Mato Grosso
Moradores de Sorriso e Mirassol d’Oeste ganham R$ 100 mil no Programa Nota MT
Os sortudos que vão receber R$ 100 mil foram Cláudio M. S. de A., de Sorriso, e Marcilio da S. C., de Mirassol d’Oeste. Já os três premiados com R$ 50 mil foram: Antonio S. de O. M., de Sinop, Maurício A. de O., de Itiquira, e Pedro H. P. da S., de Rondonópolis. O resultado do sorteio pode ser consultado no final da matéria ou no site e aplicativo do Nota MT.
Das cinco premiações R$ 10 mil sorteadas, duas foram para moradores de Cuiabá e as outras três foram para consumidores que residem nos municípios de Primavera do Leste, Rondonópolis e Guarantã do Norte. Os demais sorteados vão receber R$ 500, sendo que um deles foi premiado duas vezes, com bilhetes diferentes, e recebe o valor acumulado de R$ 1.000.
Para o secretário adjunto de Projetos Estratégicos, da Sefaz, Vinícius Simioni, o Nota MT, por meio do estímulo à cidadania fiscal, tem um impacto social muito importante. Além de ter a chance de ser sorteado, o ato de exigir a emissão do documento fiscal das compras assegura a manutenção e melhoria dos serviços públicos e contribui para um ambiente de negócios mais justo e adequado para as empresas.
“Ficamos muito felizes não só pelo resultado do sorteio, mas por ver a adesão ao Nota MT crescer cada vez mais, aumentando o exercício da cidadania. O movimento entre os cidadãos que o Nota MT traz se concretiza na conscientização das pessoas sobre o exercício da cidadania fiscal. E como resultado, temos um movimento contínuo de ganhos, em que a sociedade ganha com a melhoria dos serviços públicos, as empresas ganham também por esse ambiente melhor de formalidade e as entidades ganham com recursos que ajudam a manter suas atividades”, afirma Simioni.
O sorteio realizado nesta quinta-feira (14.12) foi o 67º do Nota MT e o último promovido neste ano de 2023. Participaram dele mais de 450 mil consumidores que, além de estarem cadastrados no programa, pediram o CPF na nota entre os dias 1º e 30 de novembro. Eles concorreram aos prêmios com 3.125.602 bilhetes, representando um aumento de 38,84% em relação ao mesmo período de 2022.
Como participar
Para participar do Nota MT, o cidadão deve fazer um cadastro, via site ou aplicativo do programa, informando dados pessoais como o nome completo, CPF, data de nascimento, telefone e nome da mãe. As informações são obrigatórias e protegidas por sigilo.
No momento do cadastro é necessário, ainda, informar corretamente os dados bancários para recebimento do prêmio, caso a pessoa seja sorteada, e escolher a entidade social a ser beneficiada.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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Mato Grosso
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