Mato Grosso
“Esses veículos vão auxiliar os municípios a prestar atendimento de melhor qualidade à população vulnerável”, afirma primeira-dama de MT

A primeira-dama Virginia Mendes e o governador Mauro Mendes entregaram, nesta quinta-feira (10.4), 141 veículos do programa SER Família, destinados aos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS) e Centros de Referência Especializados para População em Situação de Rua (POP) dos municípios mato-grossenses.
Os automóveis foram adquiridos com recursos do Fundo Estadual de Assistência Social (FEAS). O investimento total foi de R$ 15,6 milhões. O processo de aquisição foi realizado por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc). Nos próximos meses, Boa Esperança do Norte também será contemplado, já que o município ainda era distrito do município de Sorriso no período da compra.
De acordo com Virginia Mendes, os veículos darão mais agilidade aos atendimentos prestados à população em situação de vulnerabilidade social.
“Quem conhece nosso Estado sabe a dimensão territorial de cada município. Esses veículos vão auxiliar os municípios a prestar atendimento de melhor qualidade à população vulnerável. Para que os serviços de assistência cheguem com agilidade, os veículos são fundamentais. O programa SER Família está presente nos 142 municípios. Com os novos veículos, os serviços ganharão mais rapidez. Essas entregas também são fruto do trabalho de cada um que se dedica à população”, destacou.
Até dezembro de 2024, o número de beneficiários do SER Família era de 54.946. O novo levantamento apontou uma redução de 15%, fechando março com 47.525 pessoas atendidas. Os dados demonstram uma queda na taxa de pessoas em situação de vulnerabilidade. Segundo Virginia Mendes, os serviços de auxílio financeiro e o incentivo à qualificação profissional do programa SER Família Capacita já apresentam resultados positivos.
“Esse é o objetivo do programa SER Família: oferecer às pessoas novas perspectivas. Durante a pandemia, o SER Família Emergencial chegou a atender mais de 100 mil pessoas, pois era necessário naquele momento. Depois, conseguimos, com o apoio do Governo e da Assembleia Legislativa, instituir o SER Família e suas vertentes. Mas não queríamos o assistencialismo. O objetivo sempre foi que essas pessoas não precisassem depender do programa. Estou feliz em saber que os números estão reduzindo”, relatou Virginia Mendes.
A Prefeitura de Cuiabá, além do veículo, também assinou a adesão aos programas SER Família e ao SER Família Mulher durante o evento. “Um carro é muita coisa. O programa SER Família que assinamos hoje já era para existir há muito tempo. Gratidão, primeira-dama Virginia Mendes, por essa parceria tão importante para nossa população”, salientou o prefeito Abilio Brunini.
“Obrigada, primeira-dama Virginia Mendes, por todo o apoio que a senhora tem nos dado. Com o programa SER Família, vamos trabalhar ainda melhor”, agradeceu também a primeira-dama Samantha Iris.
O secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, ressaltou a sensibilidade que o atual Governo trabalha pela população. “Enquanto Mauro é a razão da gestão, a primeira-dama Virginia Mendes é o coração. Ela nunca quis um cargo, mas sempre se dedicou à população. Isso ocorre desde a época da prefeitura de Cuiabá”, disse.
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Max Russi, expressou a importância da atenção que os municípios recebem do Estado, com o empenho do governador Mauro Mendes e da primeira-dama Virginia Mendes.
“Eu já fui prefeito e sei da dificuldade que é para um prefeito ter acesso a um recurso como a entrega desses carros. A partir de hoje, o SER Família em Cuiabá será ampliado. Parabéns, primeira-dama Virginia Mendes, pelo seu trabalho. Quando ela pede para atender as demandas, é porque sabe o quanto aquela ação será importante”, comentou.
O prefeito de Gaúcha do Norte, Ari do Prado, destacou a importância do novo veículo. “A gente só tem a agradecer à primeira-dama Virginia Mendes por esse olhar. Com esses carros, vamos ter mais condições de atender a população na área social. Eu costumo dizer que Mato Grosso não tem um governador e uma primeira-dama de Estado, mas sim um pai e uma mãe”, ressaltou.
