Mato Grosso
Governo de MT autoriza duplicação de 28,1 km da Rodovia dos Imigrantes: “vai salvar vidas”
O governador destacou que a Rodovia dos Imigrantes, que sobrepõe um trecho da BR-163, é uma importante via não apenas de escoamento, mas de trânsito para os moradores da região metropolitana, e que as obras de duplicação vão garantir mais segurança e desenvolvimento para a população.
“A BR-163 impacta diretamente quase que 90% da população de Mato Grosso. Fazer esse investimento não é só para melhorar o ir e vir dos caminhões. Aqui nesse trecho também passam milhares de ambulâncias e pessoas que no seu ir e vir estão tocando suas vidas. Essa infraestrutura é fundamental para que nós possamos continuar crescendo, mas, muito mais do que crescer, queremos nos desenvolver, e uma rodovia com essa qualidade que estamos construindo é um exemplo claro de desenvolvimento”, afirmou.
O presidente do Conselho de Administração da Nova Rota do Oeste, Cidinho Santos, afirmou que desde que assumiu a rodovia, a concessionária buscava soluções para garantir a segurança e a agilidade para os usuários da via.
“Nós viemos aqui com a ANTT, ficamos pra cima e pra baixo avaliando as possibilidades, porque procurávamos uma solução para que a Imigrantes pudesse ser uma rodovia que desse segurança, trafegabilidade, comodidade e agilidade não só aos moradores de Cuiabá e Várzea Grande, mas também às pessoas, os caminhões e carros que passam diariamente por ela. Por isso, essa rodovia, que estava muito ruim, foi toda restaurada no primeiro ano que assumimos, para dar um fluxo melhor”, observou.![]()
O diretor-presidente da concessionária, Luciano Uchoa, acrescentou que, para atender a população do entorno e ainda garantir o fluxo de veículos na rodovia, o projeto de duplicação na Rodovia dos Imigrantes foi atualizado.
“Temos aqui 28 quilômetros que conectam o Norte e o Sul de Mato Grosso, uma produção que desce e sobe, e temos toda a confluência urbana, principalmente na cidade de Várzea Grande. Esse projeto de duplicação vai trazer fluidez para esse tráfego e, principalmente, segurança para que toda a população possa transitar e circular no melhor tempo possível”, explicou.
Além da duplicação, a obra total também terá a recuperação da pista antiga e a construção de viadutos, pistas marginais, retornos e acesso à comunidade de Bonsucesso, além da duplicação da ponte sobre o Rio Cuiabá.
Um dos idealizadores da proposta de assumir o controle acionário da concessionária, o secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, destacou que a realização da duplicação da Rodovia dos Imigrantes é resultado de uma decisão disruptiva tomada pelo Governo de Mato Grosso em 2023, de assumir para si a concessão de uma rodovia federal, bem como de uma série de medidas fiscais adotadas no início da gestão e que permitiram que o Estado recuperasse sua capacidade fiscal.
“As decisões que foram tomadas desde 2019, complexas, difíceis de serem entendidas no primeiro momento, permitiram que o Estado tivesse caixa para oferecer ao país uma solução que o mercado não podia resolver. Se hoje nós estamos fazendo aquilo que nós nos comprometemos a fazer, é porque houve seriedade na gestão fiscal do Estado de Mato Grosso”, observou.![]()
O diretor da ANTT, Rafael Vitale, também participou da solenidade e lembrou que a solução do Governo de Mato Grosso em assumir a concessão da rodovia foi um divisor de águas para a agência, possibilitando a resolução de problemas semelhantes de concessão em outros estados.
Vitale afirmou que, desde que o Governo do Estado assumiu a concessão, houve redução no número de acidentes e de reclamação de usuários da BR-163.
“Isso mostra que a nossa decisão foi acertada”, avaliou. “Parabéns, governador e todos os parceiros dessa luta. As publicações estão acontecendo, as obras estão acontecendo, e temos certeza que Mato Grosso vai ser referência para o Brasil”, acrescentou.
O senador Jayme Campos, que é de Várzea Grande, afirmou que a duplicação da Rodovia dos Imigrantes é uma obra aguardada há anos pelos moradores da região.
“Em nome do povo, quero agradecer ao governador pela sua coragem, perseverança e, sobretudo, seu espírito visionário. Hoje estamos resolvendo um dos maiores problemas de trânsito e de rodovia aqui em Mato Grosso. A Rodovia dos Imigrantes era uma verdadeira uma fratura exposta e hoje, sem dúvida alguma, o governador Mauro Mendes está resgatando aquilo que é direito do cidadão mato-grossense”, manifestou.
O prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat, lembrou que seu pai, o ex-deputado Nico Baracat, morreu em um acidente de trânsito na Rodovia dos Imigrantes e ressaltou a importância da duplicação do trecho.
“Várzea Grande é um dos trechos que mais sofrem com a falta de duplicação. Nós temos aqui 40 mil pessoas que margeiam a Rodovia dos Imigrantes, então, como representante de Várzea Grande, tenho que agradecer ao senhor e aos parceiros que ajudaram que essa obra saísse do papel”, pontuou.
Representante do município, o deputado estadual Fábio Tardin também ressaltou que a duplicação vai ajudar a reduzir o número de acidentes no local.
“Aqui vamos, principalmente, salvar vidas. Com certeza, esse é o maior benefício que podemos ter. A coisa mais importante do mundo é a nossa vida e a vida da nossa população. Então, fico muito feliz de estarmos aqui. Isso vai desafogar o trânsito de uma vez por todas aqui na cidade de Várzea Grande”, disse.
“É um momento memorável para a cidade de Várzea Grande. Isso aqui é reflexo de um governo que funciona, que se preocupa com o pobre e menos favorecido, e eu não canso de falar que Mato Grosso fez e faz sua parte com muita sabedoria e responsabilidade. Já podemos ver a BR-163 com uma realidade totalmente diferenciada, graças ao Governo do Estado. Temos certeza de que isso aqui é só o início. Isso é resultado do anseio do comerciante e das pessoas que moram nesse entorno e são impactadas por essa rodovia”, acrescentou o deputado federal coronel Assis.
Solenidade
Participaram da solenidade os senadores Wellington Fagundes e Margareth Buzzetti, deputada federal Gisela Simona, deputado estadual Juca do Guaraná, os secretários de Estado Marcelo de Oliveira (Infraestrutura), César Roveri (Segurança Pública), comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel BM Alessandro Borges, o presidente da MT Par, Wener Santos, o diretor da ANTT, Luciano Lourenço da Silva, e vereadores de Cuiabá e Várzea Grande.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
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Mato Grosso
Leis aprovadas por Câmaras são declaradas inconstitucionais em MT

Foto- Assessoria
Leis aprovadas em câmaras municipais que avançam sobre atribuições típicas do Poder Executivo continuam sendo alvo de questionamentos no Judiciário, com reiterado reconhecimento de inconstitucionalidade por vícios formais. Em decisões recentes envolvendo municípios mato-grossenses, a exemplo de Sinop e Rondonópolis, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reafirmou os parâmetros que delimitam a atuação do Legislativo local.
Nesse contexto, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) tem se manifestado em ações diretas de inconstitucionalidade apontando irregularidades em leis de iniciativa parlamentar que tratam da execução de políticas públicas. Foi o que ocorreu nos casos das Leis Municipais nº 3.599/2025, que instituiu a denominada Escola Ambiental, e nº 3.641/2026, que criou o Programa Oftalmologia nas Escolas, ambas no município de Sinop.
As análises jurídicas indicam que essas normas apresentaram vício formal de iniciativa, uma vez que trataram de matérias cuja proposição é reservada ao chefe do Poder Executivo. A Constituição Federal e a Constituição do Estado de Mato Grosso estabelecem que cabe privativamente ao Executivo propor leis que disponham sobre organização administrativa, funcionamento de órgãos públicos e implementação de políticas governamentais, entendimento que se aplica aos municípios por simetria constitucional.
Nos casos analisados, as leis não se limitaram à criação de diretrizes gerais, mas passaram a disciplinar a execução das políticas públicas. Entre os pontos identificados estão a definição de periodicidade de serviços, a imposição de atividades específicas por secretarias e a vinculação direta de ações à estrutura administrativa do município. Esse tipo de previsão normativa caracteriza ingerência indevida na esfera do Executivo, ao restringir a margem de decisão administrativa quanto à conveniência, oportunidade e viabilidade das medidas.
Situação semelhante foi verificada em Rondonópolis, onde a Lei Municipal nº 14.224/2025 instituiu o projeto “Bem-Estar Rural”, determinando a realização de atividades físicas e de lazer para a população, com frequência mínima semanal e execução a cargo de secretaria municipal. O entendimento consolidado foi de que a norma, também de iniciativa parlamentar, impôs obrigações concretas ao Executivo, interferindo na gestão administrativa, no planejamento de políticas públicas e na alocação de recursos humanos, além de exigir contratação de profissionais.
