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Mato Grosso

Governo investiu mais de R$ 70 milhões em viaturas e equipamentos para o Corpo de Bombeiros de MT

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O Governo do Estado, ao longo dos últimos quatro anos, investiu mais de R$ 70 milhões em novas unidades, equipamentos, fardas e viaturas para o Corpo de Bombeiros Militar Mato Grosso (CBMMT). Os investimentos realizados durante a gestão garantem excelência e agilidade no atendimento de ocorrências, além de reforço no combate a incêndios florestais e urbanos.

“Antes da gestão atual, o Corpo de Bombeiros vivia uma situação complicada por conta da quantidade e qualidade tanto de viaturas e equipamentos disponíveis, como também das unidades operacionais espalhadas pelo estado. Tínhamos o mínimo. Mudamos este cenário graças aos investimentos realizados pelo Governo de Mato Grosso”, afirmou o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Alessandro Borges.


Comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Alessandro Borges/Secom-MT

“Estou há 28 anos na corporação e vivemos um período nunca imaginado. Tivemos um investimento maciço nesses últimos quatro anos, em especial nestes últimos dois, que foram fundamentais para uma melhor resposta no combate aos incêndios florestais e urbanos, como também em ocorrências de salvamentos”, acrescentou.

Equipamentos e viaturas

Entre os investimentos realizados pelo Governo do Mato Grosso, são cerca de R$ 25,8 milhões para mais de 200 viaturas, auto tanques e embarcações compradas ou alugadas para o atendimento de ocorrências em todo o Estado.


Última entrega de veículos foi realizada durante a formatura de praças e oficiais do Corpo de Bombeiros | Mayke Toscano/Secom-MT

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Foram adquiridos também mais de mil equipamentos, como esguichos, transceptores (radiocomunicação), desencarceradores e proteções faciais para respiração, que garantem a segurança dos militares e melhoram a efetividade no atendimento de ocorrências. Também foram comprados mais de 33 mil munições e mais de 4,2 mil fardamentos estão sendo entregues aos militares. Os investimentos chegam a R$ 6,6 milhões.

“Graças ao Governo de Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros conta hoje com equipamentos de alta tecnologia. Temos hoje, por exemplo, máscaras de mergulho que permitem a comunicação entre os bombeiros militares. Contamos com equipamentos que são referências mundiais e de grande valia para nossa atuação”, explicou o comandante-geral.

Novas unidades e reformas

Unidade em Santo Antônio do Leverger inaugurada em 2021 | Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT

Por meio de parcerias, nos últimos quatro anos, o Governo de Mato Grosso investiu na construção do 1º e 2º Pelotões Independentes do Corpo de Bombeiros Militar em Poconé e Santo Antônio do Leverger. A unidade em Poconé, inclusive, é resultado de uma ação estratégica criada para atuar no monitoramento e prevenção aos incêndios florestais na região.

Outra unidade inaugurada durante a atual gestão foi a 8° Companhia Independente do Corpo de Bombeiros de Pontes e Lacerda, que ganhou sua sede própria em 2021, após 19 anos funcionando em prédio cedido pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). O projeto foi possível devido à atuação do Conselho de Segurança Pública (Conseg) local, que tocou a obra. 

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Unidade de Pontes e Lacerda atende 10 municípios da região | Foto: Michel Alvim/Secom-MT

Já em Sinop, o 3º Comando Regional passou por uma reestruturação, se tornando o primeiro quartel do Estado com estrutura modular de contêiner. A estrutura sustentável, entregue em março de 2022, gerou economicidade aos cofres públicos com os custos da obra, além de eficiência pela rapidez na finalização da construção, que durou apenas sete meses.

“As reformas e inauguração de novas unidades garantem uma maior cobertura do Corpo de Bombeiros em todo estado. São 32 unidades operacionais em Mato Grosso e o Governo de Estado já investe em novos batalhões, como o que está sendo construído em Primavera do Leste”, afirmou o comandante-geral.


