Mato Grosso
Inaugurada pelo Governo de MT, Avenida W-11 melhora trânsito em Rondonópolis
Inaugurada pelo governador Mauro Mendes no dia 03 de junho, a Avenida W-11 melhora o trânsito em Rondonópolis, terceira maior cidade de Mato Grosso. A nova estrutura garante um acesso à nova ponte sobre o Rio Vermelho, finalizada e entregue pela atual gestão, ligando a região do bairro Sagrada Família até a BR-364.
Para garantir que a população pudesse utilizar a nova rota, o Governo de Mato Grosso investiu R$ 23,1 milhões para implantar e asfaltar as Avenidas W-11 e W-14, em uma extensão total de 4,83 quilômetros.
O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, lembra que a atual gestão da Sinfra-MT precisou contratar os projetos e licitar as obras para o prolongamento da Avenida W-11, uma vez que a ponte havia sido licitada em gestões passadas sem a previsão de construção dos acessos.
Entre os desafios, estava o fato de que no lado da BR-364, não havia nenhuma rua de acesso. “Essa foi uma obra urbana de grandes proporções. Tivemos que fazer a limpeza, drenagem, terraplanagem e asfaltar o outro lado da ponte, que era em uma região de mata”, explicou o secretário.
As obras de prolongamento da avenida W-11 foram licitadas em outubro de 2020 e a ordem de serviço foi emitida em 18 de fevereiro de 2021. A ação contou com a parceria da prefeitura de Rondonópolis, que colaborou com desapropriações.
Durante a cerimônia de inauguração da ponte, o governador Mauro Mendes lembrou que o trânsito desempenha um papel importante na qualidade de vida dos cidadãos e que obras para melhorar esse aspecto das cidades são importantes.
“Fico feliz em concluir essa obra, que vai ajudar nos importantes investimentos que a prefeitura de Rondonópolis está fazendo para o trânsito. Afinal, todo mundo precisa se deslocar, para trabalhar, para estudar, para o lazer, para visitar as pessoas”, disse.
Com 226 metros de extensão, a nova ponte sobre o Rio Vermelho é a quarta no perímetro urbano de Rondonópolis. A obra foi licitada e contratada pelo Governo de Mato Grosso no segundo semestre de 2014. Após quatro anos, em junho de 2018 foi dada a ordem de início para a construção da estrutura.
Em janeiro de 2019, aproximadamente 40% do contrato havia sido executado. A obra foi retomada pela Sinfra-MT em abril de 2019 e finalizada no primeiro trimestre de 2020. O valor da obra foi de R$ 11,7 milhões.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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