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Mato Grosso

Judiciário presta homenagem e nomeia Fórum de Lucas do Rio Verde como ‘Desembargador Munir Feguri”

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Com um legado de quatro décadas de trabalho dedicado ao Poder Judiciário de Mato Grosso, o desembargador Munir Feguri foi homenageado nesta segunda-feira (24 de abril) durante a cerimônia de nomeação do Fórum de Lucas do Rio Verde, que passa a se chamar Fórum ‘Desembargador Munir Feguri’. A homenagem marca também os 25 anos da Comarca de Lucas do Rio Verde, instalada em 03 de abril de 1998.
 
Na presença de amigos e familiares do homenageado, a presidente do Tribunal de Justiça, desembargadora Clarice Claudino da Silva, destacou a evolução da Comarca de Lucas do Rio Verde e fez referência à postura enfática do desembargador na defesa do pleno direito, da igualdade e na construção incessante de um Poder Judiciário cada vez mais harmônico, independente.
 
“É uma alegria poder fazer parte desse momento de comemoração dos 25 anos da comarca, que, aliás, está de parabéns pela evolução vertiginosa nesses anos. As instalações são dignas dessa comunidade que cresce a todo dia de uma forma organizada e bastante promissora para o Poder Judiciário.”
 
“Temos aqui hoje um momento de comemoração e também de homenagem a pessoas que foram importantes para a história do Poder Judiciário de Mato Grosso, mas também para a Comarca de Lucas do Rio Verde, como é o caso da Mariasinha. Munir Feguri, que hoje ostenta com nome desta casa, também é digno da nossa homenagem que foi concedida pelo Tribunal Pleno, por todos os desembargadores, por toda sua história de vida e trajetória. Como integrante que veio do Quinto Constitucional e que transitou de forma digna e harmônica em todos os postos pelos quais transitou. Essa é uma homenagem que aquece meu coração porque tive o prazer de ser juíza auxiliar dele na Corregedoria e fazer parte da proximidade do ser humano que ele é, porque para mim suas lembranças estão sempre vivas.
 
A presidente reiterou ainda que o momento é de celebração. “Momento também de registrar quantas pessoas deixam marcas positivas em nossas vidas e hoje faremos isso a esse homem, pai de família e magistrado, que deixou um legado de alegria que coincidentemente vem complementar o ambiente que foi criado nesse fórum, para abrigar não só seu nome de grande envergadura, mas um ambiente dedicado aos servidores com a energia e a leveza da Mariasianha. Houve um complemento da atuação de duas pessoas marcantes que para sempre vão estar aqui iluminando e inspirando as ações desta Casa”, afirmou a presidente.
 
Emocionada, a filha Lamisse Roder Feguri Alves Corrêa, juíza do Quinto Juizado Cível da Capital, falou na presença da mãe, Suleima Roder Feguri e dos irmãos Neif Feguri, servidor do Tribunal de Justiça, Gibran Feguri, médico.
 
“Esse é um momento único, ímpar para toda família Feguri. Não poderia deixar de começar agradecendo aos desembargadores Carlos Alberto Alves da Rocha e Marcos Machado que tiveram a iniciativa de propor que esta Casa de Justiça recebesse o nome do desembargador Munir Feguri como homenagem póstuma. De igual forma gostaria de agradecer a desembargadora Clarice Claudino que não mediu esforços para que essa homenagem se realizasse nesta data. Para nós da família é motivo de grande orgulho que o nome do desembargador Munir Feguri esteja eternizado nesta Casa. O Poder Judiciário está em constante evolução, sempre aperfeiçoando, facilitando o acesso aos cidadãos, com transparência e eficiência às suas ações e essa evolução só é possível diante do reconhecimento de um trabalho desenvolvido ao longo dos anos. Por isso permito-me externar, em nome da minha família, a nossa enorme gratidão em vivenciar esse momento em que o trabalho do meu pai está sendo reconhecido e celebrado numa Comarca tão gloriosa como Lucas do Rio Verde. Agora o desembargador Munir Feguri e a Justiça permanecerão, de igual modo, interligados para sempre. Se meu pai foi referência para mim e para todos com quem ele conviveu, nada mais sublime e digno que seu nome seja lembrado na comarca que é referência em todo Estado.”
 
