Mato Grosso
Estância Bahia realiza em dezembro Leilão pela Vida do HCanMT
2018 é um ano especial. Não apenas pelas conquistas, mas também pelas comemorações dos 20 anos do Hospital de Câncer de Mato Grosso (HCanMT) e pelos 10 anos de parceria com a Estância Bahia Leilões na realização do Leilão pela Vida. O evento já tem data marcada: 12 de dezembro. O recurso arrecadado com o leilão será revertido para a compra de medicamentos e demais necessidades do hospital.
O Leilão pela Vida neste ano, assim como em 2017 será virtual. O evento será realizado pela Estância Bahia Leilões no dia 12 de dezembro, a partir das 21h (horário de Brasília), com transmissão ao vivo pelo Canal Terraviva e pelo aplicativo da leiloeira EBL Web direto do Hospital de Câncer de Mato Grosso.
“Com o recurso arrecadado o Hospital tem como previsão minimizar os gastos acumulados. Como é sabido, os filantrópicos precisam de apoio da sociedade e de parceiros para continuar o atendimento de qualidade. A cada ano esses atendimentos aumentam, só em 2018 já ultrapassamos 88 mil”, explica a coordenadora de Desenvolvimento Institucional do Hospital de Câncer, Silvia Negri.
A parceria com a Estância Bahia Leilões, conforme a coordenadora, abriu portas para o hospital a entrada de novos parceiros, como empresas, instituições e grupos para a realização de projetos, eventos e leilões em prol à Instituição. Somente no ano de 2017 foram realizados mais de 60 eventos no interior do estado que nos ajudam a manter o atendimento de qualidade.
“Sem essas empresas o Hospital de Câncer não conseguiria atender a demanda crescente de atendimentos. O nosso hospital é o principal centro de tratamento oncológico de Mato Grosso, atingindo inclusive a população de outros estados e até países vizinhos”, comenta a coordenadora de Desenvolvimento Institucional do Hospital de Câncer.
O recurso arrecadado durante o 10º Leilão pela Vida no próximo dia 12 de dezembro servirá, conforme Silvia Negri, de apoio para a manutenção e custeio do Hospital, como compra de medicamentos e demais necessidades.
“Os números são grandes. Em 2017 foram mais de 95 mil atendimentos no HCan e quase 37 mil atendimentos preventivos realizados em 87 municípios no interior de Mato Grosso com a Campanha de Prevenção”, diz Silvia Negri.
E não para por aí. O Hospital de Câncer de Mato Grosso realizou em 2017 mais de 15 mil quimioterapias e cerca de 67 mil sessões de radioterapia. Além disso, foram efetuadas 3.843 cirurgias e 3.406 internações.
Quanto às refeições foram servidas mais de 327 mil durante o ano passado, com uma média mensal de 1290 quilos de arroz, 480 quilos de feijão, 1290 litros de leite e 240 garrafas de suco concentrado. Além disso, por ano, revela Silvia Negri, 250 toneladas de roupas lavadas.
Hoje, o Hospital do Câncer de Mato Grosso conta com cerca de 458 funcionários diretos, um corpo clínico de 133 médicos e mais de 350 voluntários atuando para um bem maior, SALVAR VIDAS.
“Não tem sido fácil. Os gastos são muitos, e superam a casa de milhões. Lutamos a todo o momento para que as dificuldades nos deem forças para continuar atendendo com a qualidade que já é marca do nosso Hospital. Não queremos deixar sonhos como a ser pai, mãe, avó, tia, namorado, sejam esquecidos. Precisamos de todos para esse feito. Contar com vocês não representa para nós apenas um número, mas dar a possibilidade de todos poderem reunir suas famílias nas festas de final de ano”, diz Elenice Prates Mansor, coordenadora de leilões do Hospital de Câncer de Mato Grosso.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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