Mato Grosso
Ministro da Saúde confirma destinação de doses extras de vacinas contra a covid-19 para Cuiabá

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
Após pedido do prefeito Emanuel Pinheiro e articulação política do deputado federal Emanuel Pinheiro Neto, Emanuelzinho, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, confirmou a destinação de doses extras de vacina contra a covid-19 para a Prefeitura de Cuiabá, em contrapartida à realização de jogos disputados pela Copa América ao longo do mês de junho na capital. A resposta foi dada pelo ministro ao parlamentar durante audiência realizada na manhã desta quarta-feira (9), ocasião em que gravaram um vídeo juntos, anunciando a medida. Na terça-feira (8), o prefeito e o deputado federal se reuniram pessoalmente com o presidente da República, Jair Bolsonaro, para defender o pleito dos cuiabanos.
“Essa demanda das vacinas com certeza nós vamos atender, com muito prazer. Eu já vou verificar com o Programa Nacional de Imunização a quantidade de doses que será remetida para a capital de Mato Grosso, a nossa querida Cuiabá. Em breve eu quero estar com você e com o povo cuiabano. O Ministério da Saúde está sempre de portas abertas”, afirmou o ministro ao deputado.
Por sua vez, Emanuel Pinheiro Neto agradeceu a parceria e reforçou o convite para que o ministro venha a Cuiabá, juntamente com a boa notícia das vacinas extras. “Quanto mais doses para Cuiabá, melhor. Até sexta-feira devemos ter uma agenda novamente para que o ministro possa nos posicionar sobre a quantidade de doses que receberemos na nossa capital. Que a gente possa garantir da segurança e a vida da população”, disse.
O prefeito Emanuel Pinheiro comemorou a resposta do governo federal e disse que seu maior foco, no momento, é obter a maior quantidade possível de vacinas para imunizar toda a população adulta da cidade. Ele formalizou o pedido de mais 670 mil doses, quantidade suficiente para assegurar as duas doses da população acima de 18 anos de Cuiabá. “Com muita alegria e satisfação, recebi a notícia do deputado federal Emanuel Pinheiro Neto, que tem desenvolvido um trabalho incansável em prol da saúde e da vida dos cuiabanos e dos mato-grossenses, de que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, confirmou que a gestão Jair Bolsonaro vai mandar mais vacinas para imunizar a nossa população! Isso representa a vitória do esforço, da união e da interlocução do nosso deputado Emanuelzinho e de todos os cuiabanos, que merecem ser beneficiados com a imunização contra a covid-19, já que um grande evento esportivo, que é a Copa América, vai acontecer em terras cuiabanas ao longo de todo o mês de junho, o que com certeza vai impactar a rotina da cidade, por mais que haja protocolos restritivos”, pontuou o gestor.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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