Mato Grosso
Inscrições para Vestibular Unemat 2026 iniciam no dia 25 de agosto

As inscrições para o Concurso Vestibular 2026/1 da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) iniciam no dia 25 de agosto. Esta edição oferta 2.350 vagas em 59 cursos, distribuídos em 11 municípios do Estado. As inscrições custam R$ 160 para o seletivo por prova e R$ 80 para o seletivo por histórico escolar.
As inscrições pagas deverão ser feitas de 25 de agosto e 16 de outubro. As inscrições com isenção de taxa deverão ser feitas entre 1º e 8 de setembro.
O candidato que ainda estiver cursando o 3º ano do Ensino Médio poderá participar. Para isso, deverá enviar o histórico escolar provisório, do 1º e 2º ano do Ensino Médio, que pode ser retirado na secretaria da escola onde estuda.
Este vestibular contará com dois processos seletivos, dependendo do curso de interesse do candidato: um por prova e outro por análise de histórico escolar do Ensino Médio. O edital completo e a página de inscrições podem ser acessadas clicando aqui.
As provas serão realizadas nas cidades de Alta Floresta, Alto Araguaia, Barra do Bugres, Cáceres, Cuiabá, Diamantino, Juara, Nova Mutum, Nova Xavantina, Pontes e Lacerda, Rondonópolis, Sinop e Tangará da Serra.
O Vestibular 2026/1 compreende duas fases: a primeira consta de quatro provas objetivas com questões sobre Ciências da Natureza e suas tecnologias, Matemática e suas tecnologias, Ciências Humanas e suas tecnologias, e Linguagens, Códigos e suas tecnologias; já a segunda etapa constitui-se de prova de redação. As duas fases da prova serão realizadas em etapa única no dia 30 de novembro, das 13 às 18 horas.
O resultado final será divulgado a partir do dia 30 de janeiro. O período letivo terá início no dia 23 de fevereiro. Todas as informações sobre as etapas do Vestibular e seus editais podem ser acessadas em vestibular.unemat.br.
Em caso de dúvidas, o candidato pode entrar em contato com a Assessoria de Gestão de Concurso e Vestibulares (Covest) pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (65) 98120-0095.
Cursos com ingresso por histórico escolar:
Administração (Noturno): Diamantino, Juara, Nova Mutum, Sinop e Tangará da Serra
Arquitetura e Urbanismo (Integral): Barra do Bugres
Ciência da Computação: Alto Araguaia (Noturno), Barra do Bugres (Noturno) e Cáceres (Matutino)
Ciências Biológicas (Noturno): Alta Floresta, Cáceres, Nova Xavantina e Tangará da Serra
Ciências Econômicas (Noturno): Sinop
Educação Física: Cáceres (Matutino) e Diamantino (Noturno)
Engenharia Civil (Integral): Nova Xavantina, Sinop e Tangará da Serra
Engenharia de Produção Agroindustrial (Noturno): Barra do Bugres
Engenharia Elétrica (Integral): Sinop
Engenharia Florestal (Noturno): Alta Floresta
Geografia (Noturno): Cáceres e Sinop
Gestão e Inovação em Agronegócios (Noturno): Tangará da Serra
História (Noturno): Cáceres
Jornalismo (Noturno): Tangará da Serra
Letras (Noturno): Alto Araguaia, Cáceres, Pontes e Lacerda, Sinop e Tangará da Serra
Matemática (Noturno): Barra do Bugres, Cáceres e Sinop
Pedagogia (Noturno): Cáceres, Juara e Sinop
Sistemas de Informação (Noturno): Sinop
Tecnologia em Alimentos (Noturno): Barra do Bugres
Zootecnia (Matutino): Pontes e Lacerda
Cursos com ingresso por prova:
Agronomia (Integral): Alta Floresta, Cáceres, Nova Mutum, Nova Xavantina e Tangará da Serra
Ciências Contábeis (Noturno): Cáceres, Nova Mutum, Sinop e Tangará da Serra
Direito: Alta Floresta (Noturno), Barra do Bugres (Noturno), Cáceres (Matutino), Diamantino (Noturno) e Pontes e Lacerda (Noturno)
Enfermagem (Integral): Cáceres, Diamantino e Tangará da Serra
Medicina (Integral): Cáceres
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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