Mato Grosso
Estudantes da Escola Tiradentes têm aula prática na carreta do Programa MT Ciências
Os professores apresentaram e demonstraram também em maquete, equipamentos de áudio e vídeo, nas salas da carreta, os temas do patrimônio ambiental de Mato Grosso: Cerrado, Pantanal e Amazônia, seus rios, fauna e flora. ![]()
A estudante do 3º ano do ensino médio Lorena Leal destaca a motivação e incentivo para se aprender com os equipamentos do MT Ciências e as experiências científicas.
“É um conhecimento a mais. Interessante essa oportunidade que tive aqui. Na aula é mais teoria e agora nós vimos na prática como funciona. Essa simulação fixa mais o conhecimento na mente dos alunos”, afirma.
O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Allan Kardec Benitez, avalia a ação como uma das formas de promover experiências científicas com os estudantes e incentivá-los a estudar mais. “O programa com a carreta do MT Ciências é um laboratório itinerante para popularizar o acesso dos estudantes ao conhecimento e experimentos científicos, além de motivar estudantes a serem pesquisadores, por exemplo”, afirma.![]()
Aula prática
A aula prática é um complemento para a aprendizagem, conforme o estudante da Escola Militar Tiradentes, Marcos Américo, 17 anos, do 3º ano. “O que eu achei mais interessante foi o gerador de Van de Graaff. A gente está estudando justamente isso agora em física, que seriam descargas elétricas. Nós vimos isso na prática. Foi muito interessante vivenciar isso”, pontua.
“Estudar na teoria é legal, aprende bastante. Só que vendo isso acontecer na prática, saber como aquilo se desenvolve, atomicamente falando, é muito mais interessante e divertido”, completa.![]()
O aparelho usado no experimento é a máquina eletrostática, que é composta por uma esfera grande oca de alumínio apoiada por uma haste vertical. Ela foi inventada pelo americano descendente de holandeses, Robert Van de Graaff, em 1931.
O secretário adjunto de Educação Profissional e Ensino Superior da Seciteci-MT, Dimorvan Brescancim, disse que o importante da Escola Técnica Estadual de Mato Grosso é justamente unir a teoria e a prática no ensino e aprendizagem dos estudantes. “Essa possibilidade da carreta itinerante do MT Ciências e das próprias escolas técnicas são investimentos do governo do Estado para melhorar a educação profissional, para que os estudantes aprendam na teoria e na prática, bem como levar estas experiências para todas as regiões do Estado”.
Mais Física
Na quadra da Escola Técnica de Cuiabá foram montados ainda outros experimentos e equipamentos do Circuito Itinerante da Ciência de Mato Grosso (MT Ciências). Ali, os estudantes puderam saber mais sobre física, com assuntos como eletricidade, luz e movimentos.![]()
Os alunos aprenderam sobre o funcionamento do pêndulo de Newton (esferas suspensas em fios ligados a uma haste), caleidoscópio (aparelho óptico em tubo com vidro colorido no fundo), praxinoscópio (aparelho de projeção de imagens em movimento, princípio do desenho animado), entre outros.
Escolas técnicas
A Escola Técnica Estadual de Cuiabá foi inaugurada em março de 2022 pelo governador Mauro Mendes, após as obras terem sido paralisadas em 2009. Foram investidos cerca de R$ 15 milhões.
Desde 2019, o governo retomou obras em oito escolas desse tipo. No começo do mês passado o governador, o secretário Allan Kardec, Dimorvan e demais autoridades inauguraram as unidades de Primavera do Leste, com investimento de R$ 14.600.000, e Água Boa, na região do Araguaia, onde foram aplicados R$ 12.890.730.
Fonte: GOV MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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