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Fórum debate chegada da ferrovia Vicente Vuolo em Cuiabá

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Diminuição do gargalo logístico, atração de novas indústrias, geração de empregos e fomento da economia da Capital. Estes são apenas alguns dos benefícios que a chegada dos trilhos da ferrovia, que ligará Rondonópolis a Cuiabá, trará para o estado. Orçada em aproximadamente R$ 2 bilhões, a obra foi debatida na manhã desta segunda-feira (10), no auditório da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL Cuiabá), na reunião do Fórum Pró-Ferrovia.

Os trilhos em Mato Grosso chegam atualmente até o município de Rondonópolis, saindo do Porto de Santos, em São Paulo. A ferrovia foi inaugurada em Rondonópolis em setembro de 2013 e conta com outros terminais no estado, localizados em Alto Taquari, Alto Araguaia e Itiquira. Após a chegada na Capital, o objetivo é levar os trilhos até Sorriso, em uma obra orçada em R$ 3,6 bilhões.

A Prefeitura de Cuiabá é uma das apoiadoras do Fórum, que é presidido pelo secretário municipal de Cultura, Esporte e Turismo, Francisco Vuolo, que comandou a reunião. Quem também esteve presente foi o secretário municipal de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico, Gilberto Gonçalo Gomes.

Para Vuolo, a reunião foi histórica pois, pela primeira vez, a empresa Rumo Logística S.A., concessionária que deverá ser responsável pelo modal, apresentou a viabilidade econômica da construção e operação deste trecho da ferrovia.

“Pela primeira vez a Rumo veio a Cuiabá e manifestou de forma oficial a viabilidade econômica do município de Cuiabá para se fazer um terminal ferroviário na Capital. Com isso, ela demonstra todo seu interesse de expandir a ferrovia de Rondonópolis até Cuiabá. O prefeito Emanuel Pinheiro enxerga isso como um momento de transformação na cidade”, afirmou.

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O secretário afirmou ainda que a cidade ganhará muito com a chegada dos trilhos da ferrovia Senador Vicente Vuolo até a Capital e a posterior extensão até Sorriso, no norte do estado. No entanto, ele apontou que é preciso que o município se planeje para isso.

“Este modal trará um impacto positivo muito grande para Cuiabá, mas para isso, precisamos planejar a cidade para poder receber este grande empreendimento. Vamos fazer este planejamento por meio da sociedade civil organizada, do setor produtivo e com apoio total da Prefeitura de Cuiabá”, completou.

Gilberto Gonçalo Gomes destacou que a chegada dos trilhos na Capital fomentará a economia de Cuiabá, impactando diretamente na geração de empregos relacionados à ferrovia. O secretário também ressaltou a facilitação para as empresas no que diz respeito à logística de transportes.

“Todos os presentes apontaram a importância econômica do empreendimento para o estado, principalmente em relação à facilitação da logística e do deslocamento de matéria prima. Para Cuiabá, isso será muito importante, já que irá gerar uma série de empregos diretos e indiretos, fomentando a economia de uma maneira geral”, disse.

O secretário de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico também relatou que com a economia aquecida, principalmente por empresas que vierem a se instalar no entorno dos trilhos, o município terá um incremento significativo na sua arrecadação, o que consequentemente será convertido em melhorias para Cuiabá.

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“O desenvolvimento de uma atividade econômica desta magnitude, envolvendo as cadeias que mais tem rentabilidade e mais representam movimento financeiro para o estado, se pegarmos Cuiabá, teremos vários outros benefícios, inclusive com relação à arrecadação. A ferrovia fomentará que empresas se interessem em desenvolver atividades econômicas em seu entorno, como alimentação, hospedagem e tantos outros relacionados”.

Fonte: Leonardo Heitor/ Sicom-PMC

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“A Carne do Futuro” será tema de simpósio nas principais cidades de Mato Grosso

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Evento reunirá mais de 2 mil produtores, pesquisadores e especialistas em Cuiabá e Rondonópolis

Foto- Assessoria

Com o tema “A Carne do Futuro”, o 12º Simpósio Nutripura, um dos mais importantes encontros da pecuária brasileira, acontecerá entre os dias 19 e 21 de março de 2026, com um dia de campo no Centro de Pesquisa Nutripura (CPN), em Rondonópolis, e outros dois dias de palestras e painéis em Cuiabá, no Buffet Leila Malouf, espaço referência em eventos no estado.

O simpósio reunirá mais de 2 mil participantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores e empresas do agronegócio, em uma programação voltada à inovação, sustentabilidade e tendências nos principais mercados globais da carne brasileira.
Entre os nomes confirmados estão José Luiz Tejon, referência em marketing agro e comportamento do consumidor, Alexandre Mendonça de Barros, economista e especialista em cenários agropecuários, além de Moacyr Corsi, Flávio Portela e Luiz Nussio, professores da Esalq/USP reconhecidos por suas contribuições em nutrição, manejo e produção animal.

