Mato Grosso
Escolas especiais preparam atividades para o aniversário da capital
As comemorações dos 300 anos de Cuiabá para estudantes da Escola Estadual Especial Livre Aprender, no Bairro Areão, se transformaram em um agradável passeio com alunos e professores visitando locais históricos como a região do São Gonçalo Beira Rio, a Orla do Porto, Parque Mãe Bonifácia e Casa do Artesão.
Segundo a diretora Fátima Rosane Faria, os alunos irião observar os registros históricos. “Os professores vão explicar o que cada lugar, cada ítem representar no processo histórico da capital. A expectativa é grande, tanto dos professores e principalmente dos nossos alunos”, destaca.
Além da aula de campo, a EE Livre Aprender tem o Projeto Siriri, com um grupo de dança composto somente por alunos, professor de educação física e alguns pais.
Grande dia
O grande dia dos 300 anos de fundação de Cuiabá será na sexta-feira (05.01) com a apresentação dos alunos do registro das aulas externas com fotos e vídeos.
Um pouco antes, no café da manhã, uma farta mesa com “chá com bolo” será oferecida aos convidados. Bandejas com bolo de arroz, bolo de queijo, francisquito serão acompanhados com chás tradicionais.
Outra atração será a cozinha experimental e o artesanato confeccionado pelos próprios alunos. “São peças como viola de cocho e e potes de barro. Tudo apresentado para a comunidade”, ressalta.
Fátima Rosane lembra que a cozinha experimental terá práticos típicos cuiabanos. Durante a semana, os estudantes vão colocar a mão na massa, mas no dia especial, ficará por conta da equipe de apoio, uma vez que será um preparo em grande volume. “O cardápio terá pratos típicos nossos”.
Raio de Sol
A sexta-feira (05.04) também será especial para a EE Especial Raio de Sol, no bairro Grande Terceiro, em Cuiabá. No período matutino, haverá o encerramento dos trabalhos realizados pelos alunos relacionados aos 300 anos de Cuiabá e cultura cuiabana.
“Realizaremos, no período matutino, apresentações de músicas e danças típicas. Teremos dança do emborcado, pixé, rasqueado cuiabano entre outros. Os alunos preparam também apresentação de teatro, comidas típicas e atividades pedagógicas realizadas em sala de aula”, destaca a coordenadora pedagógica Valdite Heinzen.
As atividades não param por aí. Em parceria com profissionais da saúde, haverá aplicação de botox nos alunos com deficiência física, para auxiliar na reabilitação atuando na musculatura. Com isso, diminuirá a espasticidade, característica que prejudica a coordenação motora. A tarde será para a festa dos aniversariantes do primeiro trimestre do ano.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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