Política MT
Jurista especialista em Direito Eleitoral defende candidatura avulsa em eleições majoritárias
Em debate nas redes sociais, Rodrigo Cyrineu destaca que neste sistema os eleitores votam em pessoas e não em partidos

Euclides Ribeiro
Em live realizada nas redes sociais na noite de terça-feira (28), o advogado e membro consultor da Comissão Especial de Direito Eleitoral da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Rodrigo Cyrineu, defendeu a possibilidade de candidatura avulsa nas eleições majoritárias já a partir das próximas eleições. O advogado defendeu seu ponto de vista em debate moderado por Guilherme Sturm, CEO da Essent Jus (que realiza gestão financeira de partidos políticos e candidatos) com a participação do presidente do Instituto Gaúcho de Direito Eleitoral, Caetano Cuervo Lo Pumo.

Rodrigo Cyrineu
Para Cyrineu, o tema permite a ampliação do direito de liberdade de se candidatar e afirma que para as eleições com sistema majoritário, a candidatura avulsa já seria uma realidade para os próximos pleitos.
“O relator dessa questão disse que no sistema majoritário, ou seja, nas eleições para prefeito, governador, presidente e senado federal, o eleitor não vota no partido, ele vota na pessoa. Portanto, os partidos não teriam preponderância, não teriam primazia como têm no sistema proporcional, porque os eleitores votam nas pessoas, por que não viabilizar as candidaturas avulsas ao menos neste sistema?”, questionou.
O advogado ainda lembrou que o tema tem sido debatido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) onde o ministro Luís Roberto Barroso, relator no Supremo do processo que pode resultar na liberação da candidatura avulsa, realizou audiências públicas para tratar do assunto. “O ministro havia prometido uma posição sobre o tema ainda no primeiro semestre deste ano, mas talvez não deva acontecer por conta da pandemia do novo coronavírus”, contou.
Em Mato Grosso, o advogado especialista em reestruturação de empresas, Euclides Ribeiro, entrou na disputa para eleições suplementares ao Senado Federal para ocupar a vaga deixada pela juíza Selma Arruda com registro de candidatura avulsa. “Sabemos que a maioria da população já simpatiza com a candidatura avulsa e que a imagem dos partidos está desgastadas perante a sociedade. Acredito que não pertencer a um partido seja a melhor forma de defender temas que envolvem interesse público e ter um mandato livre para defender as causas que defendo”, justificou.
O presidente do Instituto Gaúcho de Direito Eleitoral, Caetano Cuervo Lo Pumo, acredita que é possível a validação da candidatura avulsa, mas frisa que o sistema atual é mal compreendido, e não seria tão simples implantá-la no Brasil sem uma reforma. “A candidatura avulsa é possível, é viável, oxigena, mas ela tem de vir acompanhada de uma série de regras, porque cada país que a implementa considera as suas peculiaridades, e nós temos as nossas. Não podemos importar simplesmente o modelo”, afirmou.
A quebra do monopólio partidário de candidaturas surtirá efeito imediato no problema mais agudo dos partidos políticos, qual seja a falta de democracia interna. A partir do momento em que os partidos passam a ser apenas uma opção, e não mais condição para se candidatar, a lógica se inverte. As legendas vão ter que cativar os bons quadros, e isso envolve voz e espaço nas esferas internas de decisão, sob pena de os perder.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
Política MT
Cláudio Ferreira elogia deputado Nininho durante anúncio de recursos para a Santa Casa de Rondonópolis
Política MT
“RGA é direito” será o tema do Grande Ato dos servidores no dia 25 de maio

Servidores estaduais e municipais de vários locais do estado estarão em Cuiabá para participar na próxima segunda-feira(25) do Grande Ato do Movimento Sindical Unificado pelas ruas do Centro Político Administrativo, rumo ao Palácio Paiaguás, a partir das 14h.
O ato que tem como tema “RGA é direito. E direito se conquista com luta, mobilização e unidade!” quer chamar a atenção do governo para abrir mesa de negociação e ouvir as reivindicações dos servidores e debater alternativas para se resolver o caso dos consignados, as cobranças previdenciárias sobre aposentados e pensionistas e também o plano de cargos e salários de cada categoria. “São reivindicações históricas que geram insatisfação dos servidores de forma geral no estado. O governo não pode fingir que nada está acontecendo. São mais de 250 mil famílias impactadas mensalmente pela defasagem salarial provocada pelo não pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA)”, diz a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso(FEESP-MT) Carmem Machado.
O Movimento Sindical Unificado também cobra uma mudança de postura do governador, Otaviano Pivetta em relação à adotada na gestão do governador Mauro Mendes em relação aos consignados. Os servidores relatam dificuldades financeiras provocadas por descontos elevados em folha, juros acumulados e falta de mecanismos de proteção aos trabalhadores endividados. Soma-se a isso a cobrança previdenciária sobre aposentados e pensionistas, tema que continua gerando forte indignação entre categorias do funcionalismo.
“Precisamos de uma resposta do governo. Abrir a mesa de negociações”, argumenta Carmem.
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