O Dia de Campo abrirá a programação com demonstrações práticas de tecnologias aplicadas à nutrição, manejo e bem-estar animal. Já os painéis técnicos e debates em Cuiabá contarão com especialistas para discutir os avanços da pecuária brasileira em inovação, sustentabilidade e rastreabilidade. O encerramento contará com o tradicional churrasco oferecido pela Nutripura, momento de networking e celebração da cultura da carne.
As inscrições já estão disponíveis no site www.nutripura.com.br/simposio.

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Exportação de carne suína de Mato Grosso bate recorde histórico em 2024

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China, Vietnã e Angola são principais destinos da proteína suína produzida em MT

Foto- Assessoria

O bom ano da suinocultura mato-grossense refletiu também nas exportações da proteína suína. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) Mato Grosso bateu recorde histórico de exportação de carne suína em 2024, atingindo 1,306 mil toneladas exportadas. O número é 9% maior que o exportado em 2023, antigo recorde com 1,199 mil toneladas.
No cenário nacional o resultado de 2024 também foi positivo, a exportação brasileira de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) atingiu 1,352 milhão de toneladas, estabelecendo novo recorde para o setor. O número supera em 10% o total exportado em 2023 (com 1,229 milhão de toneladas), segundo levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
Para o presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Frederico Tannure Filho, a expectativa de 2025 é positiva para o setor, principalmente pelo histórico dos últimos quatro meses.
“A expectativa é que 2025 seja um bom ano, visto o recorde de exportações nos últimos meses de 2024. A Acrismat vai continuar realizando o trabalho de manutenção sanitárias que promovem a qualidade da nossa carne, para manter nossas exportações e abrir novos mercados para nossos produtos”, pontuou.
Os principais destinos da carne suína de Mato Grosso foram Hong Kong, Vietnã, Angola e Uruguai. Dos produtos exportados, 80% foram In Natura, 18% miúdos e apenas 2% industrializados.
Na última semana o governo do Peru, por meio do Serviço Nacional de Sanidade Agrária (Senasa), autorizou que nove novas plantas frigoríficas no Brasil exportem produtos para o país.
Desde janeiro de 2023, o país vizinho importa carne suína do estado do Acre. Agora, com as novas habilitações, unidades em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo também poderão vender.
“A abertura do mercado peruano é mais uma boa oportunidade para a suinocultura de Mato Grosso, e reflete que o ano de 2025 para a atividade será de grandes oportunidades”, afirmou Frederico.
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Dia do Agricultor (28/7): produção de grãos deverá atingir 330 milhões de toneladas na próxima década

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Ministério da Agricultura prevê crescimento de 27% no setor até 2031; soja, milho, algodão e trigo puxam a evolução do setor

Foto: Assessoria

Enquanto outros setores produtivos mostraram dificuldades para crescer durante a pandemia, o agronegócio brasileiro “puxou para cima” o PIB nacional em 2020 – e deve continuar o bom desempenho também na próxima década. Segundo o estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2020/21 a 2030/31, realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, a produção de grãos no Brasil deverá atingir mais de 330 milhões de toneladas nos próximos dez anos, uma evolução de 27%, a uma taxa anual de 2,4%. Soja, milho, algodão e trigo deverão se manter como os grandes protagonistas no campo.

O levantamento concluiu ainda que o consumo do mercado interno, o crescimento das exportações e os ganhos de produtividade, aliados às novas tecnologias, deverão ser os principais fatores de expansão do agronegócio brasileiro, que representou, no ano passado, mais de 26% de todo o produto interno bruto do país.

Na contramão

O setor de farinha de trigo, por exemplo, foi fortemente impactado pelo aumento no consumo de pães e massas no mercado interno durante a pandemia, e teve um crescimento de 9% no faturamento do ano passado, segundo estudo da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados).

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E a tendência seguiu assim no primeiro trimestre de 2021. A Herança Holandesa – linha de farinhas de trigo da Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas paranaenses Frísia, Castrolanda e Capal – registrou no período, uma produção de 36,6 mil toneladas de farinha de trigo, e um faturamento que ultrapassou os R$ 67 milhões, números robustos para o setor no estado. “Os primeiros meses do ano foram muito positivos para o moinho da Unium. Nossa estimativa de produção para 2021 é de 140 mil toneladas, mesmo com um segundo semestre mais desafiador, com o preço do dólar influenciando no custo da matéria-prima”, explica o coordenador de negócios do moinho de trigo da Unium, Cleonir Ongaratto.

Dividida entre farinha e farelo de trigo, a produção da Unium não foi interrompida durante o período mais crítico do isolamento social, e a companhia conseguiu ainda investir R$ 756 mil em seus produtos em 2020. Ongaratto afirma que o principal objetivo foi garantir que todos os clientes fossem atendidos e que os supermercados estivessem abastecidos. “E a tendência é que continuemos dessa  forma. Temos um estudo para uma duplicação da moagem no moinho da Herança Holandesa, que deve ser aprovado pela diretoria da Unium ainda este ano, pois acreditamos que o setor continuará crescendo no futuro”, finaliza o coordenador.

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