Mato Grosso
Gilberto Figueiredo prestigia Festival de Pesca em Carlinda e faz “adesivaço” na Capital
16ª edição do evento ocorreu no domingo (21); no sábado (20), ex-secretário estadual de saúde também promove 1º “adesivaço” da campanha a estadual em Cuiabá
O candidato a deputado estadual pelo União Brasil, Gilberto Figueiredo, ao lado da prefeita de Carlinda, Carmelinda Leal, participou da 16ª edição do tradicional Festival de Pesca do município (774 km de Cuiabá).
O festival, que acontece às margens do Rio Teles Pires, ficou dois anos paralisado, em razão da pandemia da Covid-19. Figueiredo, que é amante declarado da pesca esportiva, agradeceu a receptividade da prefeita e destacou a importância de prestigiar o evento que cresce a cada edição e vem se tornando uma das maiores atrações turísticas da região, atraindo cada vez mais público e participantes.
“Aqui tenho um apoio muito grande da prefeita Carmem. É muito importante que todos estejam engajados para promover e divulgar os festivais, os eventos que tem no interior. Esse é um evento que valoriza o rio Teles Pires, um patrimônio do nosso Estado. O primeiro a ser realizado depois da pandemia. Estou comprometido em contribuir para esse fim, valorizando cada vez mais os eventos como este. Além de prestigiar, nós que estamos na capital precisamos aprender a valorizar todos os eventos que são realizados no interior”, disse Gilberto.
A prefeita Carlinda, Carmelinda Leal, enfatizou a proximidade de Gilberto com o município em ações políticas e culturais promovidas na cidade. “Para nós já é rotina ter o Gilberto aqui no município. Já não é nenhuma surpresa tê-lo numa festa conosco. Porque o Gilberto foi muito participativo na vida das pequenas cidades, e Carlinda é uma delas. Ele está aqui no festival conosco é muito importante, por ser uma visita nobre de uma pessoa que é muito correta no que faz”, destaca.
Carmem também lembrou dos movimentos de Figueiredo à frente da Secretaria Estadual de Saúde durante a pandemia, classificando como “fundamental sua contribuição e comprometimento com os municípios menores de Mato Grosso”. “Na frente da pasta da saúde, ele fez um trabalho excepcional. Contemplou os municípios e organizou a saúde do Estado e fez com que pudéssemos levar uma saúde de qualidade para nossa população. Então esse é um dos motivos pelo qual eu, como prefeita, apoio a candidatura do Gilberto Figueiredo, porque ele pensa primeiro na saúde, e as pessoas quando estão com saúde conseguem produzir, trabalhar e viver muita com harmonia com suas famílias”, aponta.

“Isso é a parte mais importante na vida de todo cidadão, ter saúde. E graças a Deus, na frente da pasta como secretário foi excepcional. São vários projetos, hoje temos mais de cinco hospitais em construção e isso é muito importante. É uma pessoa comprometida, nós que somos representantes de um povo precisamos ter compromisso com quem tem compromisso com o povo”, finaliza Carmem.
1º Adesivaço
Gilberto Figueiredo também realizou, na tarde deste sábado (20), um grande “adesivaço” de veículos com apoiadores em Cuiabá. O ato político ajudou, também, a divulgar as propostas defendidas pelo ex-secretário para a Assembleia Legislativa.
“É uma maneira de ter contato direto com o cidadão. Os adesivos presentes nos carros ajudam na visibilidade de nossas propostas para que possamos chegar ao maior número de pessoas possível. É um momento importante que a gente convoca a população para se engajar ainda mais nesse momento de eleições”, declarou Gilberto.
Além do vasto conhecimento na área da saúde e educação, Figueiredo tem também como principal bandeira melhorar programas de incentivos, gerando mais empregos e renda para os mato-grossenses.
