Mato Grosso
“Governo está realizando em Juína muito mais do que um dia imaginamos”, afirma prefeito sobre investimentos
“Os investimentos que o Governo de Mato Grosso está fazendo em nossa cidade é algo que a gente nunca imaginou que poderia ser feito. São mais de R$ 380 milhões, e boa parte disso já foi liberado. Isso é trabalho, é a coragem do governador e seu pulso firme. Nós e toda a região Noroeste só temos a agradecer. Essa somatória de esforços tem trazido grandes projetos para a população”, declarou, nesta sexta-feira (19.04).
Em Juína, o governador Mauro Mendes fez a entrega de 75 casas populares do programa SER Família Habitação, idealizado pela primeira-dama do Estado, Virginia Mendes, e de mil escrituras definitivas para a população.
“A entrega desse conjunto de casa é a realização de um programa que, para nós, é muito importante. É a realização de sonhos de dezenas de famílias, que agora terão acesso à casa própria, e eu sei bem o valor que isso tem, porque um dia eu também sonhei e conquistei. O governo e o poder público existem para isso, para organizar a sociedade e trazer de volta para nós serviços, ações e obras que melhorem a vida da população, e eu estou muito feliz por conseguirmos fazer isso em Mato Grosso”, manifestou o governador.
O presidente da MT Par, Wener Santos, destacou que as entregas de casas e títulos definitivos foram missões determinadas especialmente pelo governador Mauro Mendes e pela primeira-dama Virginia Mendes, para atender às famílias que mais precisam.
“Há um ano o governador Mauro Mendes veio aqui em Juína e uma das maiores demandas do prefeito naquele momento era a habitação popular e a regularização fundiária. Hoje, um ano depois, o Governo de Mato Grosso volta para entregar casas prontas, de qualidade, com infraestrutura completa, por meio do programa SER Família Habitação, liderado pela dona Virginia, e trazendo o maior programa de regularização fundiária da história de Mato Grosso. Mais de 12 mil famílias, em seis municípios aqui da região Noroeste, serão contempladas por esse programa”, observou. ![]()
Além das entregas do Governo de Mato Grosso, a comitiva estadual também vistoriou as obras de construção do novo Hospital Regional de Juína, que recebeu investimento de R$ 121,6 milhões. A unidade contará com mais de 111 leitos de enfermaria e 40 de UTIs para atendimento de alta e média complexidade, além de dez consultórios médicos, seis salas de centro cirúrgico e dois consultórios para atendimento a gestantes.
O deputado estadual Júlio Campos destacou que a construção da unidade médica era aguardada pela população há mais de 40 anos, e que, agora, se tornará realidade.
“O Governo de Mato Grosso está trazendo inúmeros benefícios para Juína, assim como a obra desse tão sonhado Hospital Regional. Desde quando foi governador, há 40 anos, o povo de Juína já queria um hospital de qualidade e referência, como este que o governador Mauro Mendes está trazendo. O povo de toda a região merece. O governador está de parabéns pelo grande trabalho que vem fazendo em prol de Mato Grosso”, comentou.
O governador Mauro Mendes destacou que o Hospital Regional de Juína se soma a outros cinco grandes hospitais em construção pelo Governo de Mato Grosso, com objetivo de melhorar ainda mais a entrega dos serviços de saúde em todo o Estado.
“Com certeza, todos vocês vão ter orgulho daquele hospital. Não quero que ninguém fique doente, mas vai ser um belíssimo equipamento de saúde para melhorar muito o atendimento aqui, não só de Juína, mas de toda essa grande região aqui no noroeste do Estado”, comentou.![]()
Ainda em Juína, Mauro anunciou a instalação de câmeras do programa Vigia Mais MT e de lâmpadas de LED do programa MT Iluminado, garantindo, assim, mais segurança para os moradores da cidade, e assinou o contrato para reforma da sede da Diretoria Regional da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) no município. Por meio da Sema, o Governo também destinou R$ 1,5 milhão para reformas no Parque Lagoa das Garças.
De acordo com a secretária de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, a ampliação da Diretoria Regional atende não apenas um pedido antigo dos servidores e garante um atendimento de mais qualidade para os moradores de toda a região, mas, junto ao investimento no parque, representa a conversão de recursos oriundos de multas por crimes ambientais em favor da sociedade.
