Mato Grosso
Maioria dos atletas de alto rendimento que recebem bolsa do Governo de MT tem entre 14 e 25 anos
O Projeto Olimpus, que prevê o pagamento de auxílio financeiro para atletas e técnicos do Estado, visa fomentar o esporte mato-grossense e a participação dos atletas estaduais em competições nacionais e internacionais.
De acordo com o levantamento, 73% dos contemplados na categoria Atleta Nacional têm entre 14 e 24 anos, e 81% da categoria Atleta Internacional têm entre 14 e 25 anos. Os valores das bolsas mensais em cada uma das categorias são de R$ 1,2 mil e R$ 2 mil, respectivamente.
“Normalmente, o amadurecimento nos esportes e de resultados no alto rendimento acontecem mais ou menos nessa faixa etária. Há modalidades que são diferentes, em que os atletas são um pouco mais velhos, mas, no geral, a média etária é essa mesma na elite do esporte”, explica o secretário da Secel, Jefferson Carvalho Neves.
Consideradas de alto rendimento e destinadas a atletas que obtiveram resultados em competições ou rankings nacionais e internacionais, as categorias Nacional e Internacional atualmente contam com 215 beneficiados no total. As modalidades com maior número de esportistas são atletismo, Wrestling, handebol, judô, rugby, goalball e futebol de cegos.
Dentre os destaques de alto rendimento beneficiados pelo programa Olimpus estão os atletas de Wrestling, Igor Queiroz e Guilherme Porto; os competidores de provas de atletismo Lissandra Campos, Jânio Varjão, Franciely Marcondes, Elaine Gama, Arthur Curvo e Wendell Jerônimo; e as atletas paralímpicas Ana Carolina Duarte, do goalball, e Érika Cheres, do judô.
Quanto ao gênero dos participantes, os homens ainda são maioria, com uma porcentagem de 60% em relação às mulheres, que ocupam 40% das vagas no nas categorias Nacional e Internacional do último edital Bolsa Atleta. De qualquer forma, elas têm elevado o nível do esporte em Mato Grosso. São 86 mulheres beneficiadas e muitas delas são destaques em suas modalidades, como por exemplo a atleta Lissandra Campos, que recentemente conquistou a medalha de ouro na prova do salto em distância no Campeonato Sul-americano Indoor de Atletismo.![]()
O relatório anual do programa Olimpus traz, também, informações sobre os esportistas contemplados nas categorias de base. Visando incentivar a formação esportiva de novos talentos do esporte, o auxílio mensal do Governo do Estado dispõe de bolsas de R$ 200, R$ 400 e R$ 800, nas categorias Infantil, Base e Estudantil (nessa ordem).
Ao todo, são 273 atletas nas três categorias, que competem em variadas modalidades, dentre as quais o atletismo, basquetebol, handebol, futsal e voleibol têm a maior quantidade de beneficiados.
Na Infantil são 60 esportistas de 9, 10, 11 e 12 anos, sendo 15 beneficiados em cada idade. Diferenciando-se pela posição alcançada nas competições, as categorias Base e Estudantil contemplam atletas com idade entre 12 e 17 anos e ambas têm 59% dos beneficiados na faixa etária de 12 a 14 anos. ![]()
Aos 15 anos, o atleta de Wrestling, Raphael Duarte, é um dos bolsistas do programa na categoria Estudantil. Neste ano, o jovem esportista foi convocado pela Confederação Brasileira de Wrestling (CBW) para compor a seleção brasileira de base da modalidade. Em 2023, Raphael foi campeão mundial escolar no Gymnasiade e líder do ranking nacional estilo livre e greco romano 85kg.
“O programa cumpre um papel fundamental que é dar oportunidades quando os atletas estão começando, e continua dando suporte e condições para permanecerem treinando e se desenvolvendo cada vez mais. Os resultados são incríveis com muitos atletas alcançando pódios e levando o nome de Mato Grosso para todos os cantos do país e do mundo”, finaliza Jefferson.
Confira o relatório da Secel em anexo.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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