Mato Grosso
Governo de MT entrega novilhas prenhas de raça leiteira para agricultura familiar
O Governo de Mato Grosso entregou, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) e da Empresa Mato Grossense de Pesquisa Assistencia e Extensão Rural (Empaer), 45 novilhas Girolando meio sangue para agricultores familiares dos municípios de Novo Horizonte do Norte e Bom Jesus do Araguaia, como parte do projeto de melhoramento genético do rebanho leiteiro do Estado
As novilhas, adquiridas pelo Estado por meio de chamamento público realizado em junho deste ano, estão em gestação entre 4 e 8 meses, com embrião sexado de fêmea, também Girolando meio sangue.
A primeira entrega foi feita para a agricultores familiares de Novo Horizonte do Norte, que receberam 30 novilhas, sendo 15 fornecidas pela Seaf e outras 15 pela Associação de Pequenos Produtores Santa Izabel. Já a segunda entrega foi realizada para a Cooperativa de Produtores Rurais de Bom Jesus do Araguaia (Cooperbomja), que recebeu 30 novilhas do Governo de Mato Grosso e outras 30 compradas pela própria cooperativa.
Os animais entregues pelas associações e cooperativas são contrapartidas previstas no chamamento público realizado pela Seaf. Até o momento, sete entidades sem fins lucrativos foram selecionadas. Elas devem adquirir o mesmo número de novilhas fornecidas pelo Estado, com as mesmas características. Assim, ao todo, são fornecidas duas novilhas por produtor.
As associações e cooperativas indicam os produtores interessados e os técnicos da Empaer selecionam os que possuem condições de receber as novilhas, segundo critérios definidos previamente, como: terem condições de fornecer alimentação para os animais, instalações e produção de leite até 200 litros/mês.
As entidades também devem contratar um profissional para prestar assistência técnica aos produtores beneficiados pelo projeto.
MT Produtivo Leite
Desde 2020 o Governo do Estado tem investido no melhoramento genético do leiteiro no Estado através da distribuição de sêmen, transferências de embriões e, agora, com a distribuição de novilhas prenhas. Desde então já foram 27 mil doses de sêmen, além de realizadas 847 prenhezes em 2021. Já neste ano estão em andamento 900 prenhezes, realizdas três empresas especializadas em reprodução em vários municípios do Estado.
De acordo com o cronograma, o próximo município a receber a doação das novilhas será Colniza, que receberá 44 novilhas por meio da Associação de Pequenos Produtores Rurais Porteirão, que também irá adquirir a mesma quantidade para distribuir entre os associados.
Fonte: GOV MT
Mato Grosso
Recursos da Feijoada Solidária garantem a entrega de mais de 600 cobertores na Baixada Cuiabana
Mato Grosso
Defensoria alerta para os primeiros sinais de violência contra a mulher
Com o aumento dos casos de violência psicológica, perseguição e tentativa de feminicídio, DPEMT destaca a importância de buscar ajuda no início para interromper ciclo

Por Alexandre Guimarães
A violência contra a mulher nem sempre começa com agressões físicas. Ameaças, perseguições, humilhações, controle da vida da vítima e o descumprimento de medidas protetivas são formas de violência que podem evoluir para situações ainda mais graves.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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