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Lúdio recomenda à Seduc medidas para prevenir e conter covid nas escolas

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Foto: Assessoria

O deputado estadual e médico sanitarista Lúdio Cabral (PT) recomendou à Secretaria de Estado de Educação (Seduc) a adoção de medidas para conter a propagação do coronavírus dentro das escolas estaduais e evitar que elas se tornem locais de espalhamento da epidemia. Durante a convocação do secretário Alan Porto, na terça-feira (17), na Assembleia Legislativa, Lúdio reafirmou que o retorno das aulas presenciais foi precipitado, antes da imunização completa dos profissionais da Educação e da redução da taxa de incidência da doença na população a patamares seguros.

“O vírus não nasce por geração espontânea na escola. Ele é transmitido por pessoas. A partir do momento que o governo abre as escolas para atividades presenciais, é dever do Estado evitar que, caso o vírus entre na escola, ele não se espalhe a partir da escola. Não é uma tarefa simples e exige uma série de cuidados. As escolas estaduais, com quase 400 mil crianças e jovens, reúnem centenas de milhares de círculos de convivência, que convivem por quatro horas dentro de sala de aula. Ainda há tempo para tomar as medidas necessárias”, alertou Lúdio.

A primeira medida recomendada por Lúdio à Seduc foi dar autonomia às escolas para definir a modalidade de ensino (remoto ou híbrido) conforme a situação epidemiológica do município e condição estrutural da escola. E, no caso das unidades que mantiverem atividades presenciais, aumentar a prevenção do contágio com fornecimento de máscaras PFF2 aos trabalhadores da Educação, melhoria das condições de higiene e ventilação, testagem periódica dos profissionais e deslocamento dos trabalhadores com comorbidade e gestantes para o trabalho remoto.
“Tem que ter condições básicas de higiene. O álcool em gel tem que ser individualizado. Tem que ter água e sabão e papel toalha. Recebi fotos de escola com toalhas de pano. Tem escola com 1,6 mil alunos que tem só uma pia. Essa escola não pode retomar atividade presencial ainda”, observou Lúdio, ao exibir diversas mensagens enviadas por profissionais da rede estadual.

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Para bloquear a propagação do vírus, Lúdio Cabral recomendou isolar e colocar em quarentena imediata todo profissional e aluno com suspeita de covid e todos os seus contatos escolares. “O profissional com sintoma respiratório já é caso suspeito e tem que ser testado imediatamente e isolado. Não adianta mandar ele procurar o sistema de saúde para testar e pegar atestado. A Seduc não está cumprindo seu próprio protocolo”, afirmou.
Lúdio questionou o secretário sobre quantos casos de covid-19 foram registrados e em quais escolas, e quais as providências adotadas pela Seduc. Alan Porto afirmou que, em uma semana de aulas, 10% das escolas já registraram casos de covid. “Ter 10% das escolas com casos confirmados de covid em uma semana é sinal de um risco altíssimo de espalhamento do vírus a partir das escolas de forma exponencial. Quantas escolas serão na semana que vem? E na seguinte?”, destacou Lúdio.

“Retornar sem cobertura vacinal maior da população e sem imunização completa dos trabalhadores da Educação demonstra que, para o governo, os trabalhadores que perderam a vida nesse processo são apenas números. A intenção da Seduc foi retornar as atividades presenciais a qualquer custo, sem garantir a segurança dos trabalhadores da Educação”, afirmou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público (Sintep), Valdeir Pereira.

Mortalidade – Lúdio Cabral observou que Mato Grosso lidera o ranking de mortalidade por covid-19 (374 mortes a cada 100 mil habitantes), está na vice-liderança na taxa de incidência semanal de casos novos (com 260 casos a cada 100 mil habitantes, atrás apenas de Goiás) e é o 22º Estado em cobertura vacinal (18,5% da população completamente imunizada). “O ideal para retorno presencial é ter taxa de incidência abaixo de 100 casos. Pelo ritmo de descida da pandemia, teremos essa taxa em 3 de outubro, quando Mato Grosso deve ter 498 casos novos por dia de média móvel, que hoje é de 1.025. Alguns municípios já têm esse cenário, e outros não. Por isso é importante dar autonomia à unidade escolar”, disse.