Natural de Cuiabá, Munir Feguri faleceu aos 83 anos, em 31 de dezembro de 2021. Formado em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito de Cuiabá, ingressou no Tribunal de Justiça de Mato Grosso pelo Quinto Constitucional, em agosto de 1992. Em 1995, foi eleito presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), sendo responsável pela implantação do sistema eleitoral informatizado
 
Munir Feguri foi eleito vice-presidente do Tribunal de Justiça no biênio 1999/2001, assumindo a presidência do Poder Judiciário de Mato Grosso, após o falecimento do então presidente desembargador Wandy Clait Duarte.
 
Como presidente, Feguri deu início à construção do novo anexo do Tribunal de Justiça, batizado como Anexo Desembargador Atahide Monteiro da Silva, onde hoje estão instalados os gabinetes dos desembargadores e os plenários. Também promoveu diversos avanços para a informatização das comarcas e tramitação virtual dos processos. Em sua carreira, também trabalhou para a criação do Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região em Cuiabá e pela instalação de oito Juntas de Conciliação e Julgamento no Estado. No biênio 2005/2007, foi eleito Corregedor-Geral da Justiça, se aposentando em junho de 2008.
 
Para o corregedor-geral da Justiça do Tribunal de Justiça, desembargador Juvenal Pereira da Silva a homenagem é uma demonstração de que o Poder Judiciário de Mato Grosso reconhece na figura de Munir Feguri uma parte importante da história do Judiciário.
 
“O nome de Munir Feguri não foi por acaso, mas pela equivalência dele como homem das letras jurídicas e jurista na vertiginosa carreira, por haver galgado todos os cargos possíveis na advocacia e também dentro do Poder Judiciário. A ascensão do desembargador Munir Feguri se equipara a ascensão desta excelente cidade com perspectiva para todos aqueles que aqui se aportam”, disse o corregedor.
 
O juiz diretor do Foro da Comarca, Hugo José Freitas da Silva fez referência aos servidores e servidoras como os pilares do Poder Judiciário na Comarca de Lucas do Rio Verde.
 
“São 25 anos de comarca, 25 anos de história e de sucesso formada por homens e mulheres. Temos a grata satisfação de prestar essas homenagens. Hoje temos um prédio moderno, amplo espaçoso, que atende as nossas necessidades. Foi uma evolução muito significativa até chegarmos a este momento. Precisamos agradecer pelas pessoas que passaram pela comarca nesses 25 anos. O desembargador Munir Feguri contribuiu significativamente para o crescimento do Poder Judiciário de Mato Grosso ao integrar a corte e a nossa servidora, que a gente lembra com muito carinho e que serve de exemplo para todos nós, uma pessoa atenciosa e humana”, comentou o magistrado.
 
A solenidade também contou com a inauguração do Espaço de Convivência ‘Mariasinha Borba da Silva’, em homenagem à servidora que faleceu em outubro de 2021, aos 60 anos, vítima de complicações da Covid-19. Mariasinha era técnica judiciária e considerada referência em proatividade no atendimento judiciário. O otimismo e a disponibilidade para o servir eram características marcantes da servidora, tratada carinhosamente por todos como “patrimônio do fórum”, por ser uma das mais antigas servidoras da comarca. Mariasinha iniciou seu trabalho como copeira e zeladora do fórum, chegando à função de técnica judiciária.
 
Fórum Des. Munir Feguri – Com a inauguração do novo Fórum de Lucas do Rio Verde, em dezembro de 2020, o Poder Judiciário passou a garantir ainda mais eficiência no atendimento à população. Com uma área total de 25,6 mil metros quadrados e mais de 5 mil metros quadrados de área construída, o fórum possui 122 servidores e servidoras com uma estrutura distribuída em sete varas, sendo quatro cíveis, duas criminais, o Juizado Especial Cível e Criminal, além do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) e da Justiça Comunitária.
 
