Mato Grosso
Evento vai arrecadar fundos para melhorar infraestrutura da Santa Casa
A primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, e o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, receberam, nesta segunda-feira (17.06), um grupo de voluntários engajados em ações de apoio ao Hospital Estadual Santa Casa.
Participaram da agenda a presidente da Associação das Empresas do Distrito Industrial de Cuiabá (Aedic), Margareth Buzetti; a empresária Carlina Maria Rabello Leite; Eddhyanne Milhomem de Figueiredo; Sueli Aldaves Gomes; Idalba Reiners Griggi Correa da Costa; o publicitário Edson Cordeiro, o sargento bombeiro Francinei Jesus de Oliveira Souza e o produtor de eventos Hoelton Hoelker da Silva Tapajoz.
À frente do movimento, a voluntária Eliane Rocha, com o apoio de diversos outros parceiros, está organizando uma festa julina, prevista para a última semana de julho, cuja renda deverá ser revertida em investimentos para melhorar a infraestrutura da unidade hospitalar estadual.
Na oportunidade, a primeira-dama Virginia Mendes recebeu o convite do grupo de voluntários para ser madrinha desta ação, que vai somar aos esforços e investimentos já promovidos pelo Governo do Estado a favor da Santa Casa.
“A primeira-dama Virginia Mendes já demostrou todo seu carinho e preocupação com a Santa Casa e mais uma vez temos certeza que sua atuação será muito propositiva, por isso a convidamos para ser a madrinha do nosso evento beneficente”, pontuou Eliane Rocha, que é esposa do presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha, e pretende envolver as famílias do Poder Judiciário como um todo na ação social.
A primeira-dama agradeceu o convite e aproveitou a oportunidade para agradecer a todos que colaboraram no Aniversário Solidário, promovido no final do mês de maio e cuja arrecadação de brinquedos e eletrodomésticos foi toda em prol da pediatria do hospital.

“Muito obrigada a todos que estão nos ajudando a fazer a diferença no atendimento que será prestado aos pacientes do Hospital Estadual Santa Casa. O Governo do Estado está empenhado ao máximo para o mais breve retorno das atividades hospitalares com segurança e qualidade nos serviços prestados”, ressaltou Virginia Mendes, que tem acompanhado de perto as obras, com atenção especial para a ala pediátrica e o setor de nefrologia.
Para o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, toda ajuda é bem-vinda, e só vem somar com tudo que o Governo de Mato Grosso tem feito para assegurar, num curto espaço de tempo, a retomada dos trabalhos do Hospital Estadual Santa Casa.
“Teremos um hospital com 240 leitos destinados ao atendimento de média e alta complexidade dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). E mesmo com todas as ações que já estamos implementando ainda há muito que ser feito e ficamos felizes em receber esse apoio”, disse Figueiredo.

Aniversário Solidário
Ao final do mês de maio, Virginia Mendes viabilizou, no dia do seu aniversário, um evento beneficente que arrecadou mais de 300 brinquedos e diversos eletrodomésticos, como, por exemplo, televisões, frigobares, ar-condicionado. Todas as doações serão utilizadas na ala pediátrica do Hospital Estadual Santa Casa.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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