Mato Grosso
Laboratório inaugurado na UFMT amplia parceria científica entre China e Brasil

A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico esteve presente, nesta segunda-feira (21.7), na cerimônia de inauguração do Laboratório de Alimentação Sustentável da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) em Cuiabá, realizado em parceria com a Universidade do Sul da China. O evento representa mais um avanço nas relações de cooperação científica e tecnológica entre Brasil e China, com foco na segurança alimentar e na sustentabilidade da produção agropecuária.
A Sedec tem atuado como facilitadora de articulações entre instituições mato-grossenses e universidades chinesas. Desde 2022, a pasta viabilizou projetos conjuntos com a UFMT, como o estudo sobre a prevalência de Salmonella em pisciculturas e o desenvolvimento de tecnologias para sua prevenção.
A iniciativa é resultado da adesão da UFMT ao CLAC-SFIC (China, Latino-América e Caribe – Centro de Inovação de Produção Sustentável de Alimentos), um projeto internacional que prevê a criação de subcentros em diferentes países. O objetivo é integrar as vantagens da China e da América Latina na área da ciência e tecnologia agrícola, por meio da construção de uma rede de cooperação internacional que reúna academia, setor produtivo e inovação tecnológica.
A secretária adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia, Linacis Silva Vogel Lisboa destacou a relevância da parceria para os avanços no campo da pesquisa e da inovação.
“Mato Grosso só chegou até aqui por causa de todo o investimento em pesquisa realizado mas, para avançar nos desafios de produtividade, climáticos, entre outros, e contribuir para a segurança alimentar, a pesquisa é fundamental. Acreditamos que, com esta parceria, potencializamos ainda mais o intercâmbio de conhecimento, tecnologia e desenvolvimento econômico”, afirmou.
Durante o evento, Yang Weicai, representante do Laboratório Nacional de Yazhouwan, reforçou a importância da cooperação internacional diante dos desafios atuais.
“A segurança alimentar é vital para a sobrevivência e desenvolvimento humano, e no atual cenário global complexo e imutável, aprofundar as cooperações internacionais é uma urgência mais necessária do que nunca. Que este evento seja um novo ponto de partida para trabalharmos juntos rumo a um futuro mais próspero e sustentável para a humanidade”, declarou.
A estrutura recém-inaugurada na UFMT atuará em temas estratégicos como fertilizantes e defensivos sustentáveis, automação da produção, aproveitamento energético de resíduos e integração entre pastagens e florestas.
O senador da República Wellington Fagundes também participou da cerimônia e ressaltou o papel estratégico da China para o comércio e a cooperação brasileira.
“Desde 2009, a China ostenta a posição de maior parceiro comercial do Brasil. Em 2024, a China foi o principal destino das exportações brasileiras, respondendo por 28% do valor total exportado e por 41,4% do superávit comercial do Brasil. Agora, nossos países constroem mais uma ponte nesse campo tão relevante que é a segurança alimentar sustentável”, disse.
A reitora da UFMT, Marluce Silva destacou o compromisso da universidade com a pesquisa científica voltada ao desenvolvimento sustentável.
“Trata-se do início de uma relação e, nesse movimento, a UFMT se compromete a desenvolver pesquisas de alta qualidade tanto para o aumento da produção do setor da agropecuária mato-grossense, trazendo mais perto a agricultura familiar e tendo como eixo condutor a conquista da produção sustentável sem a emissão de carbono”, afirmou.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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Mato Grosso
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