Moderno e funcional, o fórum possui ainda um amplo espaço para o Tribunal do Júri, formado por um auditório, duas celas, sala de reconhecimento, parlatório, sala para refeição dos jurados e banheiros. Atualmente tramitam na comarca 19.812 processos.
Participaram da solenidade o desembargador aposentado e ex-presidente do TJMT, José Ferreira Leite, o juiz aposentado José de Arimatéia, amigo da família Feguri, o juiz auxiliar da presidência, Tulio Duailibi Alves de Souza, além de juízes da comarca e diversas autoridades locais. A filha de Mariasinha, Simone Borba da Silva, representou a família na solenidade.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: Foto horizontal da placa em um cavalete e ao lado a presidente do TJMT e familiares de Munir Feguri. Segunda imagem: Presidente Clarice Claudino em pé, segurando microfone e falando aos presentes. Ao lado dela está montado o dispositivo de autoridades. Terceira imagem: Juíza Lamisse Feguri, durante fala sobre a homenagem ao pai. Ela veste um blaser branco com detalhes em preto na gola. Quarta imagem: Corregedor atrás do púlpito, com microfone na mão direita. Ele usa terno marrom gravata em tom azul claro e camisa branca
 
 
Naiara Martins/ Fotos: Alair Ribeiro
 
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Mato Grosso

Circuito do Varejo promove capacitação sobre atendimento e vendas digitais em Lucas do Rio Verde, Alta Floresta, Colíder e Água Boa

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Empresários e equipes do comércio poderão participar de palestras práticas voltadas à experiência do cliente e estratégias de conversão
O Circuito do Varejo segue ampliando sua agenda de capacitações em Mato Grosso e desembarca, no mês de junho, nos municípios de Lucas do Rio Verde, Alta Floresta, Colíder e Água Boa. A iniciativa reúne empresários, gestores e equipes do comércio para uma programação voltada à melhoria do atendimento e ao fortalecimento das vendas presenciais e digitais.
Realizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial em Mato Grosso (Senac-MT), em parceria com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso (Sebrae-MT), o projeto percorre diferentes regiões do estado levando conteúdos estratégicos sobre comportamento do consumidor, experiência de compra e relacionamento com clientes.
A primeira parada será em Lucas do Rio Verde, no dia 3 de junho. Depois, o circuito segue para Alta Floresta, em 9 de junho, Colíder, no dia 11, e encerra a programação do mês em Água Boa, no dia 23. Em todas as cidades, a recepção ao público começa às 18h.
A partir das 19h30, o especialista em experiência do cliente Manoel Carlos Junior ministra a palestra “Atendimento que vende: como encantar o cliente dentro da loja”. O conteúdo apresenta estratégias para transformar o atendimento em diferencial competitivo, criando conexões com o consumidor e aumentando as oportunidades de fidelização e vendas.
Manoel Carlos Junior é curador e especialista em Customer Experience, além de autor dos livros “Experiencialize: os sete passos para transformar produtos e serviços em experiências” e “Experiencializando o Mundo: 40 histórias reais baseadas no método experiencialize”.
Na sequência, às 20h15, a empresária e business coach Uliana Ferreira conduz a palestra “Do direct ao Whatsapp: como atender e vender nos canais digitais”. A apresentação aborda técnicas para estruturar o atendimento online, fortalecer a comunicação digital e converter interações em vendas por meio das redes sociais e aplicativos de mensagens.
Uliana Ferreira é CEO do Grupo Dona, fundador do Instituto A Dona do Negócio e autora do livro best-seller “A Dona do Negócio”. A especialista atua com consultoria e aceleração de resultados para empresas e projetos de empreendedorismo feminino.
As inscrições são limitadas e podem ser feitas pela internet, na plataforma Sympla. Para participar, os interessados devem doar 5 quilos de alimentos não perecíveis no dia do evento. As arrecadações serão destinadas ao programa Sesc Mesa Brasil.
Serviço:
 
