Mato Grosso
Investimentos do Governo de MT vão melhorar infraestrutura, educação e agricultura familiar de Reserva do Cabaçal

O Governo de Mato Grosso destinou mais R$ 5,7 milhões em investimentos para agricultura familiar, educação e infraestrutura urbana para o município de Reserva do Cabaçal, nesta segunda-feira (16.3), durante agenda na Região Sudoeste do Estado.
O prefeito de Reserva do Cabaçal, Jonas Campos, destacou os efeitos das ações do Estado no município, como a inauguração do asfaltamento do Parque das Águas e a autorização para formalização de convênio para obras de asfaltamento e drenagem de ruas dos Bairros Parque das Águas e João Evangelista.
“Acompanhamos de perto as iniciativas do Governo do Estado. Hoje firmamos convênios importantes para áreas que atendem diretamente as necessidades da população. São ações e programas, como o SER Família, que levam apoio às famílias que mais precisam e fortalecem a rede de assistência social. Esse conjunto de investimentos contribui para o desenvolvimento do município e para a melhoria das condições de vida da nossa comunidade”, afirmou.
Durante a agenda em Reserva do Cabaçal, também foram entregues trator para agricultura familiar e dois ônibus para o transporte escolar. Além do convênio para asfaltamento urbano, o governador Mauro Mendes, acompanhado da primeira-dama Virginia Mendes, autorizou o repasse de recursos para reforma do Estádio Municipal Jamilton Rosa da Silva e da Praça Francisco de Sales.
Segundo Mauro Mendes, Reserva do Cabaçal vem registrando avanços significativos nos últimos anos e, com os novos recursos, o município terá condições de atingir a marca de 100% das ruas asfaltadas.
“Diversos municípios de Mato Grosso estão sendo contemplados com obras de infraestrutura, modernização da iluminação pública e investimentos em ações sociais. Em todo o Estado, essas iniciativas resultam em estradas mais seguras, cidades mais organizadas e melhores condições de vida para a população”, pontuou.
O deputado estadual Valmir Moretto ressaltou a importância da gestão responsável dos recursos públicos e das melhorias na infraestrutura viária da região. “A região de Reserva do Cabaçal tem recebido obras de recuperação de estradas e novos investimentos em infraestrutura, o que tem contribuído para melhorar a mobilidade e integrar os municípios”, disse.
Investimentos executados
Nos últimos sete anos, o Governo de Mato Grosso destinou R$ 49,7 milhões para ações nas áreas de infraestrutura, saúde, educação e assistência social, em Reserva do Cabaçal.
Além da recuperação de 104,1 quilômetros de asfalto da MT-175, com investimento de R$ 14,5 milhões, foi construída uma ponte de concreto sobre o Rio Cabaçal, substituindo uma antiga estrutura de madeirae reforçando a ligação entre comunidades rurais e a área urbana. O investimento na obra foi de R$ 2,9 milhões.
Na educação, o município já recebeu cinco ônibus escolares, com investimento de R$ 1,7 milhão, além de 170 Chromebooks destinados às escolas estaduais, no valor de R$ 367,3 mil. Os recursos fortalecem o transporte de estudantes, especialmente da zona rural, e contribuem para a modernização do ensino com o uso de ferramentas digitais em sala de aula.
Na assistência social, Reserva do Cabaçal foi contemplada com 1.514 cobertores por meio do programa SER Família Aconchego e 6.750 cestas básicas pelo programa SER Família Solidário, além de ações de qualificação profissional.
Na área da saúde, o município também recebeu repasses para aquisição de ambulâncias e melhorias em unidades de atendimento.
Solenidade
A comitiva do Estado conta com os deputados estaduais Carlos Avalone, Chico Guarnieri, Valmir Moretto, Diego Guimarães, Paulo Araújo, Fábio Tardin e Beto Dois a Um, os secretários Fábio Garcia (Casa Civil), Dr. Leonardo Albuquerque (Escritório de Representação de MT em Brasília) e Gilberto Figueiredo (Saúde), prefeitos da região e autoridades locais.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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