“Esse veículo vai nos ajudar muito com relação à distância das regiões que precisamos atender no município. Estou muito feliz, especialmente por saber dessa preocupação que nossa primeira-dama tem por nós”, destacou a primeira-dama de Gaúcha do Norte, Maura Prado.
A assistente social de Feliz Natal, Raquel Queiroz, também comemorou a entrega. “Estamos encantados e agradecidos pela gestão do Estado e esse cuidado da primeira-dama Virginia Mendes pelo social. Agora, vamos melhorar nossos atendimentos às regiões mais distantes do interior do município. Nosso município fica praticamente dentro do Parque do Xingu. Será um grande suporte para nossas demandas indígenas”, disse.
Também foi assinada a prorrogação do Camarote do Autista na Arena Pantanal, em parceria com o Cuiabá Esporte Clube, que dará sequência ao acolhimento do programa SER Família Inclusivo, idealizado pela primeira-dama Virginia Mendes, para crianças e adolescentes que participam dos sorteios.
Participaram da cerimônia de entrega a senadora Margareth Buzetti, a deputada federal Gisela Simona, os deputados estaduais Paulo Araújo, Nininho e Diego Guimarães; os secretários de Estado David Moura (Cultura, Esporte e Lazer), Laice Souza (Comunicação), coronel César Roveri (Segurança Pública) e coronel Grasi Paes (Assistência Social e Cidadania); o presidente da MT PAR, Wener Santos; e representando as prefeitas, Flávia Moretto; e entre outras autoridades públicas.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
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Mato Grosso
Leis aprovadas por Câmaras são declaradas inconstitucionais em MT

Foto- Assessoria
Leis aprovadas em câmaras municipais que avançam sobre atribuições típicas do Poder Executivo continuam sendo alvo de questionamentos no Judiciário, com reiterado reconhecimento de inconstitucionalidade por vícios formais. Em decisões recentes envolvendo municípios mato-grossenses, a exemplo de Sinop e Rondonópolis, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reafirmou os parâmetros que delimitam a atuação do Legislativo local.
Nesse contexto, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) tem se manifestado em ações diretas de inconstitucionalidade apontando irregularidades em leis de iniciativa parlamentar que tratam da execução de políticas públicas. Foi o que ocorreu nos casos das Leis Municipais nº 3.599/2025, que instituiu a denominada Escola Ambiental, e nº 3.641/2026, que criou o Programa Oftalmologia nas Escolas, ambas no município de Sinop.
As análises jurídicas indicam que essas normas apresentaram vício formal de iniciativa, uma vez que trataram de matérias cuja proposição é reservada ao chefe do Poder Executivo. A Constituição Federal e a Constituição do Estado de Mato Grosso estabelecem que cabe privativamente ao Executivo propor leis que disponham sobre organização administrativa, funcionamento de órgãos públicos e implementação de políticas governamentais, entendimento que se aplica aos municípios por simetria constitucional.
Nos casos analisados, as leis não se limitaram à criação de diretrizes gerais, mas passaram a disciplinar a execução das políticas públicas. Entre os pontos identificados estão a definição de periodicidade de serviços, a imposição de atividades específicas por secretarias e a vinculação direta de ações à estrutura administrativa do município. Esse tipo de previsão normativa caracteriza ingerência indevida na esfera do Executivo, ao restringir a margem de decisão administrativa quanto à conveniência, oportunidade e viabilidade das medidas.
Situação semelhante foi verificada em Rondonópolis, onde a Lei Municipal nº 14.224/2025 instituiu o projeto “Bem-Estar Rural”, determinando a realização de atividades físicas e de lazer para a população, com frequência mínima semanal e execução a cargo de secretaria municipal. O entendimento consolidado foi de que a norma, também de iniciativa parlamentar, impôs obrigações concretas ao Executivo, interferindo na gestão administrativa, no planejamento de políticas públicas e na alocação de recursos humanos, além de exigir contratação de profissionais.
Nessa hipótese, assim como em Sinop, o Ministério Público apontou que, embora a iniciativa legislativa tenha sido orientada por finalidade social relevante, a forma adotada acabou por invadir a esfera de competência do Executivo, comprometendo o equilíbrio entre os poderes e retirando do gestor público a possibilidade de avaliar a melhor forma de execução da política pública.