“Após 24 anos da construção da sede, é a primeira vez que ela recebe uma reforma, uma ampliação, para atender melhor o cidadão e dar melhores condições de trabalho aos nossos servidores. A nossa Diretoria Regional de Juína atende não só o município de Juína, mas toda a região Noroeste, e é um trabalho bastante intenso. E, com a destinação de mais de R$ 1,5 milhão para obras de infraestrutura no parque municipal, tenho convicção que vocês sentirão muito mais prazer e satisfação em socializar nesse espaço que vai congregar a oportunidade de estar próximo aos seus familiares com a integração ao meio ambiente”, afirmou.
Conforme a secretária, a reforma no Parque Municipal atende a um projeto do prefeito Paulo e da primeira-dama do município, Noemi.
Agenda em Juara
Pela manhã, o governador Mauro Mendes cumpriu agenda no município de Juara, onde vistoriou as obras do aeroporto municipal e da construção da Escola Técnica Estadual. O governador também entregou a sede do Escritório Regional de Saúde e o asfalto novo no bairro Porto Seguro.
A agenda no município ainda contou com a entrega de 46 km de asfalto novo da MT-325, conhecida como Rodovia do Jaú. A obra foi iniciada em 2010, mas passou anos paralisada, até ser retomada e concluída pela atual gestão do Governo do Estado. O investimento realizado pelo Estado foi de R$ 63 milhões, em parceria com a Associação Para Pavimentação da Rodovia do Jaú.
Solenidade
Também acompanharam o governador em Juína os senadores Jayme Campos e Wellington Fagundes, o deputado estadual Dilmar Dal’Bosco, os secretários de Estado Laice Souza (Comunicação) e César Roveri (Segurança Pública), o presidente da Jucemat, Manoel Lourenço, o presidente da Fiemt, Silvio Rangel, e demais prefeitos e autoridades da região.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
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Mato Grosso
Leis aprovadas por Câmaras são declaradas inconstitucionais em MT

Foto- Assessoria
Leis aprovadas em câmaras municipais que avançam sobre atribuições típicas do Poder Executivo continuam sendo alvo de questionamentos no Judiciário, com reiterado reconhecimento de inconstitucionalidade por vícios formais. Em decisões recentes envolvendo municípios mato-grossenses, a exemplo de Sinop e Rondonópolis, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reafirmou os parâmetros que delimitam a atuação do Legislativo local.
Nesse contexto, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) tem se manifestado em ações diretas de inconstitucionalidade apontando irregularidades em leis de iniciativa parlamentar que tratam da execução de políticas públicas. Foi o que ocorreu nos casos das Leis Municipais nº 3.599/2025, que instituiu a denominada Escola Ambiental, e nº 3.641/2026, que criou o Programa Oftalmologia nas Escolas, ambas no município de Sinop.
As análises jurídicas indicam que essas normas apresentaram vício formal de iniciativa, uma vez que trataram de matérias cuja proposição é reservada ao chefe do Poder Executivo. A Constituição Federal e a Constituição do Estado de Mato Grosso estabelecem que cabe privativamente ao Executivo propor leis que disponham sobre organização administrativa, funcionamento de órgãos públicos e implementação de políticas governamentais, entendimento que se aplica aos municípios por simetria constitucional.
Nos casos analisados, as leis não se limitaram à criação de diretrizes gerais, mas passaram a disciplinar a execução das políticas públicas. Entre os pontos identificados estão a definição de periodicidade de serviços, a imposição de atividades específicas por secretarias e a vinculação direta de ações à estrutura administrativa do município. Esse tipo de previsão normativa caracteriza ingerência indevida na esfera do Executivo, ao restringir a margem de decisão administrativa quanto à conveniência, oportunidade e viabilidade das medidas.
Situação semelhante foi verificada em Rondonópolis, onde a Lei Municipal nº 14.224/2025 instituiu o projeto “Bem-Estar Rural”, determinando a realização de atividades físicas e de lazer para a população, com frequência mínima semanal e execução a cargo de secretaria municipal. O entendimento consolidado foi de que a norma, também de iniciativa parlamentar, impôs obrigações concretas ao Executivo, interferindo na gestão administrativa, no planejamento de políticas públicas e na alocação de recursos humanos, além de exigir contratação de profissionais.
