Mato Grosso
Governo planeja R$ 1 bilhão em investimentos de infraestrutura em 2019
O Governo do Estado planeja investir quase R$ 1 bilhão em obras de infraestrutura e logística no ano de 2019. Os recursos serão utilizados na construção, manutenção e restauração da malha viária de Mato Grosso, além da construção de pontes.
O anúncio dos investimentos foi feito pelo secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, durante o Fórum Governo e Prefeitura – Cidades de Mato Grosso, que teve foi realizado em Cuiabá entre quinta e sexta-feira (04 e 05.04).
“É muito importante que tenhamos esses recursos para investir em logística já no primeiro ano de governo, para que possamos resolver em parte os problemas que assolam o Estado há tantos anos”, afirmou o secretário.
Do total de investimentos, parte é proveniente de financiamentos do Banco do Brasil e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (R$ 289 milhões) e o restante de recursos próprios, através do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), uma vez que 30% da arrecadação do fundo é destinada diretamente à Sinfra para recuperação das estradas estaduais.
O investimento em recursos próprios para a construção de novas rodovias é de R$ 296 milhões. Também serão destinados R$ 180 milhões para a pavimentação de estradas, através de parcerias com os municípios, e R$ 117 milhões para a manutenção das rodovias já asfaltadas.
“As parcerias com associações e consórcios municipais nos trarão em torno de 2,5 mil lotes de novos asfaltos em posições estratégicas, que melhorarão a logística para o escoamento da produção de Mato Grosso”, disse Oliveira.
De acordo com o secretário, os valores serão investidos ainda na troca de pontes de madeira por pontes de concreto. O montante previsto para a iniciativa é de R$ 166 milhões. Para a manutenção das já existentes, a administração estadual destinou R$ 15 milhões. Na manutenção das rodovias estão previstos R$ 55 milhões e na restauração ou revitalização, mais R$ 70 milhões.
Os investimentos próprios e financiados também serão utilizados na compra de material betuminoso (R$ 25 milhões), serviços em aeroportos regionais (R$ 5 milhões), hora máquina (R$ 10 milhões), iluminação (R$ 2 milhões), cimento e aço (R$ 1 milhão), óleo diesel (R$ 12 milhões), patrulha (R$ 12 milhões), sinalização (R$ 5 milhões), supervisão e gerenciamento (R$ 30 milhões).
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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