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Mato Grosso

Mato Grosso Saúde orienta sobre riscos da hipertensão

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O Mato Grosso Saúde realizará uma ação orientativa nesta sexta-feira (26.04), Dia de Combate à Hipertensão Arterial, no saguão da Casa Civil. A ação será realizada das 13h às 17h, com objetivo de alertar os servidores públicos de Mato Grosso sobre o controle da pressão arterial. A hipertensão é uma doença silenciosa que afeta entre 20% e 35% da população adulta, equivalente a mais de um bilhão de pessoas no mundo.

O médico cardiologista credenciado ao Mato Grosso Saúde, Max Wagner de Lima, explica que não há uma idade onde os sintomas começam a aparecer. “O número de casos torna-se maior nas pessoas com idade a partir dos 60 anos, mas a partir dos 40 anos, dependendo do histórico familiar, o paciente já pode ser diagnosticado com hipertensão arterial”.

O aumento da pressão arterial está associada ao risco de outras doenças, inclusive o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

“A pressão alta aumenta em até duas vezes e meia a chance dos pacientes evoluírem do quadro de hipertensão para um infarto do coração; Acidente Vascular Cerebral (AVC), também conhecido como derrame; insuficiência cardíaca, que é o coração grande; insuficiência renal e, inclusive, distúrbios da visão”, explica o cardiologista.

Os hábitos que influenciam no aumento dos riscos de hipertensão são considerados modificáveis. “Entre os fatores relacionados ao aumento da pressão está, principalmente, o consumo de sal excessivo, o tabagismo, sedentarismo, consumo excessivo de álcool, sobrepeso e obesidade, somados à uma rotina com poucas práticas saudáveis”, alerta o médico.

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Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o excesso de sal na dieta faz com que a pressão arterial seja elevada em 30%, além de ser uma substância associada ao câncer gástrico e problemas de cálculos renais e osteoporose. O consumo de sal recomendado pela OMS é abaixo de 5g/dia.

Já hereditariedade é um fator não modificável que também pode acarretar a hipertensão. “Pessoas com histórico familiar de familiares hipertensos, têm cerca de 30 a 40% de chances de desenvolverem a doença”, explica.

Por não apresentar muitos sintomas, o médico reforça a importância de, sempre que possível, realizar os aferimentos de pressão arterial. “Todos nós devemos medir a pressão, pelo menos, uma vez por ano; a cada oportunidade que tivermos de aferir a pressão arterial é válido para a realização, pois é assim que fazemos o diagnóstico de uma pessoa hipertensa”.

O médico informa que há algumas diferenciações técnicas quanto ao valor ideal de pressão arterial, mas que o importante é mantê-la sempre próximo a 12/8. “Já começamos a investigar quando a pressão arterial do paciente chega 14/9, pois já pode ser um pré-hipertenso”.

A hipertensão não tem cura, mas o paciente hipertenso pode levar uma vida normal, como a de um não hipertenso, caso a siga à risca todas as orientações médicas. “Temos três pilares do tratamento, que são o uso dos medicamentos de controle de pressão arterial, a atividade física regular e os bons hábitos alimentares. Somando essas três regras, o paciente terá quantidade e qualidade de vida”.

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Por ser uma doença assintomática, o médico informa que o diagnóstico é feito por especialista na área que fará os acompanhamentos de pressão por meio de procedimentos tradicionais em consultório, ou através de métodos automáticos como o Monitoramento Ambulatorial de Pressão Arterial (Mapa), o Monitoramento Residencial de Pressão Arterial (MRPA). Mas o médico avaliará a melhor forma para chegar a esse diagnóstico de forma mais precisa.

Max Wagner de Lima é médico credenciado ao Mato Grosso Saúde, atendendo no Hospital Amecor e na Clínica Vida, Diagnóstico e Saúde. Além disso, é especialista em cardiologia pelo Instituto Dante Pazzanese; médico cardiologista de Team Ecardio no Hospital Amecor e na Clínica Vida, Saúde e Diagnóstico; médico associado de Liga de Cardiologia de UFMT; médico responsável pela residência médica de cardiologia do Hospital Amecor e coordenador de Unidade Coronariana do Hospital Amecor.

