Mato Grosso
Governador autoriza 70 km de asfalto novo na MT-199 em Vila Bela da Santíssima Trindade

O governador Mauro Mendes autorizou asfalto novo em 70 km da rodovia MT-199, em Vila Bela da Santíssima Trindade.
A autorização foi dada nesta terça-feira (15.10), durante reunião no Palácio Paiaguás com produtores e lideranças políticas da região.
O asfalto será feito em dois trechos: um que liga a rodovia à comunidade de Palmarito, na fronteira do estado, e outro que a conecta ao Parque Estadual Serra Ricardo Franco, sentido Rondônia. O investimento será de mais de R$ 136 milhões.
“Essa obra vai impulsionar o turismo, o agronegócio e o crescimento econômico de toda a região. Com ela, vamos abrir as portas para novas oportunidades e quem ganha é a população”, afirmou o governador.
Mauro Mendes também vislumbrou a ampliação da pavimentação da MT-199, com a inclusão da ligação com a Bolívia, realizando um sonho antigo de quem transita pela região.
“Com a próxima etapa da pavimentação, chegaremos até a fronteira com a Bolívia. Se o governo boliviano ou o governo de Santa Cruz de La Sierra também fizerem sua parte, teremos a primeira integração do Brasil com a América Latina, um corredor bioceânico que vai se tornar realidade após décadas de espera”, completou.
A necessidade da obra também foi defendida pelo vice-governador Otaviano Pivetta, que tem atuado nos assuntos ligados à infraestrutura do Governo.
“Essa obra vai atender diretamente o que a sociedade local deseja. Isso é investir corretamente o dinheiro que o estado arrecada”, destacou, durante o ato de assinatura.
O deputado estadual Valmir Moretto, representando a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), agradeceu ao governador Mauro Mendes pelo apoio à obra de infraestrutura.
“Após anos de luta, a pavimentação da MT-199 se torna realidade, fruto da união entre o governo, produtores, prefeituras, câmaras municipais e, principalmente, o clamor da população de Vila Bela. Essa obra representa um marco para o desenvolvimento da região, impulsionando o turismo, a economia e a qualidade de vida de todos”, destacou.
O prefeito de Vila Bela, André Bringsken, destacou que a pavimentação da MT-199 será um importante passo para o crescimento do município.
“O investimento do Governo do Estado, com o trabalho dos produtores e a união de todos, está melhorando a região. A integração com a Bolívia através da alfândega, o centro de pesquisa da Embrapa e a produção agropecuária estão criando oportunidades para Vila Bela”, finalizou.
A reunião também contou com a presença do deputado estadual Juca do Guaraná, do secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, além de produtores rurais, lideranças políticas da região e outros.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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