Mato Grosso
Multiação 2025 chega a sua última edição com oferta de serviços gratuitos à população

A última edição do Multiação em 2025 será realizada neste sábado (29.11), em Várzea Grande, e disponibilizará uma gama de serviços gratuitos nas áreas de saúde, cidadania, lazer, assistência social e bem-estar. O 7º mutirão de cidadania deste ano promovido pelo Serviço Social da Indústria (Sesi MT), RMC e empresas parceiras, conta com a expectativa da organização da participação de milhares de pessoas, e ocorrerá no Bairro Parque do Sabiá, das 8h às 16h.
O superintendente do Sesi MT, Alexandre Serafim, destaca que o Multiação chegou a 12 anos de atuação, passando por cidades como Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres, Rondonópolis, Sinop, Tangará da Serra, na atual edição os atendimentos já passaram de 39 mil e para ele, já se consolidou como uma ação essencial para milhares de famílias. “É muito gratificante acompanhar o resultado dessa ação, que ultrapassa mais de 600 mil atendimentos. Com essa parceria, conseguimos alcançar quem mais precisa”, destacou.
A estrutura, oferecida em todas as 95 edições do Multiação em mais de uma década, conta com inúmeras empresas e instituições que dão corpo a uma lista extensa de serviços e atendimentos a ação. Neste sábado serão 40 parceiros, e entre eles, a Refrigerantes Marajá que participa na área de Meio Ambiente, com degustação de seus produtos e apresenta também atuação em prol da preservação do Meio Ambiente e consequentemente na área social, como explica, a diretora executiva da empresa, Ulana Bruehmueller. “Acreditamos que as empresas têm um papel fundamental no desenvolvimento social, e por isso unimos esforços a este projeto que transforma realidades por meio de atendimentos nas áreas de saúde, educação, cidadania, cultura e lazer. A Refrigerantes Marajá agradece a oportunidade de somar com parceiros tão relevantes e de impactar positivamente a vida de milhares de mato-grossenses. Seguimos juntos, levando mais do que refrigerantes: levando cuidado, presença e compromisso com a nossa gente”, pontuou.
Para essa edição, na área de saúde serão disponibilizadas mais de 900 senhas incluindo atendimentos médicos em diversas especialidades, como clínica geral, pediatria, ginecologia, neurologia, ortopedia, cardiologia, urologia e oncologia. Haverá também serviços odontológicos, fisioterapia, fonoaudiologia e nutrição.
No segmento da Cidadania e Serviços Públicos, o Multiação oferecerá emissão e orientações sobre cartões de transporte, atendimento relacionado a programas sociais, FGTS, biometria, energia elétrica e negociações de débitos. Também estarão disponíveis serviços previdenciários, emissão de documentos, protocolos de benefícios, orientações jurídicas, informações sobre serviço militar e divulgação de cursos, vagas de emprego e oportunidades de estágio.
No setor de Meio Ambiente, serão oferecidas ações de educação ambiental e retirada mudas de árvores para plantio. Os Serviços Comunitários e Assistenciais também terão o seu espaço, com a distribuição de água, doação de óculos de grau, atendimento veterinário com vacinação, exames e medicação para animais, além de orientações gerais de bem-estar para a comunidade.
A diversão também não poderia faltar, com espaço de lazer com brinquedos, pintura, pipoca, algodão doce e cinema infantil. Serão promovidos jogos educativos, atividades recreativas e experiências interativas voltadas às crianças e às famílias, além de degustações de alimentos e bebidas. Para finalizar, um trato no visual dos participantes onde serão oferecidos serviços de beleza, como cortes de cabelo e esmaltação.
O Multiação deste sábado, vai ocorrer no Campo de Futebol do Bairro Parque do Sabiá, localizado na Rua 18 com a 19, Quadra 39, a partir das 08 horas da manhã.
Mato Grosso
Circuito do Varejo promove capacitação sobre atendimento e vendas digitais em Lucas do Rio Verde, Alta Floresta, Colíder e Água Boa

