Mato Grosso
Governador Otaviano Pivetta anuncia novos secretários de Saúde, Fazenda e Casa Civil

O governador Otaviano Pivetta anunciou, nesta quarta-feira (1.4), os novos secretários que passam a integrar o primeiro escalão do Governo de Mato Grosso.
Juliano Melo assume a Secretaria de Estado de Saúde (SES); Fábio Pimenta, a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz); e Mauro Carvalho, a Casa Civil.
Segundo o governador, as escolhas na Saúde e Fazenda priorizam quadros técnicos com experiência na gestão pública e atuação consolidada no Estado.
“São servidores de carreira, que se destacaram ao longo dos últimos anos pela competência, seriedade, responsabilidade e honestidade. Essas características foram determinantes para o convite e para assumirem essas funções estratégicas”, afirmou Otaviano.
Sobre Mauro Carvalho, que assume a Casa Civil, o governador destacou a confiança e a experiência na gestão pública. “É um homem íntegro, competente, que já demonstrou sua capacidade ao longo dos últimos anos e que conhece bem o funcionamento do governo”, disse.
O governador ressaltou que os novos gestores terão a missão de dar continuidade ao trabalho já desenvolvido, mantendo o ritmo de entregas e a eficiência da administração pública.
O secretário adjunto de Relação com os Municípios, Adjaime Ramos de Souza, assume interinamente a Casa Civil até o dia 14 de abril.
Perfis
Juliano Melo – Secretaria de Estado de Saúde (SES)
Servidor de carreira da Saúde, Juliano Silva Melo atua há mais de duas décadas na Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso. É formado em Nutrição pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e possui especialização em gestão em saúde.
Nos últimos anos, foi secretário adjunto de Atenção e Vigilância à Saúde e já assumiu interinamente o comando da pasta em duas ocasiões. Participou de ações estratégicas como o enfrentamento da pandemia de Covid-19, o programa Imuniza Mais MT, Fila Zero nas Cirurgias Eletivas e a implantação do Centro de Inteligência Estratégica para a Gestão do SUS (Cieges).
Fábio Pimenta – Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz)
Natural de Rondonópolis, Fábio Pimenta é servidor de carreira da Secretaria de Fazenda desde 2004. É graduado em Direito e Engenharia Civil, com pós-graduação em Gestão Tributária, Gestão Pública e Direito Tributário.
Já ocupou o cargo de secretário de Fazenda em 2022 e exerceu a função de secretário adjunto da Receita Pública. Ao longo da carreira, atuou em áreas estratégicas da administração tributária, incluindo fiscalização, comércio exterior e política tributária, além de representar Mato Grosso em instâncias nacionais como o Confaz.
Mauro Carvalho – Casa Civil
Mauro Carvalho Junior nasceu em Bauru, no Estado de São Paulo, no ano de 1958. Filho de Mauro Carvalho e Edna Linares Carvalho, é casado com Monica, com quem teve duas filhas, Camilla e Isabelle, que lhe deram os netos Maria Isabella, Maria Regina, Maria Valentina e João Gabriel.
Mauro Carvalho Junior chegou em Mato Grosso aos 22 anos, para trabalhar como trainee na fábrica da Coca-Cola, em Várzea Grande. Em 1987, se formou em Administração de Empresas e, dois anos depois, criou sua própria revendedora de bebidas, também na cidade industrial. Atualmente, sua empresa opera em várias cidades do Estado e do Brasil através da Ambev. Ele também atua no ramo de energia e logística.
Entre 2019 e 2023, atuou como secretário-chefe da Casa Civil e atualmente é suplente de senador.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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