Mato Grosso
Medidas cautelares do TCE têm evitado desperdício de recursos públicos
![]() |
| Conselheiros analisam processos na Sessão Plenária do Tribunal de Contas de Mato Grosso |
O Tribunal de Contas de Mato Grosso tem agido de forma preventiva a fim de evitar desperdícios de até mesmo desvio de dinheiro público. Essa atuação mais célere e eficiente pode ser atestada pelo número de medidas cautelares concedidas pelos conselheiros nos últimos anos. Decisões que determinaram suspensão de licitações com sobrepreço ou contratos superfaturados representaram economia aos cofres públicos superior a R$ 250 milhões.
![]() |
|
| Vice-presidente do TCE-MT, conselheiro interino Luiz Henrique Lima | |
+ Notícias |
|
Reestruturação das unidades de fiscalização do |
No ano passado foram concedidas 42 medidas cautelares pelos conselheiros. Março de 2019 ainda não terminou e já foram publicadas 20 decisões cautelares desde janeiro. Portanto, a probabilidade é que esse número supere em muito o resultado de 2018. Apenas para efeito de comparação acerca da forma de atuação, em todo o ano de 2015 foram concedidas cinco decisões cautelares.
Vice-presidente do TCE-MT, o conselheiro interino Luiz Henrique Lima observou que as medidas cautelares garantem a interrupção de uma licitação ou contrato com indícios de irregularidades e, ao mesmo tempo, permitem aos gestores fazerem as devidas correções nos procedimentos, para obter um preço final mais vantajoso pelo produto ou serviço licitado/contratado.
O conselheiro interino ponderou que a atuação preventiva e concomitante tem sido um grande diferencial do TCE-MT nesses últimos anos. Apontou, inclusive, a transformação da estrutura técnica, com a desvinculação das Secretarias de Controle Externo dos Gabinetes de conselheiros e a consequente criação de 9 secretarias especializadas de fiscalização, com 24 áreas temáticas, como um grande salto positivo e efetivo na nova forma de atuação do Tribunal de Contas de Mato Grosso. A reestruturação da área técnica ocorreu no mês de agosto de 2018, sob a liderança do conselheiro presidente Gonçalo Domingos de Campos Neto.
Sobrepreço
Prefeitura de Cuiabá |
![]() |
| Projeto gráfico do viaduto que deveria ser construído na Avenida Beira Rio |
Irregularidades no edital, como exigências abusivas, ausência de projeto básico e sobrepreço superior a R$ 5 milhões, levaram a conselheira interina Jaqueline Jacobsen, em dezembro passado, a determinar a imediata suspensão do procedimento licitatório instaurado pela Secretaria Municipal de Obras Públicas de Cuiabá visando a construção de dois viadutos na Capital.
Meses antes, em junho, o conselheiro Moises Maciel suspendeu a execução de três convênios ainda vigentes firmados entre a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Associação Casa de Guimarães, entre eles o de revitalização do Complexo da Salgadeira. Só o convênio para revitalização da Salgadeira tinha valor estimado em R$ 946 mil.
No início de março deste ano, indícios de conluio entre empresas motivaram o conselheiro interino Luiz Carlos Pereira, a suspender licitação realizada pela Prefeitura de Rondonópolis para contratação de serviços gráficos, no valor de R$ 3.054.593,49.
Todas essas cautelares foram homologadas pelo Tribunal Pleno, que julgará o mérito das representações internas ou externas que demandaram a concessão das medidas cautelares.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
Defensoria impede leilão da única propriedade rural de casal de idosos
Mato Grosso
Turismo de Mato Grosso ganha protagonismo com ações em prol do setor
-
Rondonópolis21/07/2026 - 18:56Prefeitura de Rondonópolis prorroga investigação sobre contrato da Construtora Amil para obra da Avenida Bandeirantes
-
Rondonópolis21/07/2026 - 19:14Reunião entre organização da Cavalgada da Exposul e Juvam renova ações de conduta para a 38ª edição
-
Rondonópolis21/07/2026 - 18:40CONSEMMA aprova até R$ 60 mil por mês para custear horas delegadas dos Bombeiros no combate às queimadas em Rondonópolis
-
Rondonópolis20/07/2026 - 12:20TJMT declara inconstitucional lei das emendas impositivas de Rondonópolis
-
Rondonópolis21/07/2026 - 19:10Inscrições de animais para o 32º Torneio Leiteiro da Exposul se encerram hoje
-
Mato Grosso21/07/2026 - 19:29Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado
-
Rondonópolis21/07/2026 - 19:46Sistema Fiemt realiza nos próximos dias várias ações em Rondonópolis
-
Rondonópolis21/07/2026 - 17:50Associados da CDL terão capacitações exclusivas antes do Liquidaqui












