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Falta de manutenção nos veículos compromete a segurança durante as férias

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Vans e ônibus são alguns dos modelos que precisam passar por inspeção veicular obrigatória

Foto- Pixabay

Com a proximidade das férias, o movimento nas rodovias brasileiras aumenta significativamente e muitos motoristas já planejam viagens em família, excursões ou aventuras sobre rodas. No entanto, para garantir que o trajeto seja seguro, é fundamental realizar as revisões adequadas nos veículos antes de pegar a estrada. Essa medida é ainda mais essencial para ônibus coletivos e vans, que precisam atender à legislação e passar por inspeções veiculares regulares para trafegarem de forma segura e dentro das normas.

Dados da Federação Nacional da Inspeção Veicular (FENIVE) apontam que 33% dos veículos que passaram por algum tipo de modificação em sistemas de segurança foram reprovados na inspeção. Veículos inseguros e com manutenção precária colocam em risco todos aqueles que circulam nas vias públicas.

Recentemente, um exemplo trágico da negligência com a manutenção de veículos ocorreu na BR-376, em Guaratuba (PR), quando uma carreta colidiu com uma van que transportava uma equipe de remo. Nove pessoas morreram, o motorista da van e oito jovens atletas do Projeto Remar para o Futuro, de Pelotas (RS). A carreta estava sem manutenção no sistema de freios, fator que contribuiu diretamente para o acidente.

ESTATÍSTICAS

 De acordo com dados da Federação Nacional da Inspeção Veicular (FENIVE), um terço dos veículos que passaram por inspeção veicular foram reprovados por problemas em sistemas de segurança. Entretanto, somente uma pequena parte da frota passa por inspeção de segurança veicular periódica, ou por modificação, ou por recuperação de sinistro. A maioria da frota no Brasil não passa por nenhum tipo de verificação de segurança.

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Entre os principais problemas encontrados se destacam as falhas na sinalização, como luzes e faróis, que representam 47,58% das irregularidades. Além disso, 30,1% dos veículos apresentam defeitos ou irregularidades em equipamentos obrigatórios, como cintos de segurança, pneus, freios e barras de proteção, componentes indispensáveis para a segurança de motoristas e passageiros.

O engenheiro mecânico Daniel Bassoli, diretor executivo da FENIVE, explica que a falta de atenção adequada ao veículo pode transformar uma viagem tranquila em uma experiência perigosa. Problemas em sistemas de freios ou em equipamentos de sinalização aumentam consideravelmente o risco de acidentes, especialmente em trechos movimentados ou mal iluminados. “O episódio com os atletas do remo foi um desses casos, em que se somou a negligência do motorista do caminhão à do proprietário do veículo, que não fez as manutenções necessárias para garantir a segurança”, analisa.

INSPEÇÃO VEICULAR OBRIGATÓRIA

Ônibus e vans estão entre os veículos que precisam, obrigatoriamente, passar por inspeções regulares para garantir que estão em condições de circular, de acordo com regulamentação da ANTT e departamentos estaduais de tráfego. Esses veículos precisam estar com todos os sistemas em pleno funcionamento, desde os pneus até a iluminação. “Durante a inspeção veicular, todos os itens são verificados e o veículo é certificado de estar atendendo às regras de segurança e pronto para enfrentar longas viagens”, comenta.

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A regra também se aplica aos carros movidos a GNV, veículos de transporte de escolares, de carga perigosa e aqueles que sofreram modificações estruturais, uma vez que as alterações sem a devida inspeção podem comprometer a estabilidade e o funcionamento do veículo. Bassoli destaca que o porcentual da frota inspecionada todos os anos não ultrapassa 2% do total. “Isso não acontece porque o artigo 104 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que determina inspeção periódica da frota, ainda não foi regulamentado”, pontua.

