”

“Nem demais, nem de menos” também vale para água

Da mesma forma que diversos estudos estipulam diferentes recomendações de ingestão, também há variação sobre o consumo máximo de água. A hiper-hidratação pode ser prejudicial para um indivíduo por causar alterações em volume sanguíneo, concentração de minerais no sangue e alterar o funcionamento dos rins.

A consultora da Jasmine Alimentos selecionou algumas dicas para auxiliar a aumentar o consumo de água no dia a dia:

  • Tenha uma garrafinha de água e, quanto maior ela for, mais prática, já que você precisará de menos pausas para enchê-la.
  • Observe a frequência e a cor da urina. O ideal é que ela seja amarelo-clara.
  • Águas aromatizadas são excelentes alternativas para quem não gosta de beber água. É possível saborizar o líquido com frutas, gengibre e ervas.
  • Se você não sente sede com frequência, coloque alarmes no celular para lembrar de beber água.

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Há vagas, há trabalhadores, mas por que eles não se encontram?

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Foto- Assessoria

 

Mato Grosso vive um paradoxo. De um lado, pessoas entregando currículos e esperando por uma oportunidade. Do outro, empresários afirmando que não conseguem encontrar profissionais preparados. Há gente querendo trabalhar e empresas precisando contratar. Então, por que essa conta não fecha?

O estado encerrou 2025 com taxa de desemprego de apenas 2,2%, a menor do país, e com o maior nível de ocupação do Brasil, de 66,7%. Ainda assim, milhares de pessoas continuam procurando espaço no mercado de trabalho.

Os dados do Sine ajudam a mostrar esse desencontro. Em 2025, foram ofertadas mais de 36 mil vagas em Mato Grosso, mas pouco mais de 11 mil trabalhadores foram efetivamente colocados. Isso não significa que todas as demais vagas tenham permanecido abertas, mas revela que anunciar uma oportunidade e concretizar uma contratação são coisas diferentes.

No campo, o problema é ainda mais evidente. Levantamento do Sistema Famato, elaborado pelo Imea em parceria com o Senar-MT mostra que 62,6% dos produtores enfrentam grande dificuldade para contratar e 69,2% apontam a falta de qualificação técnica como um dos principais obstáculos. A função mais demandada é a de operador de máquinas agrícolas, que exige domínio de equipamentos com tecnologias cada vez mais avançadas.

Parte do problema está na distância entre aquilo que os cursos oferecem e o que as empresas realmente precisam. Abrem-se turmas, entregam-se certificados, mas pouco se acompanha quantos alunos conseguiram emprego depois da formação. E certificado sem oportunidade não muda a vida de ninguém.

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Também seria injusto atribuir toda a responsabilidade ao trabalhador. Nem toda vaga difícil de preencher resulta da falta de qualificação. Pesam salários pouco atrativos, falta de transporte, distâncias e jornadas incompatíveis. Da mesma forma, as empresas não podem esperar que todo profissional chegue pronto. Quem contrata também precisa investir em treinamento interno e oferecer a primeira oportunidade.

A solução passa por aproximar empresas, poder público, Sine, Sistema S, institutos federais e escolas técnicas. Antes de abrir um curso, é preciso saber onde estão as vagas, quais habilidades são exigidas e quais empresas estão dispostas a contratar.

O sucesso de uma política de qualificação não deve ser medido apenas pelo número de matrículas ou certificados, mas por quantas pessoas conseguiram emprego e aumentaram a renda.

Mato Grosso não precisa apenas formar mais trabalhadores. Precisa formar melhor e conectar melhor. Quando os cursos responderem às necessidades reais, as vagas chegarem a quem procura trabalho e as empresas participarem da formação, essa conta finalmente começará a fechar.

*Irajá Lacerda é ex-secretário executivo do Ministério da Agricultura e Pecuária e ex-presidente da Comissão de Direito Agrário da OAB-MT

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O agro no centro do mundo

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Por Paulo Lucion

Paulo Lucion é empresário

Quando o Global Agribusiness Festival (GAFFFF) nasceu em São Paulo, ele surgiu com uma proposta ousada: aproximar o campo da cidade, conectar tecnologia, inovação, negócios, cultura e pessoas em torno de um dos setores mais importantes para o desenvolvimento econômico e social do planeta.

Agora, em 2026, damos um passo ainda maior. Pela primeira vez, o festival ultrapassa os limites da capital paulista e escolhe Sorriso para sediar uma edição do evento. E não poderia haver lugar mais simbólico para isso.

Sorriso não é apenas a Capital Nacional do Agronegócio. É uma cidade que representa aquilo que o agro brasileiro tem de mais forte: produtividade, tecnologia, empreendedorismo, sustentabilidade e capacidade de alimentar o mundo. Aqui, a produção acontece em larga escala, mas também se constrói conhecimento, inovação e desenvolvimento.

Receber o GAFFFF é um reconhecimento da importância que Mato Grosso conquistou no cenário nacional e internacional. Durante muitos anos, o Brasil discutiu o agro olhando para os grandes centros urbanos. Hoje, o mundo quer vir conhecer onde as coisas realmente acontecem.

Entre os dias 23 e 26 de julho, Sorriso será palco de debates sobre segurança alimentar, inovação, tecnologia, sustentabilidade, mercados globais e os desafios que definirão o futuro da produção de alimentos. Teremos mais de uma centena de palestrantes nacionais e internacionais, lideranças empresariais, produtores rurais, investidores, pesquisadores e especialistas compartilhando conhecimento e construindo conexões.

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Mas o GAFFFF vai além dos fóruns e painéis técnicos. O grande mérito do festival é mostrar que o agro não pertence apenas a quem produz. O agro está presente na mesa das famílias, na geração de empregos, na indústria, no comércio, na logística, na ciência e na cultura. Por isso, o evento une conteúdo, negócios, gastronomia, entretenimento e esporte em uma experiência que aproxima diferentes públicos.

A expectativa de receber milhares de visitantes durante os quatro dias do evento também representa uma oportunidade para hotéis, restaurantes, comércio, prestadores de serviço e para toda a cadeia econômica do município e da região.

O GAFFFF também é uma vitrine para mostrar ao Brasil e ao mundo a capacidade produtiva de Mato Grosso, a força do agronegócio brasileiro e o potencial de uma região que continua crescendo, inovando e liderando transformações.

Como presidente de honra desta edição, vejo a realização do festival em Sorriso como um marco histórico. Estamos trazendo para o coração do agro mundial um evento que discute o futuro da humanidade por meio da produção de alimentos. Uma ponte entre Mato Grosso e a Faria Lima, pois a outra edição do GAFFFF será nos dias 1º e 2 de outubro, no Nubank Parque. A escolha das praças não é casual. Sorriso representa o centro da produção agrícola brasileira. São Paulo, por sua vez, concentra capital, grandes empresas, investidores e tomadores de decisão.

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O mundo estará olhando para Sorriso. E Sorriso está pronta para receber o mundo.

Paulo Lucion é empresário, presidente de Honra do GAFFFF Sorriso e CEO da Nutribras Alimentos

“Se é dar ânimo, que assim faça; se é contribuir, que contribua generosamente; se é exercer liderança, que exerça com zelo; se é mostrar misericórdia, que o faça com alegria.” #RM12.8
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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso.É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
 
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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