Rhuan Cezar de Oliveira, 31, morador do residencial Canaã, em Cuiabá, descreve a sensação de apoiar a candidatura do ex-secretário estadual de saúde e ressalta o histórico de atuação de Gilberto frente à pandemia na SES-MT.
“É uma grande satisfação poder apoiar o Gilberto nessa campanha até a Assembleia Legislativa, principalmente pelos serviços dele prestados na frente da secretaria estadual de saúde diante de uma pandemia que ninguém estava preparado. Ele, da melhor forma possível, conseguiu conduzir essa pandemia e por mais que a gente tenha perdido muitas vidas, ele conseguiu minimizar essas perdas. É com grande satisfação e orgulho que convoco meus amigos, minha família e todos para apoiarem o Gilberto, porque se ele fez muito como secretário de saúde de Mato Grosso, imagino que ele possa fazer ainda mais sendo deputado estadual”, afirma Rhuan.

Fonte: Eleições 2022
Mato Grosso
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Mato Grosso
Leis aprovadas por Câmaras são declaradas inconstitucionais em MT

Foto- Assessoria
Leis aprovadas em câmaras municipais que avançam sobre atribuições típicas do Poder Executivo continuam sendo alvo de questionamentos no Judiciário, com reiterado reconhecimento de inconstitucionalidade por vícios formais. Em decisões recentes envolvendo municípios mato-grossenses, a exemplo de Sinop e Rondonópolis, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reafirmou os parâmetros que delimitam a atuação do Legislativo local.
Nesse contexto, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) tem se manifestado em ações diretas de inconstitucionalidade apontando irregularidades em leis de iniciativa parlamentar que tratam da execução de políticas públicas. Foi o que ocorreu nos casos das Leis Municipais nº 3.599/2025, que instituiu a denominada Escola Ambiental, e nº 3.641/2026, que criou o Programa Oftalmologia nas Escolas, ambas no município de Sinop.
As análises jurídicas indicam que essas normas apresentaram vício formal de iniciativa, uma vez que trataram de matérias cuja proposição é reservada ao chefe do Poder Executivo. A Constituição Federal e a Constituição do Estado de Mato Grosso estabelecem que cabe privativamente ao Executivo propor leis que disponham sobre organização administrativa, funcionamento de órgãos públicos e implementação de políticas governamentais, entendimento que se aplica aos municípios por simetria constitucional.
Nos casos analisados, as leis não se limitaram à criação de diretrizes gerais, mas passaram a disciplinar a execução das políticas públicas. Entre os pontos identificados estão a definição de periodicidade de serviços, a imposição de atividades específicas por secretarias e a vinculação direta de ações à estrutura administrativa do município. Esse tipo de previsão normativa caracteriza ingerência indevida na esfera do Executivo, ao restringir a margem de decisão administrativa quanto à conveniência, oportunidade e viabilidade das medidas.
Situação semelhante foi verificada em Rondonópolis, onde a Lei Municipal nº 14.224/2025 instituiu o projeto “Bem-Estar Rural”, determinando a realização de atividades físicas e de lazer para a população, com frequência mínima semanal e execução a cargo de secretaria municipal. O entendimento consolidado foi de que a norma, também de iniciativa parlamentar, impôs obrigações concretas ao Executivo, interferindo na gestão administrativa, no planejamento de políticas públicas e na alocação de recursos humanos, além de exigir contratação de profissionais.
Nessa hipótese, assim como em Sinop, o Ministério Público apontou que, embora a iniciativa legislativa tenha sido orientada por finalidade social relevante, a forma adotada acabou por invadir a esfera de competência do Executivo, comprometendo o equilíbrio entre os poderes e retirando do gestor público a possibilidade de avaliar a melhor forma de execução da política pública.
Outro ponto comum nos casos analisados é a violação ao princípio da separação dos poderes. Embora o Legislativo tenha papel essencial na formulação de normas e na representação da sociedade, sua atuação encontra limites constitucionais. Quando a lei estabelece comandos operacionais específicos, substitui a discricionariedade administrativa por obrigações previamente definidas, caracterizando interferência indevida na gestão pública.
