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Igreja Evangélica escondia maconha na geladeira e nos fundos do templo

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Polícia apreendeu quase uma tonelada de maconha no local. (Foto: Divulgação).

Uma edícula no fundo de uma igreja evangélica, no Bairro Novo Horizonte, em Dourados, era utilizada como entreposto para o armazenamento de drogas que vinham do Paraguai para o Mato Grosso do Sul. Durante a ação do SIG (Setor de Investigações Gerais), realizada nesta terça-feira (22) foram localizados 980 quilos de maconha.

Segundo informações do delegado responsável pela SIG, Rodolfo Daltro, que acompanhou a apreensão, tinha droga armazenada até dentro da geladeira. A maior parte da maconha estava armazenada em fardos de 40 quilos.

No momento em que os agentes da Polícia Civil estavam no imóvel, dois homens que não perceberam a atuação policial chegaram ao local em um automóvel Ford Fiesta, cor preta. Após abordagem, eles conseguiram fugir e entraram em um matagal eu fica nas proximidades.

Apesar de não ser presa, a dupla foi identificada, tratando-se de pessoas residentes em Dourados. Segundo a polícia, há indícios de outras estarem envolvidas no armazenamento da droga do tipo maconha e skunk (uma maconha potencializada).

“Chamou a atenção do SIG o fato de o imóvel onde era armazenada a droga estar localizado em uma área totalmente habitada e, sobretudo, por estar situado aos fundos de uma igreja, o que, segundo imaginaram os traficantes, chamaria menos atenção das forças de segurança”, disse o delgado.

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Investigações do SIG revelam que ao longo deste ano, Dourados houve uma migração de traficantes de Ponta Porã para Dourados, uma vez que nos últimos meses diversos entrepostos de armazenamento da droga foram identificados e fechados na cidade.

Alguns dos tabletes de maconha apreendidos no deposito que funcionava no fundo da igreja evangélica, estavam embalados com desenhos do Popeye e Incrível Hulk, personagens americanos de estórias em quadrinhos .

Nacional

Projeto prevê exames psicossociais de crianças e adolescentes adotados

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Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados
Outubro Rosa. Dep. Rejane Dias(PT - PI)
Rejane Dias: o acompanhamento psicológico vai auxiliar o adotado e o adotante

O Projeto de Lei 5000/20 inclui, no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a previsão de exames periódicos psicossociais em crianças e adolescentes adotados.

Conforme o texto, os adotados deverão ser submetidos – a cada seis meses durante dois anos – a estudos com o objetivo de avaliar o efetivo atendimento de seus interesses. O prazo será contado a partir da sentença definitiva de adoção. Se aprovada, a medida valerá para crianças e para jovens de até 21 anos de idade.

A proposta foi apresentada pela deputada Rejane Dias (PT-PI) à Câmara dos Deputados.

“Depois que a criança ou o adolescente for morar com a nova família, é importante ter um acompanhamento psicológico, visando a analisar o adotado e o adotante por meio de métodos e técnicas para tornar o processo mais humano e proporcionar uma melhor comunicação entre todos os envolvidos”, defende a autora do projeto.

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Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Pierre Triboli

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Projeto exige pneumologista em emergências de hospitais de médio e grande porte

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Najara Araújo/Câmara dos Deputados
Breves comunicações. Dep. Flávio Nogueira (PDT - PI)
Flávio Nogueira: doenças pulmonares podem gerar situações críticas

O Projeto de Lei 5006/20 torna obrigatória a presença de, pelo menos, um médico pneumologista de plantão presencial ou em sobreaviso nos atendimentos em emergências de hospitais de médio e grande porte do País. O texto tramita na Câmara dos Deputados.

Autor da proposta, o deputado Flávio Nogueira (PDT-PI) cita dados da Sociedade Brasileira de Pneumologia para justificar a importância do pneumologista durante atendimentos em emergências de hospitais. “A asma brônquica, que necessita de intervenção medicamentosa, acomete 13% da população brasileira, compreendendo cerca de 5% dos atendimentos médicos nos serviços de emergência”, observa o deputado.

Anualmente, segundo a entidade médica, ocorrem cerca de 350 mil internações por asma, figurando como a quarta causa de hospitalização pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“E não podemos esquecer das consequências do coronavírus: pulmão, rins e outros órgãos podem ficar prejudicados por semanas ou meses após a pessoa se recuperar da fase aguda”, acrescenta Nogueira.

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Reportagem – Murilo Souza
Edição – Pierre Triboli

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Nacional

Frente detalha queda no orçamento ambiental e busca soluções para reverter o rombo

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Especialistas preveem quadro caótico das políticas ambientais do país diante da redução do orçamento do Ministério do Meio Ambiente em 2020 e 2021. O tema foi debatido nesta quarta-feira (28) em reunião virtual da Frente Parlamentar Ambientalista.