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Mato Grosso

Justiça determina nomeação de aprovados em concurso para atuação no sistema prisional em MT

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A Vara Especializada em Ações Coletivas da Comarca de Cuiabá determinou que o Estado de Mato Grosso promova, no prazo de 30 dias, a nomeação e posse de 283 candidatos aprovados no concurso público da Secretaria de Justiça para o cargo de policial penal, além de candidatos remanescentes para os cargos de psicólogo e assistente social do sistema penitenciário estadual. A decisão é do juiz Bruno D’Oliveira Marques, proferida nesta segunda-feira (25) no âmbito de uma Ação Civil Pública movida pelo Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário de Mato Grosso (Sindspen-MT).

Na decisão, o magistrado reconheceu o descumprimento substancial da tutela de urgência concedida em 2023, que havia determinado ao Estado a recomposição mínima do efetivo em unidades prisionais consideradas deficitárias. Conforme os autos, a decisão original previa a posse de 492 policiais penais para atender parâmetros estabelecidos pela Resolução nº 09/2009 do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), que recomenda a proporção mínima de um policial penal para cada cinco custodiados.

Segundo a decisão, embora o Estado tenha informado a nomeação de 268 candidatos ao cargo de policial penal, apenas 209 tomaram posse. O magistrado destacou que a finalidade da tutela não era a mera publicação de atos administrativos, mas a efetiva recomposição do quadro funcional das unidades prisionais.

O juiz apontou que dados apresentados pelo próprio Estado demonstram a permanência de déficit expressivo de servidores. O levantamento menciona a existência de 735 cargos vagos de policial penal e déficit operacional que pode ultrapassar mil servidores, dependendo da unidade analisada. A decisão também cita o aumento da população carcerária em unidades estratégicas, como a Penitenciária Central do Estado, em Cuiabá, e os presídios de Sinop e Rondonópolis, sem crescimento proporcional do efetivo.

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Ainda conforme a decisão, o Estado deverá informar a unidade de lotação de cada candidato nomeado, as datas previstas para posse e exercício e o impacto esperado na escala de plantão das unidades. O magistrado também determinou prioridade para as unidades originalmente contempladas pela tutela de urgência e para aquelas com maior déficit operacional.

Em outro ponto, a decisão revogou parcialmente a tutela concedida anteriormente em relação ao cargo de advogado do sistema penitenciário. O magistrado entendeu que a Resolução CNPCP nº 09/2009 prevê a atuação de defensores públicos na assistência jurídica aos custodiados, e não de advogados integrantes do quadro administrativo do sistema penitenciário. Com isso, eventual nomeação para esse perfil permanece no campo da discricionariedade administrativa do Estado.

Número do processo: 1011932-56.2023.8.11.0041

Patrícia Neves

Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

[email protected]

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Cidades

Após ação da Defensoria, Justiça exige que Prefeitura e concessionária expliquem obra de asfalto sem rede de esgoto em Cuiabá

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Ação civil pública aponta que falta de alinhamento nas obras do bairro Serra Dourada obrigará Município a quebrar as ruas recém-asfaltadas quando a rede de saneamento for instalada

Após atuação da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT), a Vara Especializada do Meio Ambiente de Mato Grosso determinou que o Município de Cuiabá e a concessionária Águas Cuiabá S.A. se manifestem, no prazo improrrogável de 72 horas, sobre a ausência de obras de saneamento básico durante a pavimentação do bairro Serra Dourada, na capital.

A decisão judicial da última quarta-feira (20) atende à solicitação da Defensoria, que ingressou com uma ação civil pública (ACP), com pedido de liminar, para evitar o desperdício de dinheiro público e danos ao meio ambiente.

De acordo com a ACP, a Prefeitura está avançando com as obras de drenagem e asfaltamento das ruas sem realizar a instalação prévia ou concomitante da rede de coleta e tratamento de esgoto.