 

ESTATÍSTICAS

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil registrou 33.894 mortes decorrentes de acidentes de trânsito em 2022, número pouco superior a 2021, quando foram contabilizadas 33.813 mortes.  Além disso, em 2021, foram registradas 180.443 internações hospitalares devido a acidentes de trânsito, com um custo de R$ 253,2 milhões para o Sistema Único de Saúde (SUS).

O diretor da FENIVE enfatiza que, enquanto não houver um trabalho de conscientização coletiva da população, os acidentes de trânsito continuarão sendo um problema de saúde pública no Brasil. “A responsabilidade é de todos, desde o motorista, que é responsável pela direção segura e pela manutenção adequada do veículo, aos passageiros, que devem cobrar essa segurança na hora de aceitar uma carona”, observa, elencando ainda o papel das autoridades de trânsito, responsáveis por garantir que as normativas de trânsito sejam respeitadas.

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Nacional

Cidade do Centro – Oeste é uma das mais buscadas por brasileiros que viajam de ônibus em 2026, aponta ClickBus

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Anápolis (GO) ocupa a segunda posição em ranking nacional de pesquisas rodoviárias no primeiro semestre, com alta de 30%


São Paulo, 13 de julho de 2026 – Levantamento da ClickBus no primeiro semestre aponta Anápolis (GO) como um dos destinos com maior crescimento em buscas por passagens rodoviárias no Brasil. A cidade registrou uma alta de 30% na procura em comparação ao mesmo período de 2025, impulsionada pelo turismo de negócios e sua localização estratégica entre Goiânia e Brasília.

A atratividade do município acompanha sua força econômica. Dados do Governo do Estado de Goiás mostram que Anápolis detém o terceiro maior PIB industrial do Centro-Oeste, atrás apenas de Brasília e Goiânia. O Distrito Agroindustrial (DAIA), instalado na década de 1976, consolidou na região um polo farmacêutico, automobilístico, alimentício e atacadista. Essa concentração empresarial gera um fluxo contínuo de viagens corporativas para o município.

Os dados da plataforma mostram que Anápolis ficou atrás apenas de Foz do Iguaçu (PR) no ritmo de expansão nacional. A movimentação reflete a descentralização das viagens no país, onde cidades de perfil econômico e com infraestrutura de serviços estruturada ganham espaço no calendário anual, independentemente de datas comemorativas ou feriados. A expectativa local é que o fluxo corporativo aumente com a ampliação das atividades do Centro de Convenções de Anápolis.

Destinos nacionais com maior crescimento de buscas (2025 vs. 2026):

  • Foz do Iguaçu – PR (+84%)
  • Anápolis – GO (+30%)
  • Juazeiro do Norte – CE (+29%)
  • Teresópolis – RJ (+29%)
  • João Pessoa – PB (+27%)
  • Belém – PA (+26%)
  • Osasco – SP (+26%)
  • Guarujá – SP (+23%)
  • Praia Grande – SP (+21%)
  • Blumenau – SC (+21%)
  • Chapecó – SC (+20%)
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Sobre a ClickBus

A ClickBus é a plataforma líder em venda de passagens de ônibus online no Brasil. Desde 2013, a empresa traz soluções de tecnologia para viajantes, viações e parceiros, e atende mais de 95 mil rotas. Por meio de mais de 300 viações, a ClickBus já registrou mais de 88 milhões de bilhetes emitidos. Além das plataformas proprietárias, a empresa opera a tecnologia de mais de 85 viações de ônibus e 50 terminais rodoviários. A ClickBus é tetracampeã do Prêmio Reclame Aqui e chancelada pelos selos Innovative Workplaces Brasil 2025 (da MIT Technology Review), RA1000 (excelência máxima no atendimento) e Great Place to Work 2025.

