Mato Grosso
Governador vistoria obras de ETA em Várzea Grande: “Vai ser o ponto final do problema da falta de água”
O governador Mauro Mendes vistoriou as obras da Estação de Tratamento de Água (ETA) Barra do Pari, no bairro Chapéu do Sol, em Várzea Grande. A inspeção ocorreu na noite desta quarta-feira (21.12). A estação está sendo construída pela Prefeitura e recebeu R$ 26,9 milhões do recursos do Governo de Mato Grosso.
“Esse é um investimento importante que o Governo do Estado está fazendo junto à Prefeitura e que deve resolver o problema, junto com as demais providências que a Prefeitura tem tomado. Queremos que, com isso, no ano que vem possamos dar um ponto final nesse problema de falta de água em Várzea Grande”, afirmou Mauro Mendes.
A ETA Barra do Pari fica na Estrada da Passagem da Conceição, com uma capacidade de captar 250 litros de água por segundo. Além do sistema de captação, a estrutura vai ter uma adutora de água bruta, uma estação de água completa com três adutoras para água tratada e três reservatórios apoiados, com capacidade de armazenar 4,5 milhões de litros.
O prefeito Kalil Baracat relatou que as obras já estão 40% concluídas e devem ser entregues já em 2023.
“Quando procuramos o Governo do Estado, o governador se colocou à disposição para nos ajudar, tanto é que disponibilizou esse recurso de R$ 26 milhões nessa ETA, que atende boa parte da cidade e melhora o abastecimento dessa grande região. Dentro de alguns meses, vamos dar essa solução à altura dos varzea-grandenses”, afirmou.
Assim que concluída, a estação vai contemplar cerca de 140 mil pessoas de 30 bairros de Várzea Grande na região atualmente atendida pelo Sistema 2, que é abastecida pela ETA localizada na Avenida Júlio Campos.
Serão beneficiados os bairros e loteamentos das regiões do Manaíra, Nova Ipê, Nova Esperança, Jacarandá, José Carlos Guimarães, Solaris do Tarumã, Júlio Domingos de Campos, Mapim, São Simão e outros da região da Rodovia Mário Andreazza.
“O que nós estamos fazendo aqui é resolvendo de uma vez por todas esse problema de Várzea Grande”, relatou o secretário de Estado de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira.
Também acompanharam a vistoria o senador Jayme Campos; os deputados estaduais eleitos Julio Campos e Fábio Tardin; e o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho.
Fonte: GOV MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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