Mato Grosso
Governo convoca mais 14 classificados no concurso do Sistema Penitenciário
O Governo de Mato Grosso convocou mais 14 pessoas do cadastro de reserva do concurso do Sistema Penitenciário. Os convocados devem comparecer à Gerencia de Recrutamento e Seleção da Secretaria de Estado de Gestão no dia 19 de outubro, às 15h, para fazer a opção pelo município de nomeação.
O chamamento foi publicado no Diário Oficial que circulou na última segunda-feira (15.10). A intenção é preencher vagas para o cargo de Agente Penitenciário nas cidades que não possuem candidatos classificados. A publicação na íntegra pode ser conferida por aqui.
Os convocados poderão optar por atuar em Colniza, São Félix do Araguaia ou Vila Rica. O não comparecimento do candidato no local, data e horário da convocação implicará em renúncia do cargo. As vagas serão preenchidas de acordo com a classificação do candidato e disponibilidade de vagas.
Posse
Começou no último dia 15 a posse dos 204 nomeados na semana passada para os cargos de agente penitenciário (feminino e masculino), profissional de nível superior, perfis de advogado, assistente social, enfermeiro e psicólogo e procurador do Estado. O concurso do Sistema Penitenciário foi realizado em 2017 e concluído em janeiro deste ano. Destes nomeados, 25 haviam sido convocados para escolher o município de nomeação.
Interessados têm à disposição uma cartilha com perguntas frequentes sobre os procedimentos e documentos necessários para posse. A cartilha completa está disponível no site da Seges (www.gestao.mt.gov.br).
O órgão pede atenção dos convocados ao prazo final da posse, que é de trinta dias após a nomeação, pois não haverá prorrogação do prazo por conta do início do curso de formação da categoria. O agendamento da perícia médica e posse é realizado exclusivamente pelo Disque Servidor: 0800 647 3633.
Confira os nomes dos convocados:
ANDERSON FELIPE DO NASCIMENTO
KASSIO FERREIRA DOS SANTOS
EMERSON DE LIMA E SILVA
IVAN APARECIDO DE CASTRO AZEVEDO JUNIOR
PEDRO HERIQUE SILVA ALVES
MARCOS ERASMO FERREIRA DA SILVA
RANYTTON SOARES DA COSTA
JESSICA ADRIANA BRANDAO DE SOUZA
CIANA KAREM KIST LUVISON
CRISTIANE DA SILVA PEREIRA
AMANDA DOS SANTOS BERNARDES PINHEIRO
ANDREZA FERNANDES LIMA
LUZIA ROSALINA AMPARO PRAO
ELMA RUTH RODRIGUES DOS SANTOS
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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