Mato Grosso
Governo de Mato Grosso realiza programa de formação continuada dos trabalhadores da Assistência Social

O Governo de Mato Grosso iniciou, nesta segunda-feira (20.10) à 3ª edição do CapacitaSUAS Mato Grosso, programa de formação continuada voltado para gestores, trabalhadores e conselheiros do Sistema Único de Assistência Social (SUAS). O evento de abertura contou com a Conferência “Educação permanente, financiamento e participação: pilares para a consolidação do SUAS”, realizada no Teatro Universitário da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá.
O Programa Nacional de Capacitação do SUAS (CapacitaSUAS) é executado pela gestão estadual, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), em parceria com a UFMT e com a Fundação Uniselva, e integra a estratégia de educação permanente do SUAS, proporcionando atualização teórico-prática e integração entre os trabalhadores da área.
As inscrições para os cursos estão sendo realizadas pela plataforma Escola do SUAS Mato Grosso e são voltadas aos gestores, trabalhadores e conselheiros municipais da assistência social.
Foto: Junior Silgueiro | Setasc-MT
Nesta nova edição, o Governo de Mato Grosso destinou mais de R$ 1,4 milhão para garantir a execução das ações formativas.
A secretária adjunta de Assistência Social da Setasc, Miranir Oliveira, destacou a importância do programa para o fortalecimento das políticas públicas e o compromisso do Estado com a formação continuada.
“Damos início a uma etapa muito importante de formação e de capacitação para os gestores, gestoras e trabalhadores do Sistema Único de Assistência Social. O Governo do Estado, mais uma vez, reafirma o compromisso com a assistência social colocando o CapacitaSUAS em ação. Essa parceria com a UFMT e a Uniselva qualifica a prática cotidiana dos trabalhadores e gestoras da assistência social, de forma a garantirmos dignidade, direito e inclusão social à população vulnerável que tanto merece”, afirmou.
A programação do CapacitaSUAS contempla cursos como Elaboração de Planos de Assistência Social, Gestão Financeira e Orçamentária do SUAS, Vigilância Socioassistencial, Proteção Social Básica e Especial, e Controle Social no SUAS. As atividades serão realizadas no Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS), no campus Cuiabá da UFMT, entre outubro de 2025 e junho de 2026.
Foto: Junior Silgueiro | Setasc-MT
A professora Ruteléia Souza, do Departamento de Serviço Social da UFMT, ressaltou que o programa é resultado de um processo de construção coletiva e de aperfeiçoamento constante.
“Nós tivemos inúmeras reuniões com a Setasc e a Uniselva para definir o formato das capacitações. Essa terceira edição é fruto de um aprendizado contínuo, em que buscamos resgatar elementos como inclusão, sustentabilidade e acolhimento. Quem vem do interior precisa se sentir parte desse processo de ensino e aprendizagem. O CapacitaSUAS é um marco na consolidação da política de assistência social, fortalecendo a educação permanente e ampliando a qualidade do atendimento à população”, destacou.
Presente na cerimônia, a secretária de Assistência Social de Nossa Senhora do Livramento, Elizabeth Leite, ressaltou o impacto do programa nos municípios.
Foto: Junior Silgueiro | Setasc-MT
“Nós do município de Nossa Senhora do Livramento estamos muito felizes com a realização desta edição do CapacitaSUAS. Há muito tempo esperávamos por esse momento, porque entendemos que a educação permanente é fundamental para o fortalecimento do Sistema Único de Assistência Social. Temos muita rotatividade de gestores e técnicos, o que dificulta a execução das políticas. Essa formação nos permite refletir e voltar aos territórios mais preparados para fortalecer e aprimorar os serviços”, afirmou.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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Mato Grosso
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