Mato Grosso
Escola de Governo consolida avanços e amplia a capacitação de servidores em 2025

A Escola de Governo de Mato Grosso, vinculada à Secretaria de Estado de Planejamento de Gestão (Seplag-MT), consolidou, em 2025, um conjunto de entregas estratégicas que ampliaram a oferta de cursos, fortaleceram parcerias institucionais e modernizaram a sua estrutura física, resultando em crescimento expressivo na certificação de servidores e líderes do Poder Executivo estadual. Até 17 de dezembro deste ano, alcançou a marca de quase 15 mil certificados emitidos, com aumento de cerca de 20% em relação a 2024.
Entre as principais entregas do ano estão a reforma total da Escola de Governo e a implantação do Studio Maker, que ampliam a capacidade de produção de conteúdos educacionais e de inovação com metodologias diferenciadas de ensino. Outro marco institucional foi a publicação da Lei nº 12.898, de 5 de junho de 2025, que regulariza a atividade instrutora no âmbito da Escola de Governo, garantindo maior segurança jurídica e valorização dos instrutores.
O ano também foi marcado pela consolidação do Plano de Desenvolvimento de Cursos e de importantes parcerias estratégicas, como os termos firmados com a Escola Nacional de Administração Pública (Enap), por meio das iniciativas Enap Aqui e Escola Virtual de Governo (EV.G), além do Termo de Colaboração em Rede das Escolas de Governo Sistêmicas.
Para o secretário de Planejamento e Gestão de Mato Grosso, Basílio Bezerra, capacitar os servidores estaduais é essencial para o funcionamento e a eficácia da prestação de serviços da administração pública à sociedade.
“A Escola de Governo é uma instituição fundamental para o Governo de Mato Grosso, pois investe de maneira objetiva na qualificação dos servidores, impactando diretamente a qualidade dos serviços oferecidos à população. O novo prédio e os projetos concretizados neste ano simbolizam mais um passo rumo à modernização e à valorização do serviço público”, destacou o secretário.
Mais cursos e mais servidores capacitados
Ao longo deste ano foram ofertados aproximadamente 300 cursos próprios e em parceria, representando crescimento superior a 30% em relação ao ano anterior. As formações foram distribuídas entre 145 cursos na modalidade de Ensino à Distância (EaD), quatro híbridos e 150 presenciais. Esse avanço contribuiu para a certificação de 650 líderes, ultrapassando em quase 165% a meta estabelecida, com crescimento de cerca 7% em comparação a 2024.
para fortalecer a gestão e a atuação de servidores em cargos de liderança. Fonte: Divulgação Seplag-MT
O lançamento de novos programas reforçou o compromisso com temas estratégicos e envolveu todas as áreas da administração pública. Destaque para os programas Mulheres que Protagonizam o Serviço Público; Servidoras e Servidores pelo Clima; Outubro Rosa e a formação relacionada à Agenda Ambiental da Administração Pública (A3P), promovendo a conscientização e o engajamento dos servidores em pautas sociais relevantes.
Para 2026, a secretária adjunta da Escola de Governo, Marioneide Kliemaschewsk, informa que estão previstos novos produtos e serviços que irão alavancar ainda mais a excelência do serviço público.
“Teremos muitas novidades, dentre elas dois cursos de pós-graduação: em Governo Digital e em Governança Pública, além da especialização que já existe em Gestão Pública com foco na Eficiência. Todos esses cursos buscam ampliar as competências dos servidores e a eficiência dos serviços prestados à sociedade mato-grossense”, disse a adjunta, anunciando também o lançamento da Revista Científica da Escola de Governo.
A Instituição de Ensino também publicou 27 edições do Boletim de Cursos, ampliando a transparência e o acesso às informações sobre as oportunidades de capacitação ofertadas aos servidores estaduais.
Parcerias, eventos e produção de conhecimento
Outro resultado de destaque foi a conclusão da parceria entre Google e Escola Nacional de Administração Pública (Enap), que disponibilizou quatro ciclos de cursos da plataforma Coursera, certificando 635 servidores. Na área de produção e disseminação do conhecimento, a Escola realizou a 4ª edição do Programa de Gestão do Conhecimento, com a temática Pesquisa e Gestão Pública: Conectando Saberes à Melhoria dos Serviços, reunindo quase 380 servidores e apresentando mais ou menos 60 trabalhos de mestrado e doutorado.
O calendário institucional também incluiu a realização do II Simpósio de Compras Públicas, com palestras e oficinas que resultaram na certificação de pouco mais de 715 servidores, fortalecendo a qualificação técnica em uma área estratégica da gestão pública.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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