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Como médico sanitarista, o parlamentar tem acompanhado a evolução da pandemia desde março de 2020 e fez diversas recomendações ao governador e autoridades sanitárias, que foram ignoradas ou acatadas tardiamente. “O governo adotou ações tardias e insuficientes de enfrentamento à pandemia, aliadas à lentidão na vacinação da população. Mato Grosso é um fracasso na gestão da pandemia e está numa situação muito pior que os outros Estados do Brasil. As autoridades responsáveis por tomar decisões às vezes se fazem de surdas e cegas, quando está óbvio o que precisa ser feito. Infelizmente, em Mato Grosso, as autoridades com poder de decisão foram contaminadas pelo negacionismo na pandemia”, afirmou Lúdio Cabral.

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Wilson Santos contesta cobrança de novo pedágio e alerta para injustiça social

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O deputado estadual Wilson Santos (PSD) fez um pronunciamento contundente na tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), nesta quarta-feira (15), contra a proposta de instalação de novas praças de pedágio entre os municípios de Nossa Senhora do Livramento, Poconé e a comunidade do Chumbo. Ele afirmou que não é contrário ao sistema de concessões e à cobrança deste tipo de serviço, mas criticou a ausência de uma política socioeconômica que considere as diferenças de renda da população a ser impactada com a cobrança.

O parlamentar alertou para o avanço gradual da política de implantação de pedágios no Estado e demonstrou preocupação com a expansão das cobranças para regiões marcadas pela vulnerabilidade social. “A vida é mais ou menos assim, começa devagarinho, de forma discreta, lentamente, aos poucos vai tomando velocidade. Aí, vai ganhando corpo e vai comendo tudo. Eu sempre digo e vou repetir a frase: quando a esperteza é demais, ela come o próprio dono. Essa questão de pedágios em estradas em Mato Grosso começou lentamente. Agora querem colocar pedágio na região da comunidade Chumbo, uma das regiões mais pobres de Mato Grosso”, pronunciou.

Wilson Santos destacou também que Poconé apresenta um dos menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do Estado e defendeu que decisões dessa natureza levem em consideração a realidade econômica das comunidades diretamente atingidas. “O município de Poconé tem um dos piores índices de desenvolvimento humano do país, comparado às regiões mais pobres da África. Eu não sou contra a política de pedágios. Mas é preciso haver responsabilidade, planejamento, equilíbrio e bom senso”, declarou.

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Na avaliação dele, a atual forma de cobrança desconsidera completamente a capacidade financeira dos usuários das rodovias, impondo o mesmo valor tanto para grandes empresários quanto para cidadãos de baixa renda. “O pedágio não tem um perfil econômico-social. Ele cobra do produtor de 500 mil hectares de soja o mesmo que cobra alguém que recebe Bolsa Família. Não há justiça no pedágio. O estudante universitário, um pequeno produtor rural, um produtor de leite e um pequeno comerciante. Todos pagam o mesmo valor de um grande produtor e industrial”, justifica.

Ao encerrar a sua manifestação em plenário, o parlamentar classificou como inadequada a proposta de implantação das novas praças de cobrança na região de Nossa Senhora do Livramento e Poconé. Logo com o seu posicionamento e demais colegas parlamentares, o Governo de Mato Grosso suspendeu imediatamente a decisão tomada em cobrar pedágios na região.

Lei – Embora tenha criticado a proposta da gestão estadual, Wilson Santos ressaltou que seu posicionamento não representa oposição ao sistema de pedágios. Tanto que ele é autor da Lei Estadual nº 11.491/2021, que garante aos usuários das rodovias estaduais o direito de efetuar o pagamento das tarifas por meio de Pix e cartões, ampliando as formas de quitação nas praças de cobrança.

A legislação foi sancionada em 2021 e passou a ser efetivamente aplicada nas praças administradas pela concessionária Nova Rota do Oeste a partir de setembro de 2025, após cobranças feitas pelo deputado. “Lembro que, no ano de 2024, em uma viagem entre Rondonópolis e Cuiabá, fiquei parado no pedágio por falta de outras opções para efetuar o pagamento. Cobrei a aplicação da nossa lei para que os motoristas pudessem pagar seus pedágios de forma simples e rápida. Agora, eles têm um acesso mais fácil e maior comodidade, como exige a lei”, comentou.

