Mato Grosso
Empreendedores de Cuiabá, Várzea Grande e Tangará da Serra podem se inscrever para capacitação gratuita
Foram abertas novas turmas maio para quem busca treinamento sobre empreendedorismo e os interessados devem se inscrevem AQUI.
O Projeto “Circuito Empreenda Mais CDL e SEDEC” oferece um programa de capacitação empreendedora sem custos, desenhado para atender as demandas específicas de cada pessoa, seja ela um empresário estabelecido ou alguém que deseja realizar o sonho de tirar seu negócio do papel e trazê-lo para a realidade. Em apenas cinco dias de aula, é possível desenvolver um plano de negócio.
O convênio entre a Sedec e a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) foi assinado no fim de 2023 e prevê a capacitação de cerca de 4 mil pessoas, em 74 turmas, distribuídas em 55 municípios ao longo do ano. Até o mês de abril de 2024, 55 turmas foram capacitadas, totalizando 1380 pessoas certificadas. Neste mês, estima-se a capacitação de mais de 450 pessoas.
O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, destacou que a capacitação é importante aos empreendedores, pois traz orientações abrangentes sobre como obter um CNPJ, realizar a legalização da empresa, noções básicas de fluxo de caixa, saem com uma identidade visual pronta, e recebem algumas dicas sobre como promover seu trabalho nas redes sociais.
“São elementos fundamentais para iniciar um empreendimento. Muitas vezes, pessoas com menos acesso à informação desconhecem a legislação brasileira, que oferece uma vantagem competitiva significativa para os pequenos empresários. Eles não estão sujeitos a altos impostos ou tributações. É uma oportunidade interessante para que essas pessoas saiam da informalidade e estejam aptas a emitir notas fiscais para seus clientes”, comentou o secretário.
Para o presidente da CDL Cuiabá, Junior Macagnam, a parceria da entidade com a Sedec é de grande importância, pois leva conhecimento e capacitação para pessoas que estão iniciando ou com vontade de empreender.
“Boas ideias são tiradas do papel e se transformam em negócios prósperos através da mentoria ofertada pela Sedec e CDL. Hoje sabemos que 90% das empresas não completam 5 anos, porém, com o profissionalismo do programa a possibilidade de sucesso são muito aumentadas, gerando empregos, renda e impostos”.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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Mato Grosso
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