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A categoria petroleira reage a novo tarifaço dos EUA imposto unilateralmente ao Brasil

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Foto- Divulgação

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) manifesta repúdio ao novo tarifaço anunciado pelos Estados Unidos sobre cerca de quatro mil produtos brasileiros, medida que atinge aproximadamente US$ 15 bilhões em exportações. Para a entidade, a decisão representa um ataque à soberania nacional, compromete a competitividade da indústria brasileira, ameaça empregos e reforça a necessidade de fortalecer o mercado interno, a soberania energética e a Petrobras como empresa estratégica para o desenvolvimento do país.

“A Federação Única dos Petroleiros (FUP) repudia o anúncio do novo aumento de tarifas imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. A medida é mais um ataque à soberania nacional. Ela fere acordos comerciais, desestabiliza cadeias produtivas e ameaça milhares de empregos, especialmente na indústria e no setor de energia”, afirmou a coordenadora-geral da FUP, Cibele Vieira.

“Apoiamos postura firme do governo brasileiro, e a reafirmação da soberania de cada país.  A defesa da indústria nacional, dos empregos de qualidade, da agregação de valor às riquezas produzidas no país e da diversificação das relações comerciais deve orientar a resposta brasileira a medidas dessa natureza, sempre com base na defesa da soberania nacional e dos interesses do povo brasileiro”, ressalta a dirigente da FUP.

O especialista no setor de óleo, gás e energia Deyvid Bacelar avalia que o tarifaço terá impactos diretos sobre a produção nacional, setores estratégicos e o mercado de trabalho. “Tarifaço dos EUA contra o Brasil é um ataque à soberania e ao trabalhador. O anúncio do novo tarifaço dos Estados Unidos contra cerca de quatro mil 4 produtos brasileiros, equivalentes a aproximadamente US$ 15 bilhões em exportações, é mais um ataque à soberania nacional e aos empregos do nosso país”, explica Bacelar.

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“Essa medida protecionista penaliza diretamente setores estratégicos, como a indústria de máquinas e equipamentos e energia. Quem paga a conta é o trabalhador brasileiro, com menos produção, menos salário e desemprego. O Brasil não vai aceitar chantagem comercial. Os investimentos do setor produtivo, feitos ao longo de décadas, são patrimônio do povo brasileiro. Defendemos uma resposta firme do governo brasileiro. É hora de fortalecer o mercado interno, diversificar parceiros comerciais e garantir que a riqueza do Brasil fique no Brasil”, conclui.

Na mesma linha, a diretora da FUP e do Sindipetro-NF, Bárbara Bezerra, afirma que o episódio reforça a necessidade de fortalecer a política energética nacional e preservar o papel estratégico da Petrobras. “A decisão do governo dos Estados Unidos de impor novas tarifas sobre produtos brasileiros é uma medida unilateral que afeta a competitividade da indústria nacional e impõe desafios adicionais à economia do país. Trata-se de uma iniciativa sem justificativa econômica, sobretudo diante do histórico da balança comercial entre os dois países”.

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Pressão por resultados no Enem gera síndrome do desempenho e compromete a saúde de estudantes

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 Especialista da Rede Enem aponta como a rotina exaustiva de estudos e a comparação nas redes sociais reduzem o rendimento cognitivo e afetam a saúde de jovens de 17 e 18 anos

A preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) tem gerado um quadro de adoecimento crônico entre jovens. O impacto é comprovado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), na ‘Pesquisa sobre Escolha Profissional e Ansiedade’, que aponta que 63% dos estudantes de Ensino Médio relatam sentir ansiedade severa ao pensar no futuro profissional e no exame. O cenário é classificado por especialistas como “síndrome do desempenho”, fenômeno que ocorre quando o candidato atrela o seu valor pessoal exclusivamente à sua nota, transformando o aprendizado em uma busca por métricas irreais.

“A exigência por uma rotina de estudos intensa, somada ao processo de construção de identidade característico dessa faixa etária, resulta em uma sensação constante de insuficiência. O estudante é bombardeado com a ideia de que precisa ser o melhor o tempo todo, o que transforma a preparação em um fardo”, explica Juliana Evelyn, Coordenadora Pedagógica Rede Enem, uma das principais plataformas de educação digital no Brasil, marca da Vitru Educação, líder do segmento.