Batalhão de Emergências Ambientais foi inaugurado em 1º de julho | Foto: Marcos Vergueiro/Secom-MT

Por fim, em 2022, o Corpo de Bombeiros inaugurou a principal unidade para monitoramento de focos de calor do estado, o Batalhão de Emergências Ambientais (BEA). A unidade conta com uma Sala de Situação equipada com satélites de alta tecnologia, capazes de identificar focos de calor nos biomas mato-grossenses Pantanal, Cerrado e Amazônia.

“O prédio do batalhão era uma escola inativa que recebeu investimentos do Governo de Mato Grosso e foi transformado em uma unidade altamente equipada com a melhor tecnologia do mercado para o monitoramento de focos de calor no Estado. A inauguração do BEA é um marco para o combate aos incêndios florestais em Mato Grosso”, finalizou o comandante-geral.

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Outros investimentos


Viaturas do tipo auto-rápido entregues pelo Governo de Estado | Foto: Tchélo Figueiredo – Secom/MT

Durante a atual gestão, o Governo de Mato Grosso também deu início a compra de outras 79 viaturas, entre veículos de resgate e auto tanques, que totalizam mais de R$ 29 milhões.

O Corpo de Bombeiros de Mato Grosso também trabalha na construção da sede da 3ª Companhia Bombeiro Militar no Distrito Industrial, em Cuiabá; construção do quartel da 10ª Companhia Independente Bombeiro Militar em Sorriso; e faz a reforma da 6ª Companhia Independente Bombeiro Militar de Primavera do Leste. As unidades somam R$ 7,4 milhões.

Fonte: GOV MT

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Mato Grosso

Circuito do Varejo promove capacitação sobre atendimento e vendas digitais em Lucas do Rio Verde, Alta Floresta, Colíder e Água Boa

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Empresários e equipes do comércio poderão participar de palestras práticas voltadas à experiência do cliente e estratégias de conversão
O Circuito do Varejo segue ampliando sua agenda de capacitações em Mato Grosso e desembarca, no mês de junho, nos municípios de Lucas do Rio Verde, Alta Floresta, Colíder e Água Boa. A iniciativa reúne empresários, gestores e equipes do comércio para uma programação voltada à melhoria do atendimento e ao fortalecimento das vendas presenciais e digitais.
Realizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial em Mato Grosso (Senac-MT), em parceria com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso (Sebrae-MT), o projeto percorre diferentes regiões do estado levando conteúdos estratégicos sobre comportamento do consumidor, experiência de compra e relacionamento com clientes.
A primeira parada será em Lucas do Rio Verde, no dia 3 de junho. Depois, o circuito segue para Alta Floresta, em 9 de junho, Colíder, no dia 11, e encerra a programação do mês em Água Boa, no dia 23. Em todas as cidades, a recepção ao público começa às 18h.
A partir das 19h30, o especialista em experiência do cliente Manoel Carlos Junior ministra a palestra “Atendimento que vende: como encantar o cliente dentro da loja”. O conteúdo apresenta estratégias para transformar o atendimento em diferencial competitivo, criando conexões com o consumidor e aumentando as oportunidades de fidelização e vendas.
Manoel Carlos Junior é curador e especialista em Customer Experience, além de autor dos livros “Experiencialize: os sete passos para transformar produtos e serviços em experiências” e “Experiencializando o Mundo: 40 histórias reais baseadas no método experiencialize”.
Na sequência, às 20h15, a empresária e business coach Uliana Ferreira conduz a palestra “Do direct ao Whatsapp: como atender e vender nos canais digitais”. A apresentação aborda técnicas para estruturar o atendimento online, fortalecer a comunicação digital e converter interações em vendas por meio das redes sociais e aplicativos de mensagens.
Uliana Ferreira é CEO do Grupo Dona, fundador do Instituto A Dona do Negócio e autora do livro best-seller “A Dona do Negócio”. A especialista atua com consultoria e aceleração de resultados para empresas e projetos de empreendedorismo feminino.
As inscrições são limitadas e podem ser feitas pela internet, na plataforma Sympla. Para participar, os interessados devem doar 5 quilos de alimentos não perecíveis no dia do evento. As arrecadações serão destinadas ao programa Sesc Mesa Brasil.
Serviço:
 
