Mato Grosso
Escola realiza oficinas sobre intervenção pedagógica em alinhamento ao DRC
A equipe gestora da Escola Estadual Iara Maria Minotto Gomes, localizada no município de Juara (a 709 quilômetros de distância de Cuiabá), realiza oficinas sobre intervenção pedagógica para todos os professores. A unidade educacional planejou esta ação para que as práticas pedagógicas aconteçam em sintonia com o Documento Referência Curricular (DRC-MT), conforme estabelece o caderno “Concepções para a Educação Básica”, versão homologada para Mato Grosso.
Com base nesse caderno, as escolas da rede pública estadual, assim como instituições de ensino de outras redes que dele fizerem uso, subsidiarão a reelaboração de seus Projetos Pedagógicos, a fim de adequá-los ao disposto na Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
As oficinas de intervenção pedagógica serão realizadas na escola Iara Minotto num período de 90 dias, com encontros três vezes por mês, sempre às quintas-feiras nos períodos matutino, vespertino e noturno. Os encontros vão oferecer a oportunidade formativa para todos os professores que atuam na unidade escolar.
Conforme explica o coordenador pedagógico da escola, Alexandre da Silva Colinsque, em atenção ao DRC-MT, a Escola Iara Minotto vem realizando ações que intencionam a implementação e a busca constante da prática efetiva do que estabelece a nova política curricular, neste caso, a política de intervenção pedagógica com o objetivo de melhorar a aprendizagem e modernizar as práticas pedagógicas, sempre pensando em colocar toda a estrutura escolar a serviço da aprendizagem.
“A política de intervenção vem ao encontro da necessidade de superar, potencializar e rever práxis pedagógicas no sentido de conquistar novos resultados em aprendizagem. Todas as questões que norteiam as práticas pedagógicas estão contidas no DRC, razão pela qual as ações formativas de implementação são necessárias para a garantia do direito de aprender, superar e obter melhores resultados”.
Para a professora pedagoga Janete Aparecida do Santos, que leciona nos anos iniciais, a oficina foi de grande valia, pois é algo novo para os educadores. “Penso que ações assim visam melhorar nossa ação, que sempre precisa passar por reflexão, buscando o aperfeiçoamento. Foi um momento para tirar dúvidas e aprender com o diálogo entre gestão e professores”, observou.
A professora alfabetizadora Patrícia Gonçalves destaca que a proposta apresentada na oficina foi de extrema importância, pois levou os professores a aprofundarem seus conhecimentos acerca de como planejar, desenvolver e analisar os resultados das intervenções pedagógicas. “Esperamos ter mais momentos formativos com esta dinâmica de organização, sempre pensando em levar aos alunos a oportunidade de aprender e superar as defasagens que porventura surjam”.
Segundo a professora Elizangela Teixeira de Miranda, pedagoga que também leciona nos anos iniciais, a partir do encontro todos puderam interagir e questionar a respeito das dúvidas que apareceram durante o planejamento do plano da intervenção. “Saímos daqui com toda bagagem necessária para elaboração de tal ação, e com a certeza de que, para educação ser sucesso, precisamos sempre buscar novos horizontes e conhecimentos, que colocaremos a serviço da aprendizagem dos nossos alunos, então sujeitos de nossa ação docente”.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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