Mato Grosso
“Era um absurdo o asfalto da MT-100 não ter sido finalizado até hoje” afirma Marcelo de Oliveira
“Quando o governador Mauro Mendes me convidou para ser secretário de Infraestrutura do Estado ele me fez três pedidos. O primeiro deles era para concluir a MT-100, porque era um absurdo aquela estrada não ter sido finalizada até hoje. O nome dessa estrada era incompetência. Hoje estamos entregando o primeiro pedido”.
A declaração é do secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, durante a cerimônia de inauguração da rodovia MT-100, nesta sexta-feira (03.06), em Torixoréu. O Governo de Mato Grosso finalizou dois trechos, somando 67,4 quilômetros e a restauração de outro trecho de 45 km.
Com isso, os 289 km entre Alto Araguaia e Araguaiana, passando por Araguainha, Ponte Branca, Ribeirãozinho, Torixoréu, Pontal do Araguaia e Barra do Garças já estão asfaltados.
Também foram inauguradas três pontes, uma sobre o Rio Claro, com 40 metros de extensão, outra sobre o Córrego Sete Voltas, com 41,5 metros e a última sobre o Rio Tinhoso, com 50 metros, na qual também foram realizados os acessos, com 1,9 km de extensão.
Outras duas pontes e seus encabeçamentos, entre Barra do Garças e Araguaiana também foram licitadas pela atual gestão, as duas com 30,5 metros de extensão. Uma sobre o Córrego Pitomba está pronta e será inaugurada em breve e a outra sobre o Córrego Ouro Fino está em execução.
“Este é um governo diferenciado, é um governo honesto, trabalhador, competente e que presta serviço à população. Agradeço também a Assembleia Legislativa de Mato Grosso, que se não tivesse tido a coragem de aprovar as reformas, hoje nós não estaríamos aqui entregando essa obra”, afirmou Marcelo.
As obras na MT-100 eram um sonho de mais de 30 anos da população da região do Araguaia. As obras tiveram início em julho de 2013, com a execução de cinco contratos. A atual gestão precisou revisar os projetos para concluir a obra, além de construir cinco pontes de concreto. Também solicitou o estorno de aproximadamente R$ 20 milhões, pagos indevidamente a quatro empresas que não executaram corretamente as obras contratadas. Os processos para a devolução desses valores se encontram judicializados no momento.
Durante a inauguração, o governador Mauro Mendes anunciou que irá licitar a recuperação de um trecho de 37,2 km do asfalto entre Pontal do Araguaia e Torixóreu. A Sinfra-MT também irá licitar em breve a restauração do trecho de 47,4 km da rodovia, entre Barra do Garças e Araguaiana.
Em seu discurso, o secretário Marcelo de Oliveira falou que outro pedido do governador também será inaugurado em breve: a ponte sobre o Rio das Mortes na MT-326, ligando Cocalinho até Nova Nazaré. “Se Deus quiser, daqui a 60 dias nós já estaremos atravessando o Rio das Mortes na maior ponte de concreto já construída até hoje no Estado de Mato Grosso”.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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