Nessa hipótese, assim como em Sinop, o Ministério Público apontou que, embora a iniciativa legislativa tenha sido orientada por finalidade social relevante, a forma adotada acabou por invadir a esfera de competência do Executivo, comprometendo o equilíbrio entre os poderes e retirando do gestor público a possibilidade de avaliar a melhor forma de execução da política pública.
Outro ponto comum nos casos analisados é a violação ao princípio da separação dos poderes. Embora o Legislativo tenha papel essencial na formulação de normas e na representação da sociedade, sua atuação encontra limites constitucionais. Quando a lei estabelece comandos operacionais específicos, substitui a discricionariedade administrativa por obrigações previamente definidas, caracterizando interferência indevida na gestão pública.
Além disso, foi constatada a ausência de estimativa de impacto orçamentário e financeiro em leis que criavam despesas públicas obrigatórias e continuadas. A exigência constitucional de apresentação desse estudo busca garantir o equilíbrio das contas públicas e a compatibilidade com o planejamento orçamentário. A inobservância desse requisito tem sido considerada vício suficiente para invalidar as normas.
A atuação do Ministério Público nesses casos busca assegurar que o processo legislativo observe os parâmetros constitucionais, contribuindo para a produção de normas eficazes e juridicamente válidas, sempre reconhecendo o importante papel das câmaras municipais na elaboração de leis que estabeleçam diretrizes gerais e políticas públicas em sentido amplo.
Mato Grosso
Estado é condenado a reformar Cadeia Pública feminina de Cáceres
A pedido da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres (a 225 km de Cuiabá), a Justiça determinou que o Estado de Mato Grosso apresente, no prazo de até 90 dias, um plano completo para sanar irregularidades estruturais, sanitárias e de segurança na Cadeia Pública Feminina de Cáceres, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. A 4ª Vara Cível da comarca julgou procedente a Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso. A sentença foi proferida em 21 de maio.
A decisão judicial estabelece que o Estado deve elaborar, apresentar e implementar um Plano de Adequação Estrutural e Funcional, no qual deverão constar, de forma detalhada, todas as intervenções necessárias para a regularização da unidade, incluindo obras, reparos e medidas voltadas ao cumprimento das normas de segurança contra incêndio, das condições sanitárias e das exigências estruturais. O cronograma deverá indicar, ainda, os prazos de início e conclusão de cada etapa, a estimativa de custos, as fontes de financiamento e os órgãos responsáveis pela execução.
Além disso, o Estado deverá comprovar periodicamente o andamento das ações por meio da apresentação de relatórios técnicos e registros fotográficos a cada 60 dias, evidenciando a evolução das medidas adotadas. Na sentença, o juízo também fixou multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil, em caso de descumprimento dos prazos estabelecidos.
De acordo com a ação, a investigação teve início após a 1ª Promotoria de Justiça Criminal identificar irregularidades relevantes na unidade durante fiscalizações de rotina, especialmente relacionadas à estrutura física, à segurança e ao funcionamento, com risco à integridade de custodiadas e servidores. Diante desse cenário, a 1ª Promotoria de Justiça Cível instaurou procedimento para acompanhar a situação e cobrar providências do Estado, responsável pela gestão do sistema prisional.
As apurações revelaram um quadro crônico de precariedade estrutural, com edificações deterioradas, problemas nas instalações elétricas, ausência de sistemas adequados de prevenção a incêndios e falhas nas condições sanitárias. Relatórios técnicos e vistorias realizadas por órgãos como o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária e o Centro de Apoio Operacional do Ministério Público (CAO-MP) confirmaram os riscos. Na cadeia feminina, foram registrados, entre outros problemas, fiação exposta e sobrecarga elétrica, fatores que motivaram, inclusive, pedido de interdição parcial.
“As irregularidades estruturais constatadas pelo Centro de Apoio Operacional do Ministério Público expõem de forma permanente pessoas privadas de liberdade, servidores e demais usuários das unidades prisionais a riscos concretos à vida e à integridade física, especialmente em razão da precariedade das edificações, da ausência de manutenção preventiva e da deficiência das instalações elétricas e estruturais.”, narra a ação.
Segundo o MPMT, as medidas adotadas pelo Estado ao longo da investigação foram pontuais e insuficientes para solucionar as irregularidades. O Ministério Público também buscou uma solução extrajudicial, por meio da proposta de celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não obteve resposta do poder público.
Foto: Reprodução.
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