Outro ponto comum nos casos analisados é a violação ao princípio da separação dos poderes. Embora o Legislativo tenha papel essencial na formulação de normas e na representação da sociedade, sua atuação encontra limites constitucionais. Quando a lei estabelece comandos operacionais específicos, substitui a discricionariedade administrativa por obrigações previamente definidas, caracterizando interferência indevida na gestão pública.
Além disso, foi constatada a ausência de estimativa de impacto orçamentário e financeiro em leis que criavam despesas públicas obrigatórias e continuadas. A exigência constitucional de apresentação desse estudo busca garantir o equilíbrio das contas públicas e a compatibilidade com o planejamento orçamentário. A inobservância desse requisito tem sido considerada vício suficiente para invalidar as normas.
A atuação do Ministério Público nesses casos busca assegurar que o processo legislativo observe os parâmetros constitucionais, contribuindo para a produção de normas eficazes e juridicamente válidas, sempre reconhecendo o importante papel das câmaras municipais na elaboração de leis que estabeleçam diretrizes gerais e políticas públicas em sentido amplo.
Mato Grosso
Estado é condenado a reformar Cadeia Pública feminina de Cáceres
A pedido da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres (a 225 km de Cuiabá), a Justiça determinou que o Estado de Mato Grosso apresente, no prazo de até 90 dias, um plano completo para sanar irregularidades estruturais, sanitárias e de segurança na Cadeia Pública Feminina de Cáceres, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. A 4ª Vara Cível da comarca julgou procedente a Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso. A sentença foi proferida em 21 de maio.
A decisão judicial estabelece que o Estado deve elaborar, apresentar e implementar um Plano de Adequação Estrutural e Funcional, no qual deverão constar, de forma detalhada, todas as intervenções necessárias para a regularização da unidade, incluindo obras, reparos e medidas voltadas ao cumprimento das normas de segurança contra incêndio, das condições sanitárias e das exigências estruturais. O cronograma deverá indicar, ainda, os prazos de início e conclusão de cada etapa, a estimativa de custos, as fontes de financiamento e os órgãos responsáveis pela execução.
Além disso, o Estado deverá comprovar periodicamente o andamento das ações por meio da apresentação de relatórios técnicos e registros fotográficos a cada 60 dias, evidenciando a evolução das medidas adotadas. Na sentença, o juízo também fixou multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil, em caso de descumprimento dos prazos estabelecidos.
De acordo com a ação, a investigação teve início após a 1ª Promotoria de Justiça Criminal identificar irregularidades relevantes na unidade durante fiscalizações de rotina, especialmente relacionadas à estrutura física, à segurança e ao funcionamento, com risco à integridade de custodiadas e servidores. Diante desse cenário, a 1ª Promotoria de Justiça Cível instaurou procedimento para acompanhar a situação e cobrar providências do Estado, responsável pela gestão do sistema prisional.
As apurações revelaram um quadro crônico de precariedade estrutural, com edificações deterioradas, problemas nas instalações elétricas, ausência de sistemas adequados de prevenção a incêndios e falhas nas condições sanitárias. Relatórios técnicos e vistorias realizadas por órgãos como o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária e o Centro de Apoio Operacional do Ministério Público (CAO-MP) confirmaram os riscos. Na cadeia feminina, foram registrados, entre outros problemas, fiação exposta e sobrecarga elétrica, fatores que motivaram, inclusive, pedido de interdição parcial.
“As irregularidades estruturais constatadas pelo Centro de Apoio Operacional do Ministério Público expõem de forma permanente pessoas privadas de liberdade, servidores e demais usuários das unidades prisionais a riscos concretos à vida e à integridade física, especialmente em razão da precariedade das edificações, da ausência de manutenção preventiva e da deficiência das instalações elétricas e estruturais.”, narra a ação.
Segundo o MPMT, as medidas adotadas pelo Estado ao longo da investigação foram pontuais e insuficientes para solucionar as irregularidades. O Ministério Público também buscou uma solução extrajudicial, por meio da proposta de celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não obteve resposta do poder público.
Foto: Reprodução.
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