Nessa hipótese, assim como em Sinop, o Ministério Público apontou que, embora a iniciativa legislativa tenha sido orientada por finalidade social relevante, a forma adotada acabou por invadir a esfera de competência do Executivo, comprometendo o equilíbrio entre os poderes e retirando do gestor público a possibilidade de avaliar a melhor forma de execução da política pública.
Outro ponto comum nos casos analisados é a violação ao princípio da separação dos poderes. Embora o Legislativo tenha papel essencial na formulação de normas e na representação da sociedade, sua atuação encontra limites constitucionais. Quando a lei estabelece comandos operacionais específicos, substitui a discricionariedade administrativa por obrigações previamente definidas, caracterizando interferência indevida na gestão pública.
Além disso, foi constatada a ausência de estimativa de impacto orçamentário e financeiro em leis que criavam despesas públicas obrigatórias e continuadas. A exigência constitucional de apresentação desse estudo busca garantir o equilíbrio das contas públicas e a compatibilidade com o planejamento orçamentário. A inobservância desse requisito tem sido considerada vício suficiente para invalidar as normas.
A atuação do Ministério Público nesses casos busca assegurar que o processo legislativo observe os parâmetros constitucionais, contribuindo para a produção de normas eficazes e juridicamente válidas, sempre reconhecendo o importante papel das câmaras municipais na elaboração de leis que estabeleçam diretrizes gerais e políticas públicas em sentido amplo.
Mato Grosso
Estado é condenado a reformar Cadeia Pública feminina de Cáceres
A pedido da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres (a 225 km de Cuiabá), a Justiça determinou que o Estado de Mato Grosso apresente, no prazo de até 90 dias, um plano completo para sanar irregularidades estruturais, sanitárias e de segurança na Cadeia Pública Feminina de Cáceres, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. A 4ª Vara Cível da comarca julgou procedente a Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso. A sentença foi proferida em 21 de maio.
A decisão judicial estabelece que o Estado deve elaborar, apresentar e implementar um Plano de Adequação Estrutural e Funcional, no qual deverão constar, de forma detalhada, todas as intervenções necessárias para a regularização da unidade, incluindo obras, reparos e medidas voltadas ao cumprimento das normas de segurança contra incêndio, das condições sanitárias e das exigências estruturais. O cronograma deverá indicar, ainda, os prazos de início e conclusão de cada etapa, a estimativa de custos, as fontes de financiamento e os órgãos responsáveis pela execução.
Além disso, o Estado deverá comprovar periodicamente o andamento das ações por meio da apresentação de relatórios técnicos e registros fotográficos a cada 60 dias, evidenciando a evolução das medidas adotadas. Na sentença, o juízo também fixou multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil, em caso de descumprimento dos prazos estabelecidos.
De acordo com a ação, a investigação teve início após a 1ª Promotoria de Justiça Criminal identificar irregularidades relevantes na unidade durante fiscalizações de rotina, especialmente relacionadas à estrutura física, à segurança e ao funcionamento, com risco à integridade de custodiadas e servidores. Diante desse cenário, a 1ª Promotoria de Justiça Cível instaurou procedimento para acompanhar a situação e cobrar providências do Estado, responsável pela gestão do sistema prisional.
As apurações revelaram um quadro crônico de precariedade estrutural, com edificações deterioradas, problemas nas instalações elétricas, ausência de sistemas adequados de prevenção a incêndios e falhas nas condições sanitárias. Relatórios técnicos e vistorias realizadas por órgãos como o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária e o Centro de Apoio Operacional do Ministério Público (CAO-MP) confirmaram os riscos. Na cadeia feminina, foram registrados, entre outros problemas, fiação exposta e sobrecarga elétrica, fatores que motivaram, inclusive, pedido de interdição parcial.
“As irregularidades estruturais constatadas pelo Centro de Apoio Operacional do Ministério Público expõem de forma permanente pessoas privadas de liberdade, servidores e demais usuários das unidades prisionais a riscos concretos à vida e à integridade física, especialmente em razão da precariedade das edificações, da ausência de manutenção preventiva e da deficiência das instalações elétricas e estruturais.”, narra a ação.
Segundo o MPMT, as medidas adotadas pelo Estado ao longo da investigação foram pontuais e insuficientes para solucionar as irregularidades. O Ministério Público também buscou uma solução extrajudicial, por meio da proposta de celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não obteve resposta do poder público.
Foto: Reprodução.
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