Evento Circuito do Varejo 2026
 
Inscrições: Ingresso solidário de 5 kg de alimentos não perecíveis
Lucas do Rio Verde
Data: 3 de junho, a partir das 18h
Local: Auditório Sebrae em Lucas do Rio Verde, Avenida Pará, 484-s –
Alvorada, Lucas do Rio Verde
Inscrições:  via Sympla (https://www.sympla.com.br/evento/circuito-do-varejo-2026—–edicao-lucas-do-rioverde/3412816)
Alta Floresta
Data: 9 de junho, a partir das 18h
Local: Teatro Agostinho Bizinotto – Centro Cultural, Travessa C-A, Alta Floresta
Inscrições: via Sympla (https://www.sympla.com.br/evento/circuito-do-varejo-2026—–edicao-altafloresta/3405873)
Colíder
Data: 11 de junho, a partir das 18h
Local: Auditório Amazonia ACIC – R. Luiz Aldori Neves Fernandes, 745 – Centro, Colíder
Inscrições: via Sympla (https://www.sympla.com.br/evento/circuito-do-varejo-2026—–edicaocolIder/3405768)
Água Boa
Data: 23 de junho, a partir das 18h
Local: Auditório da Associação Comercial de Água Boa (Aceab) – R. Nove, 338 – Centro, Água Boa
Inscrições: via Sympla (https://www.sympla.com.br/evento/circuito-do-varejo-2026—–edicao-aguaboa/3405939)
O Sistema S do Comércio é presidido pelo empresário José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.
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Mato Grosso

Leis aprovadas por Câmaras são declaradas inconstitucionais em MT

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Foto- Assessoria

Leis aprovadas em câmaras municipais que avançam sobre atribuições típicas do Poder Executivo continuam sendo alvo de questionamentos no Judiciário, com reiterado reconhecimento de inconstitucionalidade por vícios formais. Em decisões recentes envolvendo municípios mato-grossenses, a exemplo de Sinop e Rondonópolis, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reafirmou os parâmetros que delimitam a atuação do Legislativo local.

Nesse contexto, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) tem se manifestado em ações diretas de inconstitucionalidade apontando irregularidades em leis de iniciativa parlamentar que tratam da execução de políticas públicas. Foi o que ocorreu nos casos das Leis Municipais nº 3.599/2025, que instituiu a denominada Escola Ambiental, e nº 3.641/2026, que criou o Programa Oftalmologia nas Escolas, ambas no município de Sinop.

As análises jurídicas indicam que essas normas apresentaram vício formal de iniciativa, uma vez que trataram de matérias cuja proposição é reservada ao chefe do Poder Executivo. A Constituição Federal e a Constituição do Estado de Mato Grosso estabelecem que cabe privativamente ao Executivo propor leis que disponham sobre organização administrativa, funcionamento de órgãos públicos e implementação de políticas governamentais, entendimento que se aplica aos municípios por simetria constitucional.

Nos casos analisados, as leis não se limitaram à criação de diretrizes gerais, mas passaram a disciplinar a execução das políticas públicas. Entre os pontos identificados estão a definição de periodicidade de serviços, a imposição de atividades específicas por secretarias e a vinculação direta de ações à estrutura administrativa do município. Esse tipo de previsão normativa caracteriza ingerência indevida na esfera do Executivo, ao restringir a margem de decisão administrativa quanto à conveniência, oportunidade e viabilidade das medidas.

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Situação semelhante foi verificada em Rondonópolis, onde a Lei Municipal nº 14.224/2025 instituiu o projeto “Bem-Estar Rural”, determinando a realização de atividades físicas e de lazer para a população, com frequência mínima semanal e execução a cargo de secretaria municipal. O entendimento consolidado foi de que a norma, também de iniciativa parlamentar, impôs obrigações concretas ao Executivo, interferindo na gestão administrativa, no planejamento de políticas públicas e na alocação de recursos humanos, além de exigir contratação de profissionais.

Nessa hipótese, assim como em Sinop, o Ministério Público apontou que, embora a iniciativa legislativa tenha sido orientada por finalidade social relevante, a forma adotada acabou por invadir a esfera de competência do Executivo, comprometendo o equilíbrio entre os poderes e retirando do gestor público a possibilidade de avaliar a melhor forma de execução da política pública.

