Mato Grosso
Escola de Governo é referência para outros Poderes do Estado
A Superintendência da Escola de Governo, unidade ligada à Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), tornou-se referência para outros Poderes de Mato Grosso no quesito programas e qualificações ofertadas para os servidores.
O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE/MT) buscou referências na metodologia da Academia de Novos Líderes antes de implantar o programa Academia de Liderança no órgão e municípios têm procurado cada vez mais as capacitações ofertadas pela Escola de Governo.
“É aquilo que nós estávamos procurando e bem próximo da nossa casa. Ficamos muito felizes ao perceber que a metodologia que foi adotada pela Escola de Governo poderia ser aplicada aqui no Tribunal Regional Eleitoral”, comentou o secretário de Gestão de Pessoas do TRE/MT, Valmir Nascimento Milomem Santos.
“A Escola de Governo está de parabéns. O Estado de Mato Grosso por esse projeto está de parabéns e toda equipe que ali está envolvida”, acrescentou.
Em novembro, servidores dos municípios de Primavera do Leste (242 km de Cuiabá) e de Várzea Grande, município vizinho; foram capacitados pela Superintendência no curso sobre Fiscalização de Contratos.
“Eu fiz um ofício solicitando a vaga para esse curso, pois tinha bastante interesse nele e o cronograma me pareceu bem interessante. Estou aprendendo e gostando muito. A professora é altamente capacitada, o conteúdo é didático e para mim está sendo muito útil”, relatou durante a capacitação o assessor jurídico da prefeitura de Primavera do Leste, Diogo Murari.
Segundo o superintendente da Escola de Governo, Josué Ribeiro, diversos municípios do Estado procuraram a instituição ao longo deste ano. “Temos recebidos ofícios, mensagens, e-mails solicitando acesso aos cursos da Escola, principalmente, pelos municípios. Para nós é interessante e temos claro que essa não é nossa meta principal, mas se os resultados têm alcançado esses órgãos é muito gratificante e por que não ajudá-los”, disse.
(Supervisão de texto de Nayara Takahara).
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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