Mato Grosso
Governo de MT investe mais R$ 9,6 milhões na infraestrutura e educação de General Carneiro

Investimentos anunciados nesta quinta-feira (22.1) pelo Governo de Mato Grosso para o município de General Carneiro levarão mais infraestrutura, esporte e educação para a população do município. Serão mais R$ 9,6 milhões repassados para a prefeitura para conservação do asfaltamento de várias ruas da cidade, construção de três quadras poliesportivas e da Estação de Tratamento de Água (ETA).
Desde 2019, o Governo do Estado já investiu mais de R$ 83 milhões de reais em General Carneiro. Nesta quinta-feira (22), foram firmados convênios para a manutenção do asfalto de várias ruas de General Carneiro, para a construção das quadras poliesportivas das escolas estaduais Dr. João Ponce de Arruda, Indígena São José do Sangradouro, Indígena Sagrado Coração de Jesus e para a construção da ETA da cidade.
“O governo tem a obrigação de trabalhar olhando de maneira bastante ampla para toda a nossa sociedade, para todos os municípios e olhar indistintamente. Os investimentos para indígenas, como os que estão sendo assinados hoje, são fundamentais, pois são povos que estão aqui há muitos e muitos anos e merecem nosso respeito”, disse o governador Mauro Mendes, acompanhado da primeira-dama Virginia Mendes.
Já o vice-governador Otaviano Pivetta disse que as prefeituras que procuram o Estado com demandas, em busca da solução de problemas, não saem sem respostas.
“Se no município há problemas básicos, como de tratamento de água, não vai ser por falta de apoio do Estado que a população vai sofrer com isso. Se o problema é falta de escola, o Estado não deixará de dar esse apoio. Há alguns anos o Estado viveu uma situação muito grave, mas nós reorganizamos as finanças do Estado e agora estamos vendo a fase da prosperidade”, frisou Pivetta.
O prefeito João Filho afirmou que esta quinta-feira vai ficar na história da população de General Carneiro.
“Para nós é um privilégio ter aqui um governador que sempre estendeu a mão pra gente. O Governo de Mato Grosso tem sido um grande parceiro dos pequenos e grandes municípios. E hoje ele veio com boas notícias. Agora queremos trabalhar muito para entregar esas obras para a sociedade o mais rápido possível”, falou o prefeito.
O deputado Nininho acompanhou as assinaturas dos convênios e lembrou do quanto os investimentos feitos a partir das assinaturas dos convênios impactam na vida da população.
“Essas são coisas que muitas vezes para quem está longe, não tem o mesmo significado. Mas para as pessoas que moram na aldeia, que moram no bairro significam a melhoria na qualidade de vida, o desenvolvimento de uma região. É muito gratificante ver esses investimentos sendo aplicados para a população”, ressaltou Nininho.
Também acompanham a agenda a senadora Margareth Buzetti, o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, juntamente com os deputados estaduais Valmir Moretto, Beto Dois a Um, Dr. Eugênio, Nininho, Sebastião Rezende e Dilmar Dal Bosco, além dos secretários de Estado Fábio Garcia (Casa Civil) e coronel PM César Roveri (Segurança Pública), do presidente da MT Par, Wener Santos, e prefeitos da região do Araguaia.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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