Outro ponto comum nos casos analisados é a violação ao princípio da separação dos poderes. Embora o Legislativo tenha papel essencial na formulação de normas e na representação da sociedade, sua atuação encontra limites constitucionais. Quando a lei estabelece comandos operacionais específicos, substitui a discricionariedade administrativa por obrigações previamente definidas, caracterizando interferência indevida na gestão pública.

Além disso, foi constatada a ausência de estimativa de impacto orçamentário e financeiro em leis que criavam despesas públicas obrigatórias e continuadas. A exigência constitucional de apresentação desse estudo busca garantir o equilíbrio das contas públicas e a compatibilidade com o planejamento orçamentário. A inobservância desse requisito tem sido considerada vício suficiente para invalidar as normas.

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A atuação do Ministério Público nesses casos busca assegurar que o processo legislativo observe os parâmetros constitucionais, contribuindo para a produção de normas eficazes e juridicamente válidas, sempre reconhecendo o importante papel das câmaras municipais na elaboração de leis que estabeleçam diretrizes gerais e políticas públicas em sentido amplo.

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Mato Grosso

Estado é condenado a reformar Cadeia Pública feminina de Cáceres

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A pedido da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres (a 225 km de Cuiabá), a Justiça determinou que o Estado de Mato Grosso apresente, no prazo de até 90 dias, um plano completo para sanar irregularidades estruturais, sanitárias e de segurança na Cadeia Pública Feminina de Cáceres, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. A 4ª Vara Cível da comarca julgou procedente a Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso. A sentença foi proferida em 21 de maio.

A decisão judicial estabelece que o Estado deve elaborar, apresentar e implementar um Plano de Adequação Estrutural e Funcional, no qual deverão constar, de forma detalhada, todas as intervenções necessárias para a regularização da unidade, incluindo obras, reparos e medidas voltadas ao cumprimento das normas de segurança contra incêndio, das condições sanitárias e das exigências estruturais. O cronograma deverá indicar, ainda, os prazos de início e conclusão de cada etapa, a estimativa de custos, as fontes de financiamento e os órgãos responsáveis pela execução.

Além disso, o Estado deverá comprovar periodicamente o andamento das ações por meio da apresentação de relatórios técnicos e registros fotográficos a cada 60 dias, evidenciando a evolução das medidas adotadas. Na sentença, o juízo também fixou multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil, em caso de descumprimento dos prazos estabelecidos.

De acordo com a ação, a investigação teve início após a 1ª Promotoria de Justiça Criminal identificar irregularidades relevantes na unidade durante fiscalizações de rotina, especialmente relacionadas à estrutura física, à segurança e ao funcionamento, com risco à integridade de custodiadas e servidores. Diante desse cenário, a 1ª Promotoria de Justiça Cível instaurou procedimento para acompanhar a situação e cobrar providências do Estado, responsável pela gestão do sistema prisional.

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As apurações revelaram um quadro crônico de precariedade estrutural, com edificações deterioradas, problemas nas instalações elétricas, ausência de sistemas adequados de prevenção a incêndios e falhas nas condições sanitárias. Relatórios técnicos e vistorias realizadas por órgãos como o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária e o Centro de Apoio Operacional do Ministério Público (CAO-MP) confirmaram os riscos. Na cadeia feminina, foram registrados, entre outros problemas, fiação exposta e sobrecarga elétrica, fatores que motivaram, inclusive, pedido de interdição parcial.

“As irregularidades estruturais constatadas pelo Centro de Apoio Operacional do Ministério Público expõem de forma permanente pessoas privadas de liberdade, servidores e demais usuários das unidades prisionais a riscos concretos à vida e à integridade física, especialmente em razão da precariedade das edificações, da ausência de manutenção preventiva e da deficiência das instalações elétricas e estruturais.”, narra a ação.

Segundo o MPMT, as medidas adotadas pelo Estado ao longo da investigação foram pontuais e insuficientes para solucionar as irregularidades. O Ministério Público também buscou uma solução extrajudicial, por meio da proposta de celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não obteve resposta do poder público.

Foto: Reprodução. 

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