Mato Grosso
Ferramenta digital vai apoiar gestões municipais no mapeamento de indicadores culturais em MT
Em Mato Grosso, um novo software vai oferecer apoio à gestão e mapeamento colaborativo do setor cultural nos municípios. Contemplada no edital MT Criativo da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), a plataforma “Perfil Cultural – Ferramenta de Mapeamento de dados e indicadores culturais” visa contribuir na implementação de políticas públicas.
A ferramenta digital, que é desenvolvida pelo consultor cultural Adriano Souza e pela produtora cultural Silvia Machado, possui recursos para levantamento de dados dos artistas e profissionais da cultura e para emissão de relatórios internos de gestão.
“A plataforma Perfil Cultural possui a vantagem de atuar no âmbito local, fornecer dados e emitir relatório de indicadores culturais do próprio município”, destaca o consultor cultural, Adriano Souza.
Adriano explica ainda que o perfil da plataforma é colaborativo, em que os dados serão atualizados tanto pela gestão municipal quanto pelos profissionais da cultura do município.
“São recursos que possibilitam maior transparência das ações executadas e uma comunicação direta com os profissionais cadastrados, seja para participação em eventos, convocatórias para fóruns ou divulgação comunicados oficiais”, complementa.
Conhecendo a Plataforma
Gestores, servidores, produtores culturais e artistas de todo o Estado poderão conhecer o Mínimo Produto Viável (MVP) da plataforma em evento online que será realizado na próxima quinta-feira (03.11), às 18h30.
Durante a apresentação, os participantes poderão ainda sugerir ajustes para melhor funcionalidade do sistema digital.
Os interessados devem se inscrever antecipadamente por meio do formulário (link aqui).
Para implantar a plataforma, a adesão ao software será efetuada por meio da compra de licença de uso pela Prefeitura Municipal e a customização será feita de acordo com a identidade visual do contratante, cuja equipe receberá treinamento técnico. O perfil de mapeamento pode ser incluído em outras pastas integradas à cultura, como esporte, lazer e turismo.
Fonte: GOV MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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