Além disso, foi constatada a ausência de estimativa de impacto orçamentário e financeiro em leis que criavam despesas públicas obrigatórias e continuadas. A exigência constitucional de apresentação desse estudo busca garantir o equilíbrio das contas públicas e a compatibilidade com o planejamento orçamentário. A inobservância desse requisito tem sido considerada vício suficiente para invalidar as normas.
A atuação do Ministério Público nesses casos busca assegurar que o processo legislativo observe os parâmetros constitucionais, contribuindo para a produção de normas eficazes e juridicamente válidas, sempre reconhecendo o importante papel das câmaras municipais na elaboração de leis que estabeleçam diretrizes gerais e políticas públicas em sentido amplo.
Mato Grosso
Estado é condenado a reformar Cadeia Pública feminina de Cáceres
A pedido da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres (a 225 km de Cuiabá), a Justiça determinou que o Estado de Mato Grosso apresente, no prazo de até 90 dias, um plano completo para sanar irregularidades estruturais, sanitárias e de segurança na Cadeia Pública Feminina de Cáceres, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. A 4ª Vara Cível da comarca julgou procedente a Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso. A sentença foi proferida em 21 de maio.
A decisão judicial estabelece que o Estado deve elaborar, apresentar e implementar um Plano de Adequação Estrutural e Funcional, no qual deverão constar, de forma detalhada, todas as intervenções necessárias para a regularização da unidade, incluindo obras, reparos e medidas voltadas ao cumprimento das normas de segurança contra incêndio, das condições sanitárias e das exigências estruturais. O cronograma deverá indicar, ainda, os prazos de início e conclusão de cada etapa, a estimativa de custos, as fontes de financiamento e os órgãos responsáveis pela execução.
Além disso, o Estado deverá comprovar periodicamente o andamento das ações por meio da apresentação de relatórios técnicos e registros fotográficos a cada 60 dias, evidenciando a evolução das medidas adotadas. Na sentença, o juízo também fixou multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil, em caso de descumprimento dos prazos estabelecidos.
De acordo com a ação, a investigação teve início após a 1ª Promotoria de Justiça Criminal identificar irregularidades relevantes na unidade durante fiscalizações de rotina, especialmente relacionadas à estrutura física, à segurança e ao funcionamento, com risco à integridade de custodiadas e servidores. Diante desse cenário, a 1ª Promotoria de Justiça Cível instaurou procedimento para acompanhar a situação e cobrar providências do Estado, responsável pela gestão do sistema prisional.
As apurações revelaram um quadro crônico de precariedade estrutural, com edificações deterioradas, problemas nas instalações elétricas, ausência de sistemas adequados de prevenção a incêndios e falhas nas condições sanitárias. Relatórios técnicos e vistorias realizadas por órgãos como o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária e o Centro de Apoio Operacional do Ministério Público (CAO-MP) confirmaram os riscos. Na cadeia feminina, foram registrados, entre outros problemas, fiação exposta e sobrecarga elétrica, fatores que motivaram, inclusive, pedido de interdição parcial.
“As irregularidades estruturais constatadas pelo Centro de Apoio Operacional do Ministério Público expõem de forma permanente pessoas privadas de liberdade, servidores e demais usuários das unidades prisionais a riscos concretos à vida e à integridade física, especialmente em razão da precariedade das edificações, da ausência de manutenção preventiva e da deficiência das instalações elétricas e estruturais.”, narra a ação.
Segundo o MPMT, as medidas adotadas pelo Estado ao longo da investigação foram pontuais e insuficientes para solucionar as irregularidades. O Ministério Público também buscou uma solução extrajudicial, por meio da proposta de celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não obteve resposta do poder público.
Foto: Reprodução.
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