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Para Wilson Santos, a discussão não deve se limitar à cobrança de tarifas, mas sim à construção de uma política pública que concilie o financiamento da infraestrutura rodoviária com justiça social. Atualmente, Mato Grosso possui praças de pedágio em rodovias federais, como a BR-163, administrada pela Nova Rota do Oeste, e também em rodovias estaduais concedidas à iniciativa privada.

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PL convoca convenção estadual para definir candidaturas e coligações em Mato Grosso

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Encontro será realizado no dia 22 de julho, em Cuiabá, e definirá os nomes do partido para as eleições de 2026

Foto- Divulgação

O Partido Liberal (PL) de Mato Grosso publicou o edital de convocação da Convenção Estadual que definirá as candidaturas e as estratégias da legenda para as eleições de 2026. O encontro será realizado no próximo 22 de julho, das 9h às 12h, na sede estadual do partido, localizada na Avenida Dom Bosco, nº 1.666, no bairro Goiabeira, em Cuiabá.

Assinado pelo presidente da Comissão Provisória Estadual do PL, Ananias Martins de Souza Filho, o edital convoca os membros da comissão e os convencionais do partido para deliberarem sobre as candidaturas aos cargos majoritários e proporcionais, além da formação de coligações.

Entre os principais itens da pauta estão a definição dos candidatos ao Governo de Mato Grosso, Vice-Governadoria, Senado Federal e suplentes, além da escolha dos candidatos a deputado federal e deputado estadual.

A convenção também discutirá a celebração de coligações para a disputa majoritária, a delegação de poderes à comissão provisória do partido e outros assuntos de interesse partidário e eleitoral.

O documento informa ainda que o horário da convenção poderá ser estendido, prorrogado ou alterado, conforme deliberação dos convencionais.

A realização da convenção marca uma das etapas mais importantes do calendário eleitoral, uma vez que é nesse momento que os partidos oficializam seus candidatos e definem as alianças que irão disputar as eleições gerais de 2026. Em Mato Grosso, o PL é uma das principais forças políticas do Estado e a expectativa é de que o encontro reúna lideranças estaduais e nacionais da legenda para anunciar oficialmente sua composição na disputa eleitoral.

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Pivetta afirma “pular para dentro e resolver” falta de água em VG  

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O governador citou que escassez do recurso revela omissão e falta de humanismo das gestões anteriores

Foto-Assessoria

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos), nesta segunda-feira (13) nas suas redes sociais, afirmou que irá “pular para dentro e resolver” o problema da falta de água em Várzea Grande.

Pivetta acrescentou que o recurso é indispensável para os várzea-grandense viverem com dignidade e, por isso, não aguardará soluções externas serem apresentadas.

“Não admito que nos dias de hoje, com tudo que temos, alguém ainda em Mato Grosso não tenha esse bem básico para viver com o mínimo de dignidade.  Nós vamos procurar em vez de criticar ou esperar. Vamos pular para dentro e ajudar a resolver”, pontuou.

Recentemente, a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), afirmou que precisa receber ajuda do governo estadual para melhorar a distribuição da água. Ela relatou que a prefeitura não tem recursos para regularizar as pendências do Departamento de Água e Esgoto (DAE).

Pivetta, então, classificou as gestões anteriores do município como omissas e sem humanismo por não solucionarem a escassez da água.

“É muito difícil estar governando e aceitar isso como algo normal. Eu não aceito. Vamos trabalhar para resolver a saga desse povo mato-grossense. Nosso plano está sendo elaborado. Muito em breve, faremos a aliança pela água. Considero omissas as gestões que deixaram essa situação durante muito tempo.  Falta de humanismo, porque água é necessidade primária, ninguém vive sem água”, avaliou.

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O governador concluiu dizendo conhecer os transtornos causados pela falta de água, porque enfrentou a falta do recurso quando chegou em Cuiabá. Ele nasceu no Rio Grande do Sul e mudou-se para a capital mato-grossense no ano de 1982.

“Eu sei, porque experimentei o que é não ter casa sem água. Chegamos em Mato Grosso e, durante os dez primeiros dez anos, nós pegávamos água de balde, de poço e levávamos para casa fazer comida, tomar banho. Sei o que é viver sem água”, completou.

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