Evento Circuito do Varejo 2026
 
Inscrições: Ingresso solidário de 5 kg de alimentos não perecíveis
Lucas do Rio Verde
Data: 3 de junho, a partir das 18h
Local: Auditório Sebrae em Lucas do Rio Verde, Avenida Pará, 484-s –
Alvorada, Lucas do Rio Verde
Inscrições:  via Sympla (https://www.sympla.com.br/evento/circuito-do-varejo-2026—–edicao-lucas-do-rioverde/3412816)
Alta Floresta
Data: 9 de junho, a partir das 18h
Local: Teatro Agostinho Bizinotto – Centro Cultural, Travessa C-A, Alta Floresta
Inscrições: via Sympla (https://www.sympla.com.br/evento/circuito-do-varejo-2026—–edicao-altafloresta/3405873)
Colíder
Data: 11 de junho, a partir das 18h
Local: Auditório Amazonia ACIC – R. Luiz Aldori Neves Fernandes, 745 – Centro, Colíder
Inscrições: via Sympla (https://www.sympla.com.br/evento/circuito-do-varejo-2026—–edicaocolIder/3405768)
Água Boa
Data: 23 de junho, a partir das 18h
Local: Auditório da Associação Comercial de Água Boa (Aceab) – R. Nove, 338 – Centro, Água Boa
Inscrições: via Sympla (https://www.sympla.com.br/evento/circuito-do-varejo-2026—–edicao-aguaboa/3405939)
O Sistema S do Comércio é presidido pelo empresário José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.
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Mato Grosso

Leis aprovadas por Câmaras são declaradas inconstitucionais em MT

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Foto- Assessoria

Leis aprovadas em câmaras municipais que avançam sobre atribuições típicas do Poder Executivo continuam sendo alvo de questionamentos no Judiciário, com reiterado reconhecimento de inconstitucionalidade por vícios formais. Em decisões recentes envolvendo municípios mato-grossenses, a exemplo de Sinop e Rondonópolis, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reafirmou os parâmetros que delimitam a atuação do Legislativo local.

Nesse contexto, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) tem se manifestado em ações diretas de inconstitucionalidade apontando irregularidades em leis de iniciativa parlamentar que tratam da execução de políticas públicas. Foi o que ocorreu nos casos das Leis Municipais nº 3.599/2025, que instituiu a denominada Escola Ambiental, e nº 3.641/2026, que criou o Programa Oftalmologia nas Escolas, ambas no município de Sinop.

As análises jurídicas indicam que essas normas apresentaram vício formal de iniciativa, uma vez que trataram de matérias cuja proposição é reservada ao chefe do Poder Executivo. A Constituição Federal e a Constituição do Estado de Mato Grosso estabelecem que cabe privativamente ao Executivo propor leis que disponham sobre organização administrativa, funcionamento de órgãos públicos e implementação de políticas governamentais, entendimento que se aplica aos municípios por simetria constitucional.

Nos casos analisados, as leis não se limitaram à criação de diretrizes gerais, mas passaram a disciplinar a execução das políticas públicas. Entre os pontos identificados estão a definição de periodicidade de serviços, a imposição de atividades específicas por secretarias e a vinculação direta de ações à estrutura administrativa do município. Esse tipo de previsão normativa caracteriza ingerência indevida na esfera do Executivo, ao restringir a margem de decisão administrativa quanto à conveniência, oportunidade e viabilidade das medidas.

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Situação semelhante foi verificada em Rondonópolis, onde a Lei Municipal nº 14.224/2025 instituiu o projeto “Bem-Estar Rural”, determinando a realização de atividades físicas e de lazer para a população, com frequência mínima semanal e execução a cargo de secretaria municipal. O entendimento consolidado foi de que a norma, também de iniciativa parlamentar, impôs obrigações concretas ao Executivo, interferindo na gestão administrativa, no planejamento de políticas públicas e na alocação de recursos humanos, além de exigir contratação de profissionais.

Nessa hipótese, assim como em Sinop, o Ministério Público apontou que, embora a iniciativa legislativa tenha sido orientada por finalidade social relevante, a forma adotada acabou por invadir a esfera de competência do Executivo, comprometendo o equilíbrio entre os poderes e retirando do gestor público a possibilidade de avaliar a melhor forma de execução da política pública.

