Mato Grosso
Mais 595 casas entregues em Cuiabá: “minha família vai morar em segurança”, afirma beneficiado pelo SER Família Habitação”

Mais 595 novas casas foram entregues pelo Governo de Mato Grosso e Governo Federal, nesta quinta-feira (30.10), em Cuiabá. As unidades habitacionais estão localizadas no Residencial Parque do Cerrado, nos condomínios Ipê e Guará, condomínio que foi premiado nacionalmente em setembro de 2025 pela qualidade do empreendimento e que faz parte do programa SER Família Habitação, Entrada Facilitada.
Alef e Dandara Dias, com os filhos de 6 anos e 1 mês, receberam as chaves do primeiro imóvel próprio e serão moradores do residencial. Alef contou que está muito feliz por estar proporcionando um bom lugar para a família morar. “Minha família vai morar em segurança. Graças a Deus, agora tenho um endereço fixo”, declarou.
Foto: Mayke Toscano/Secom-MT
Já a esposa, Dandara, ressaltou a importância de ter subsídio para adquirir a casa própria. “É um sonho realizado. Não teríamos condições sem essas facilidades dos subsídios, seria muito mais difícil”, pontuou.
O governador Mauro Mendes destacou que esse é um dia especial na vida de cada um dos futuros moradores do condomínio, por ser o dia em que um sonho se torna realidade.
“Esse é um dia que marca a vida de todos nós. Eu vejo nos olhos de vocês, que vão receber essas chaves, o quanto esse momento é importante. E agora nós criamos esse programa, que foi idealizado pela Virginia, é cobrado por ela, mas que tem a participação de muitas pessoas. Um programa que entra exatamente ajudando as famílias na prestação da entrada que elas têm que pagar para comprar a casa própria, para que vocês possam entrar e ter a segurança de um lar. E ainda há as câmeras do Vigia Mais MT que estão sendo instaladas aqui, o que cria ainda mais uma sensação de segurança”, frisou Mauro Mendes.
Foto: Mayke Toscano/Secom-MT
O deputado estadual Paulo Araújo ressaltou que quando o Governo do Estado, o Governo Federal e instituições se unem, os resultados aparecem. “Nosso objetivo é a felicidade da população. Eu tenho certeza absoluta que todos que estão aqui hoje recebendo estas casas, comprando imóvel, não vão esquecer jamais desse dia”, falou.
A prefeita em exercício de Cuiabá, coronel Vânia Rosa, também reforçou a importância da união de esforços em prol da população. “Não se faz nada sozinho, principalmente o que é público. É essa união que faz com que as coisas aconteçam”, frisou.
O presidente da MT Par, Wener Santos, revelou que a meta para o programa SER Família Habitação – Entrada Facilitada é a entrega de 40 mil casas e apartamentos em todo o Estado até o fim de 2026.
“O programa está avançando muito. Temos a parceria do Governo Federal, Caixa Econômica Federal e municípios. Aqui em Cuiabá, por exemplo, o empreendimento tem 2.300 unidades e hoje estamos entregando a primeira etapa, com 595. Ainda hoje tem entrega em Várzea Grande e nos próximos dias teremos mais. Isso mostra que o programa está chegando até o cidadão, está atendendo as pessoas”, disse Wener.
A qualidade dos imóveis também foi destacada pelo superintendente da Caixa Econômica Federal, João Henrique Cruz de Oliveira.
“São 2.300 unidades de altíssimo padrão. Como é bom ver um empreendimento em que os detalhes foram cuidados, desde o plantio de uma árvore de forma adequada até a acessibilidade. Isso é construir com cuidado a partir do propósito de melhorar a vida das famílias”, falou.
Foto: Mayke Toscano/Secom-MT
Programa SER Família Habitação
Idealizado pela primeira-dama Virginia Mendes, o programa SER Família Habitação tem por objetivo promover a qualidade de vida da população urbana nos municípios, ampliando o acesso à moradia digna. Desde o início do programa, o Governo do Estado já investiu mais de R$ 245 milhões.
O programa tem duas modalidades: a Faixa Zero e a Entrada Facilitada. No Faixa Zero, o Governo de Mato Grosso entrega os imóveis sem qualquer custo para as famílias beneficiadas, que precisam ter uma renda per capita de até R$ 218. Atualmente, há cerca de 3 mil unidades habitacionais em construção pelo Estado.
Na modalidade Entrada Facilitada, o Governo de Mato Grosso ajuda no pagamento da entrada do imóvel cadastrado, com subsídio de até R$ 35 mil, dependendo do perfil do interessado, facilitando o acesso à casa nova. Esse valor pode ser somado às vantagens do programa Minha Casa Minha Vida e também ao uso do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Atualmente, há 2.816 casas e apartamentos disponíveis pelo programa.
Foto: Mayke Toscano/Secom-MT
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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