Mato Grosso
Mais de 3 mil beneficiários do SER Família CNH Social já estão com habilitação em mãos

Mais de 3 mil beneficiários do programa SER Família CNH Social, idealizado pela primeira-dama Virginia Mendes, já estão com sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em mãos. Os números são do Departamento Estadual de Trânsito (Detran).
“Estamos falando de 3 mil vidas transformadas com a CNH Social em Mato Grosso. Essa não é apenas uma estatística; são 3 mil histórias de superação, de esperança renovada e de um futuro mais promissor. O programa possibilita que essas pessoas consigam emprego, melhorem sua qualidade de vida e construam um futuro mais digno para si e suas famílias. É um investimento no presente e no futuro de Mato Grosso que me deixa imensamente feliz e orgulhosa”, afirmou a primeira-dama Virginia Mendes.
Desde o início do programa, em maio de 2024, o Detran convocou 9.179 candidatos para iniciarem o processo de primeira habilitação em 105 municípios de Mato Grosso.
Segundo o presidente da autarquia, Gustavo Vasconcelos, o Detran irá chamar os demais candidatos ainda no mês de maio, completando a convocação dos 10 mil beneficiários total do programa.
A estudante Talita Gonçalves Soares, de 25 anos, de Cuiabá, é uma das beneficiárias que já está com a habilitação em mãos. “Foi uma ótima experiência. Fiz todas as etapas exigidas pelo Detran e agora já estou com a minha CNH em mãos para buscar uma oportunidade no mercado de trabalho”, relatou.
Até o mês de abril de 2025, os candidatos finalizaram 6.720 cursos teóricos, 4.271 cursos práticos e 5.369 provas práticas. Das 3 mil CNHs emitidas, 1.160 são para categoria A, de moto; e 2.018 para categoria B, de carro.
“Foi muito bom. Estava precisando da CNH e não tinha condição de fazer. Fui beneficiada e estou muito realizada”, declarou a estudante Julia Carla Gonçalves, beneficiária do programa em Várzea Grande.
O programa SER Família CNH Social foi idealizado com objetivo de fornecer a primeira CNH, de forma gratuita, para pessoas de baixa renda em Mato Grosso.
O presidente Gustavo Vasconcelos apontou que o programa oferece para gerar novas oportunidades na vida das pessoas.
“O Detran é um instrumento do Governo do Estado para viabilizar a execução do programa. Sabemos que hoje possuir uma Carteira de Habilitação abre portas para melhores oportunidades de emprego e de melhoria na qualidade de vida das pessoas. Nos sentimos honrados em poder contribuir com mais essa ação social da primeira-dama Virginia Mendes que, com certeza, já está mudando a vida de tantas pessoas em Mato Grosso”, destacou.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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