A prática, conforme apontado na ação protocolada pela defensora pública Silvia Maria Ferreira no dia 11 de maio, obrigará a quebra do asfalto recém-colocado quando a tubulação for finalmente implantada no futuro. Isso causaria retrabalho, prejuízo aos cofres públicos e prolongaria os riscos à saúde da população local, que atualmente convive com fossas rudimentares e esgoto a céu aberto.

Na decisão, do dia 20 de maio, o juiz Emerson Luis Pereira Cajango explicou que a concessão de medidas liminares contra o poder público, especialmente aquelas que interferem no planejamento de obras e investimentos do Município, exige legalmente a oitiva prévia dos representantes das instituições acionadas no prazo de 72 horas, conforme previsto em lei.

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Após o recebimento dessas manifestações, a Justiça fará a análise imediata do pedido de liminar.

Tentativa de solução extrajudicial – Antes de acionar a Justiça, a DPEMT tentou solucionar o problema de forma administrativa por meio de ofícios.

No entanto, a concessionária Águas Cuiabá respondeu que não havia qualquer previsão de implantação da rede pública de esgoto no bairro Serra Dourada, alegando que intervenções desse tipo dependem de alteração no Plano Municipal de Saneamento Básico e da aprovação prévia do Município e da agência reguladora.

Diante do impasse e da falta de articulação entre os órgãos responsáveis, a ação pede que a Justiça obrigue os réus a apresentarem um plano emergencial com medidas provisórias de mitigação.

O objetivo final da ACP é que a Prefeitura e a concessionária elaborem um projeto completo e realizem a implantação da rede de esgotamento sanitário na comunidade, com cronograma definido.

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Mato Grosso

Operações integradas da Lei Seca resultam em 20 detenções no fim de semana em Mato Grosso

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Operações integradas da Lei Seca resultam em 20 detenções no fim de semana em Mato Grosso -

GGI-SESP

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As operações Lei Seca realizadas entre os dias 23 e 24 de maio em Mato Grosso resultaram em 20 prisões, sendo 18 delas relacionadas à embriaguez ao volante. As ações ocorreram nos municípios de Barra do Garças, Sinop e Cuiabá, com foco na fiscalização de trânsito, prevenção de acidentes e combate às irregularidades nas vias urbanas.

Além das detenções por embriaguez ao volante, uma pessoa foi presa por entregar veículo a condutor não habilitado e outra por receptação e adulteração de sinais identificadores de veículo automotor.

Ao todo, as operações contabilizaram 398 testes de alcoolemia aplicados, 189 Autos de Infração de Trânsito (AITs) emitidos e 81 veículos removidos aos pátios, sendo 55 carros e 26 motocicletas. Além de 142 multas aplicadas.

Entre as principais irregularidades identificadas pelas equipes estão condução sob efeito de álcool, direção sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH), veículos sem registro ou licenciamento e recusa ao teste do bafômetro.

Fonte: GGI-SESP

Em Sinop, a operação promovida neste domingo (24) na Avenida André Maggi registrou o maior número de prisões do fim de semana, com 12 detenções por embriaguez ao volante.

Em Barra do Garças, a operação executada no sábado (23) na Avenida Brasil resultou em duas prisões por embriaguez ao volante, um flagrante por receptação e adulteração de sinais identificadores e três Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs) envolvendo menores conduzindo veículos.

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Também no sábado (23), duas operações simultâneas realizadas em Cuiabá, nas avenidas Miguel Caetano e Beira Rio, resultaram em cinco prisões, sendo quatro por embriaguez ao volante e uma por entregar veículo a pessoa não habilitada.

As fiscalizações foram coordenadas de forma integrada pelo Gabinete de Gestão Integrada (GGI), com participação de equipes da Polícia Militar, Batalhão de Trânsito (BPMTran), Polícia Civil, Detran-MT, Corpo de Bombeiros Militar, Politec, Polícia Penal, Sistema Socioeducativo, Guarda Civil Municipal e demais órgãos parceiros.

*Sob supervisão de Alecy Alves

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