Divulgação/Ibama
Cidades - catástrofes - meio ambiente Ibama Brumadinho rompimento barragem desastres ambientais 29/01/19
 O Ibama, responsável pelas operações de fiscalização, teve queda nos investimentos de quase 30% nos orçamentos entre 2019 e 2021

O pessimismo se deve à baixa execução orçamentária deste ano e à previsão de recursos ainda menores no projeto da lei orçamentária (PLN 28/20) de 2021, que chegou ao Congresso em agosto. O consultor de orçamento da Câmara Tiago Almeida apresentou estudo que mostra a queda acentuada de recursos destinados às despesas não obrigatórias (discricionárias) do Ministério do Meio Ambiente a partir de 2016.

“Até 2019, o orçamento total do ministério, quanto às despesas discricionárias, ficava por volta de R$ 811 milhões (em 2016), R$ 814 milhões (em 2017 e 2018) e R$ 807 milhões (em 2019). A partir de 2020, teve uma abrupta redução e foi para R$ 562 milhões”.

Para 2021, a proposta do governo é ainda menor: R$ 534 milhões. Considerando o período entre 2019 e 2021, há recuo de 29,1% (R$ 107,3 milhões) nos recursos do Ibama e de 40,4% (R$ 120,1 milhões) no ICMBio. Ainda em relação ao orçamento do próximo ano, a assessora política do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), Alessandra Cardoso, cita o volume elevado de despesas condicionadas a uma futura autorização de deputados e senadores para que o governo desrespeite a chamada “regra de ouro”, ou seja, a proibição de o Estado se endividar para arcar com despesas correntes.

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“As despesas que estão condicionadas à aprovação de medidas legislativas por maioria absoluta, em função da regra de ouro, crescem muito: R$ 877 milhões. Esse é um cenário de apagar das luzes da política ambiental”, observou.

Sem fiscalização
Tudo isso se soma a uma baixa aplicação dos recursos que já estavam aprovados no orçamento deste ano, como explica a ex-presidente do Ibama, Suely Araújo, atual analista do Observatório do Clima.

“No controle e fiscalização do Ibama, até o dia 21 de outubro, só foram liquidados 40% do (orçamento) autorizado. Para a fiscalização do Ibama, isso é inaceitável. Significa que não tem operação em campo”.

A preocupação é ainda maior em relação ao ICMBio, responsável pela gestão das unidades de conservação. Diretora da Rede Pró UC, Ângela Kuczach avalia que a baixa previsão orçamentária está ligada à intenção do governo promover o que chamou de “ambientalismo de mercado”.

“É muito cruel jogar na mão da iniciativa privada ou do terceiro setor a responsabilidade de cuidar do patrimônio natural do Brasil quando o governo, dia após dia, faz o serviço de desmonte de tudo que pode estruturar esse patrimônio, à mercê desse orçamento pífio, medíocre, ridículo”.

Potencial econômico
Ângela citou estudos que apontam o potencial de as unidades de conservação movimentarem R$ 168 bilhões, se bem geridas e protegidas pelo Estado. Para o diretor-executivo do Instituto Escolhas, Sérgio Leitão, o orçamento da União está sendo usado para sacramentar o desmonte da política ambiental.

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“É o obituário da estrutura do sistema ambiental”.

Para reverter esse quadro, Leitão citou até a estratégia de buscar recursos para o meio ambiente em outros ministérios, como os da Agricultura e de Minas e Energia, que têm certa ligação com temas ambientais.

“Para mostrar que não estamos condicionados pela agenda de apenas um ministro. Essa é uma questão de sobrevivência política do tema. Ou nós o fazemos ou ficaremos cerceados e presos a uma agenda única”.

Orçamento 2021
Mas a estratégia imediata para garantir mais recursos passa pela mobilização dos parlamentares em busca de mudanças profundas na proposta de lei orçamentária de 2021. O Inesc e outras 17 entidades apresentaram um documento em que sugerem a ampliação de recursos para as ações de combate ao desmatamento e a garantia, sem condicionamento, de pelo menos R$ 80 milhões a mais para as ações e funcionamento do ICMBio.

As emendas parlamentares ao orçamento e a futura reforma tributária também foram citadas como possíveis soluções. O coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista, deputado Rodrigo Agostinho (PSB-SP), alertou sobre os riscos do baixo orçamento para a estrutura do Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama) e para a repetição de tragédias ambientais.

“Nós estamos diante de uma crise muito grave e, por isso, estamos fazendo esse debate, porque isso precisa ser escancarado. Não dá para aceitar que a gente entre em 2021 com essa proposta de orçamento. Isso é um escândalo e precisamos ter a estrutura mínima de funcionamento do Sisnama, sob pena de a gente assistir todas as tragédias que a gente viu este ano se repetirem no ano que vem”.

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O estudo de consultores da Câmara apontou que um dos poucos programas do Ministério do Meio Ambiente que apresentaram elevação de recursos na proposta orçamentária de 2021 foi “A hora do turismo”, com 37% a mais de orçamento em relação a 2020 (mas com valor – R$ 97 mil – relativamente baixo em relação aos demais programas).

Reportagem – José Carlos Oliveira
Edição – Roberto Seabra

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