Mato Grosso
Inscrições para Bolsa Atleta 2024 encerram nesta segunda-feira (05)
Os atletas de Mato Grosso interessados em concorrer ao auxílio do Bolsa Atleta 2024 da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) têm até às 23h59 desta segunda-feira (05.08) para realizar inscrição no programa que faz parte do projeto Olimpus MT. Ao todo, são 520 vagas disponíveis para atletas e paratletas, com valores entre R$ 200 e R$ 2.000.
Com um investimento total de mais de R$ 5 milhões, a Bolsa está dividida nas categorias: Infantil (100 bolsas de R$ 200), Atleta de Base (100 de R$ 400), Estudantil (120 de R$ 800), Nacional (170 de R$ 1.200) e Internacional (30 de R$ 2.000).
Todas as categorias terão 20% das vagas reservadas para atletas com deficiência.
Para se inscrever, os interessados devem acessar o link e preencher o formulário online, fornecendo informações detalhadas sobre suas conquistas esportivas, documentos obrigatórios e posteriores retificações, caso ocorram.
Não será aceita inscrição fora do prazo estabelecido ou em outra modalidade, a não ser pelo sistema online.
Nesta edição da Bolsa, o desempenho e classificação dos requerentes em competições do esporte de rendimento serão avaliados referentes aos eventos esportivos ocorridos em 2023.
O programa de incentivo financeiro atende, preferencialmente, os esportes olímpicos e paralímpicos, mas possui vagas para aqueles esportes que não fazem parte dos programas ou não são cadastrados no Comitê Olímpico do Brasil (COB) ou Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).
Vale lembrar que a Secretaria Adjunta de Esporte e Lazer (Sael), responsável por coordenar o Edital, pode realizar o remanejamento de vagas não preenchidas dentro das limitações orçamentárias, criando vagas remanescentes para qualquer categoria.
Incentivo do Governo de MT
O programa Bolsa Atleta tem como objetivo promover o desenvolvimento esportivo e proporcionar condições melhores para a prática e o aprimoramento de atletas que se destacam em suas respectivas modalidades.
Os beneficiados receberão bolsas mensais que ajudarão a cobrir custos relacionados a treinamentos, competições e outros gastos essenciais para o desempenho de alto nível.
O benefício de Bolsa Atleta atende esportistas de vários municípios mato-grossenses, incluindo Araputanga, Barra do Garças, Brasnorte, Marcelândia, Nova Mutum, Primavera do Leste, Lucas do Rio Verde, Ipiranga do Norte, Rondonópolis, Paranaíta, Pontes e Lacerda, Sorriso, Várzea Grande, Tabaporã, Mirassol D’Oeste, Jangada, Cáceres, Querência, dentre outros.
As modalidades contempladas incluem esportes individuais e coletivos, como atletismo, ciclismo, judô, karatê, taekwondo, natação, wrestling, vôlei, futsal, handebol, basquetebol, voleibol, além das modalidades paradesportivas, como o goalbal, natação, atletismo e judô.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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