Esse cenário de sobrecarga, no entanto, ganha proporções ainda maiores no ambiente digital. Ao buscar referências de organização na internet, o candidato frequentemente encontra gatilhos que potencializam o sentimento de inadequação.

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O papel das redes sociais e o impacto cognitivo

A pressão é agravada pela exposição a comunidades de estudo em plataformas como Instagram e TikTok. A exibição de cronômetros marcando 12 horas de estudo diárias e rotinas ininterruptas cria um padrão artificial. Segundo Juliana, há uma romantização do sofrimento e a capitalização do estudo. “O estudante compara os seus bastidores reais, cansados e cheios de dúvidas, com um recorte editado da realidade. O resultado é a percepção destrutiva de que ele nunca está fazendo o suficiente”.

Esse contexto gera um paradoxo: o excesso de autocobrança diminui a eficiência cerebral. O estado de alerta constante e o estresse prejudicam a retenção de conteúdos complexos, resultando em bloqueios emocionais e “brancos” durante as provas. O esforço deixa de se traduzir em resultados devido à exaustão cognitiva. Sinais físicos indicam quando a ansiedade deixa de ser um nervosismo natural e passa a ser prejudicial. Insônia crônica, isolamento social extremo e dores psicossomáticas (como dores de cabeça e problemas estomacais) são os principais alertas de que o vestibular passou a atuar como um agente adoecedor.

Recorte socioeconômico e a urgência da aprovação

A pressa por resultados rápidos também reflete a desigualdade social. Para alunos de escolas públicas, a aprovação imediata é muitas vezes a única forma de evitar que a necessidade de trabalhar inviabilize a continuidade dos estudos. “O ano de cursinho, que deveria ser um período de amadurecimento, passa a ser visto como fracasso. O cenário é impulsionado pela lógica do imediatismo digital, que distorce a percepção do tempo e aumenta a cobrança por resultados em uma prova que exige, além de conhecimento, resistência física e inteligência emocional”, afirma Juliana Evelyn.

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Para combater esse cenário, a Rede Enem atua com a oferta de conteúdo pedagógico 100% gratuito, eliminando o peso financeiro da preparação. A plataforma estrutura trilhas de aprendizado fracionadas, baseadas na realidade do candidato. “Mostramos ao estudante que é possível se preparar com qualidade sem abdicar da saúde mental ou passar noites em claro. Os erros cometidos nos simulados são tratados como ferramentas de diagnóstico para o crescimento, e não como sentenças de incapacidade”, afirma a coordenadora pedagógica. Os planejamentos da instituição incluem obrigatoriamente horas de descanso.

A orientação central para os candidatos nesta reta final é o acolhimento do próprio limite. “O Enem é apenas uma prova, e não um atestado sobre a inteligência do aluno. O futuro não cabe em um gabarito de 90 questões. O descanso é parte fundamental da preparação e nenhum curso vale o sacrifício da saúde”, conclui Juliana.

Sobre a Rede Enem: democratização do acesso à educação

Fundada em 2013, com o propósito de democratizar o acesso à educação de qualidade, por meio da oferta de conteúdos preparatórios para os exames Enem, Encceja e vestibulares, e considerado uma das principais plataformas gratuitas de educação digital do Brasil, preparatória para o exame, o programa segue com o compromisso de fornecer recursos educacionais gratuitos e relevantes para milhões de estudantes de todo o país. Em 2015, nasceu o Curso Enem Gratuito, considerado hoje o maior curso preparatório online e 100% gratuito do país, com milhares de estudantes inscritos todos os anos. Desde 2022, a plataforma digital é integrante da Vitru, grupo líder em EAD no mercado de educação digital no Brasil, ampliando ainda mais o seu alcance e impacto. Para saber mais acesse o site.

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