Outro ponto comum nos casos analisados é a violação ao princípio da separação dos poderes. Embora o Legislativo tenha papel essencial na formulação de normas e na representação da sociedade, sua atuação encontra limites constitucionais. Quando a lei estabelece comandos operacionais específicos, substitui a discricionariedade administrativa por obrigações previamente definidas, caracterizando interferência indevida na gestão pública.

Além disso, foi constatada a ausência de estimativa de impacto orçamentário e financeiro em leis que criavam despesas públicas obrigatórias e continuadas. A exigência constitucional de apresentação desse estudo busca garantir o equilíbrio das contas públicas e a compatibilidade com o planejamento orçamentário. A inobservância desse requisito tem sido considerada vício suficiente para invalidar as normas.

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A atuação do Ministério Público nesses casos busca assegurar que o processo legislativo observe os parâmetros constitucionais, contribuindo para a produção de normas eficazes e juridicamente válidas, sempre reconhecendo o importante papel das câmaras municipais na elaboração de leis que estabeleçam diretrizes gerais e políticas públicas em sentido amplo.

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Mato Grosso

Estado é condenado a reformar Cadeia Pública feminina de Cáceres

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A pedido da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres (a 225 km de Cuiabá), a Justiça determinou que o Estado de Mato Grosso apresente, no prazo de até 90 dias, um plano completo para sanar irregularidades estruturais, sanitárias e de segurança na Cadeia Pública Feminina de Cáceres, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. A 4ª Vara Cível da comarca julgou procedente a Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso. A sentença foi proferida em 21 de maio.

A decisão judicial estabelece que o Estado deve elaborar, apresentar e implementar um Plano de Adequação Estrutural e Funcional, no qual deverão constar, de forma detalhada, todas as intervenções necessárias para a regularização da unidade, incluindo obras, reparos e medidas voltadas ao cumprimento das normas de segurança contra incêndio, das condições sanitárias e das exigências estruturais. O cronograma deverá indicar, ainda, os prazos de início e conclusão de cada etapa, a estimativa de custos, as fontes de financiamento e os órgãos responsáveis pela execução.

Além disso, o Estado deverá comprovar periodicamente o andamento das ações por meio da apresentação de relatórios técnicos e registros fotográficos a cada 60 dias, evidenciando a evolução das medidas adotadas. Na sentença, o juízo também fixou multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil, em caso de descumprimento dos prazos estabelecidos.

De acordo com a ação, a investigação teve início após a 1ª Promotoria de Justiça Criminal identificar irregularidades relevantes na unidade durante fiscalizações de rotina, especialmente relacionadas à estrutura física, à segurança e ao funcionamento, com risco à integridade de custodiadas e servidores. Diante desse cenário, a 1ª Promotoria de Justiça Cível instaurou procedimento para acompanhar a situação e cobrar providências do Estado, responsável pela gestão do sistema prisional.

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As apurações revelaram um quadro crônico de precariedade estrutural, com edificações deterioradas, problemas nas instalações elétricas, ausência de sistemas adequados de prevenção a incêndios e falhas nas condições sanitárias. Relatórios técnicos e vistorias realizadas por órgãos como o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária e o Centro de Apoio Operacional do Ministério Público (CAO-MP) confirmaram os riscos. Na cadeia feminina, foram registrados, entre outros problemas, fiação exposta e sobrecarga elétrica, fatores que motivaram, inclusive, pedido de interdição parcial.

“As irregularidades estruturais constatadas pelo Centro de Apoio Operacional do Ministério Público expõem de forma permanente pessoas privadas de liberdade, servidores e demais usuários das unidades prisionais a riscos concretos à vida e à integridade física, especialmente em razão da precariedade das edificações, da ausência de manutenção preventiva e da deficiência das instalações elétricas e estruturais.”, narra a ação.

Segundo o MPMT, as medidas adotadas pelo Estado ao longo da investigação foram pontuais e insuficientes para solucionar as irregularidades. O Ministério Público também buscou uma solução extrajudicial, por meio da proposta de celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não obteve resposta do poder público.

Foto: Reprodução. 

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