Política MT
Mato Grosso pode instituir Semana Estadual de Conscientização da Psoríase
Foto: Ronaldo Mazza
Aprovado em segunda votação, o Projeto de Lei 387/2019, de autoria do deputado Romoaldo Júnior (MDB), que institui a Semana Estadual de Conscientização sobre a Psoríase, a ser decretada anualmente na semana do dia 29 de outubro, Dia Internacional de Conscientização da Psoríase, instituído pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
De acordo com a União das Associações de Portadores de Psoríase do Brasil (ONG Psoríase Brasil), atualmente a psoríase atinge 125 milhões de pessoas no mundo, sendo cerca de 5 milhões de brasileiros. A doença é crônica, inflamatória, sistêmica, mas pode ser controlada com tratamento adequado e não é contagiosa.
“É um problema que tem que ser discutido, pois provoca discriminação, por falta de informação. Muito mais que um transtorno estético, pode causar uma série de impactos negativos na vida do doente, como depressão, discriminação social e até profissional”, advertiu o parlamentar.
A causa da doença ainda é desconhecida, pode surgir em qualquer fase da visa, sendo mais frequente o seu aparecimento antes dos 30 anos, ou após os 50. Em se tratando de preconceito, Romoaldo ilustra que um adulto já pode ter inúmeras dificuldades em conviver com ela, o que dizer de uma criança?
“É importante explicar para a criança que a psoríase é só um detalhe em sua vida, não é o que a define. É fundamental que os pais ajudem o filho a entender sua condição, para que ele saiba como agir nos momentos de crise, quando aparecem as escamações, que podem causar constrangimento. Ele também precisa entender que outras crianças podem agir de forma nem sempre simpática e saber como reagir a isso”, resumiu.
Pesquisa mundial encomendada sobre o assunto pela indústria farmacêutica revela que o Brasil é líder em preconceito: 96% dos entrevistados afirmaram ter sido vítimas de humilhação e discriminação em razão da enfermidade. A média global é de 84%. Países latinos, como México e Argentina, tiveram índices melhores, abaixo inclusive da média global.
“O nosso projeto visa combater o preconceito e melhorar a qualidade de vida das pessoas que convivem com a doença. O preconceito contagia, a psoríase não. Temos que desmistifica-la, conscientizando a população que tem de procurar um especialista, e de que não se trata de um problema transmissível. Vamos combater esse estigma!”, concluiu o emedebista que sempre defende projetos voltados à saúde.
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Pivetta afirma “pular para dentro e resolver” falta de água em VG
O governador citou que escassez do recurso revela omissão e falta de humanismo das gestões anteriores

Foto-Assessoria
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos), nesta segunda-feira (13) nas suas redes sociais, afirmou que irá “pular para dentro e resolver” o problema da falta de água em Várzea Grande.
Pivetta acrescentou que o recurso é indispensável para os várzea-grandense viverem com dignidade e, por isso, não aguardará soluções externas serem apresentadas.
“Não admito que nos dias de hoje, com tudo que temos, alguém ainda em Mato Grosso não tenha esse bem básico para viver com o mínimo de dignidade. Nós vamos procurar em vez de criticar ou esperar. Vamos pular para dentro e ajudar a resolver”, pontuou.
Recentemente, a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), afirmou que precisa receber ajuda do governo estadual para melhorar a distribuição da água. Ela relatou que a prefeitura não tem recursos para regularizar as pendências do Departamento de Água e Esgoto (DAE).
Pivetta, então, classificou as gestões anteriores do município como omissas e sem humanismo por não solucionarem a escassez da água.
“É muito difícil estar governando e aceitar isso como algo normal. Eu não aceito. Vamos trabalhar para resolver a saga desse povo mato-grossense. Nosso plano está sendo elaborado. Muito em breve, faremos a aliança pela água. Considero omissas as gestões que deixaram essa situação durante muito tempo. Falta de humanismo, porque água é necessidade primária, ninguém vive sem água”, avaliou.
O governador concluiu dizendo conhecer os transtornos causados pela falta de água, porque enfrentou a falta do recurso quando chegou em Cuiabá. Ele nasceu no Rio Grande do Sul e mudou-se para a capital mato-grossense no ano de 1982.
“Eu sei, porque experimentei o que é não ter casa sem água. Chegamos em Mato Grosso e, durante os dez primeiros dez anos, nós pegávamos água de balde, de poço e levávamos para casa fazer comida, tomar banho. Sei o que é viver sem água”, completou.
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