Mato Grosso
Governo nomeia 40 papiloscopistas e técnicos em necropsia para municípios do interior de MT
O Governo de Mato Grosso publicou nesta quinta-feira (04.11), em edição extra do Diário Oficial do Estado, a nomeação de 40 novos servidores para reforçar o efetivo da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) em municípios do interior.
Foram nomeados 24 papiloscopistas e 16 técnicos em necropsia, que irão atuar nos polos de Cáceres, Barra do Garças, Rondonópolis, Sinop e Tangará da Serra. Com essas novas nomeações, já são 57 convocados para prestar serviços à Politec, neste ano.
As nomeações foram autorizadas pelo governador Mauro Mendes, após reequilíbrio das contas públicas do Estado, e são relativas ao concurso público homologado em dezembro de 2017, atendendo à demanda antiga da Politec.
Em junho, outros 17 aprovados no concurso foram nomeados, sendo 14 papiloscopistas e três técnicos em necropsia, para os municípios de Alta Floresta, Pontes e Lacerda, Juína, Primavera do Leste e Cuiabá.
“As nomeações vão resolver um problema de anos da Politec, principalmente, para atender às demandas no interior. E foram possíveis graças ao ajuste da máquina pública, que deu condições fiscais e financeiras para promover essas nomeações. Esses servidores prestarão serviços essenciais à população”, afirmou o secretário de Planejamento e Gestão, Basílio Bezerra.
As nomeações ocorreram após os aprovados confirmarem o município em que pretendiam assumir o cargo. O chamamento para a manifestação de interesse foi feito em setembro e as definições dos municípios ocorreram após análise de cada candidato, conforme ordem de classificação.
Os candidatos nomeados têm prazo de 30 dias para tomar posse na Coordenadoria de Recrutamento e Seleção da Seplag. Mais informações devem ser obtidas na própria Seplag.
Confira os locais em que os novos servidores irão atuar:
Papiloscopistas
Polo Barra do Garças:
2 em Água Boa
2 em Barra do Garças
2 em Confresa
2 em Confresa
Polo Cáceres:
1 em Cáceres
2 em Pontes e Lacerda
Polo Rondonópolis:
1 em Rondonópolis
Polo Sinop:
2 em Alta Floresta
4 em Peixoto de Azevedo
2 em Sinop
Polo Tangará da Serra:
2 em Juína
2 em Tangará da Serra
Técnicos em Necropsia
Polo Barra do Garças:
2 em Água Boa
2 em Confresa
Polo Cáceres:
2 em Cáceres
2 em Pontes e Lacerda
Polo Rondonópolis:
1 em Rondonópolis
Polo Sinop:
2 em Alta Floresta
2 em Peixoto de Azevedo
1 em Sorriso
Polo Tangará da Serra:
1 em Juína
1 em Tangará da Serra
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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