Mato Grosso
Leis aprovadas por Câmaras são declaradas inconstitucionais em MT

Foto- Assessoria
Leis aprovadas em câmaras municipais que avançam sobre atribuições típicas do Poder Executivo continuam sendo alvo de questionamentos no Judiciário, com reiterado reconhecimento de inconstitucionalidade por vícios formais. Em decisões recentes envolvendo municípios mato-grossenses, a exemplo de Sinop e Rondonópolis, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reafirmou os parâmetros que delimitam a atuação do Legislativo local.
Nesse contexto, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) tem se manifestado em ações diretas de inconstitucionalidade apontando irregularidades em leis de iniciativa parlamentar que tratam da execução de políticas públicas. Foi o que ocorreu nos casos das Leis Municipais nº 3.599/2025, que instituiu a denominada Escola Ambiental, e nº 3.641/2026, que criou o Programa Oftalmologia nas Escolas, ambas no município de Sinop.
As análises jurídicas indicam que essas normas apresentaram vício formal de iniciativa, uma vez que trataram de matérias cuja proposição é reservada ao chefe do Poder Executivo. A Constituição Federal e a Constituição do Estado de Mato Grosso estabelecem que cabe privativamente ao Executivo propor leis que disponham sobre organização administrativa, funcionamento de órgãos públicos e implementação de políticas governamentais, entendimento que se aplica aos municípios por simetria constitucional.
Nos casos analisados, as leis não se limitaram à criação de diretrizes gerais, mas passaram a disciplinar a execução das políticas públicas. Entre os pontos identificados estão a definição de periodicidade de serviços, a imposição de atividades específicas por secretarias e a vinculação direta de ações à estrutura administrativa do município. Esse tipo de previsão normativa caracteriza ingerência indevida na esfera do Executivo, ao restringir a margem de decisão administrativa quanto à conveniência, oportunidade e viabilidade das medidas.
Situação semelhante foi verificada em Rondonópolis, onde a Lei Municipal nº 14.224/2025 instituiu o projeto “Bem-Estar Rural”, determinando a realização de atividades físicas e de lazer para a população, com frequência mínima semanal e execução a cargo de secretaria municipal. O entendimento consolidado foi de que a norma, também de iniciativa parlamentar, impôs obrigações concretas ao Executivo, interferindo na gestão administrativa, no planejamento de políticas públicas e na alocação de recursos humanos, além de exigir contratação de profissionais.
Nessa hipótese, assim como em Sinop, o Ministério Público apontou que, embora a iniciativa legislativa tenha sido orientada por finalidade social relevante, a forma adotada acabou por invadir a esfera de competência do Executivo, comprometendo o equilíbrio entre os poderes e retirando do gestor público a possibilidade de avaliar a melhor forma de execução da política pública.
Outro ponto comum nos casos analisados é a violação ao princípio da separação dos poderes. Embora o Legislativo tenha papel essencial na formulação de normas e na representação da sociedade, sua atuação encontra limites constitucionais. Quando a lei estabelece comandos operacionais específicos, substitui a discricionariedade administrativa por obrigações previamente definidas, caracterizando interferência indevida na gestão pública.
Além disso, foi constatada a ausência de estimativa de impacto orçamentário e financeiro em leis que criavam despesas públicas obrigatórias e continuadas. A exigência constitucional de apresentação desse estudo busca garantir o equilíbrio das contas públicas e a compatibilidade com o planejamento orçamentário. A inobservância desse requisito tem sido considerada vício suficiente para invalidar as normas.
A atuação do Ministério Público nesses casos busca assegurar que o processo legislativo observe os parâmetros constitucionais, contribuindo para a produção de normas eficazes e juridicamente válidas, sempre reconhecendo o importante papel das câmaras municipais na elaboração de leis que estabeleçam diretrizes gerais e políticas públicas em sentido amplo.
Mato Grosso
Estado é condenado a reformar Cadeia Pública feminina de Cáceres
A pedido da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres (a 225 km de Cuiabá), a Justiça determinou que o Estado de Mato Grosso apresente, no prazo de até 90 dias, um plano completo para sanar irregularidades estruturais, sanitárias e de segurança na Cadeia Pública Feminina de Cáceres, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. A 4ª Vara Cível da comarca julgou procedente a Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso. A sentença foi proferida em 21 de maio.
A decisão judicial estabelece que o Estado deve elaborar, apresentar e implementar um Plano de Adequação Estrutural e Funcional, no qual deverão constar, de forma detalhada, todas as intervenções necessárias para a regularização da unidade, incluindo obras, reparos e medidas voltadas ao cumprimento das normas de segurança contra incêndio, das condições sanitárias e das exigências estruturais. O cronograma deverá indicar, ainda, os prazos de início e conclusão de cada etapa, a estimativa de custos, as fontes de financiamento e os órgãos responsáveis pela execução.
Além disso, o Estado deverá comprovar periodicamente o andamento das ações por meio da apresentação de relatórios técnicos e registros fotográficos a cada 60 dias, evidenciando a evolução das medidas adotadas. Na sentença, o juízo também fixou multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil, em caso de descumprimento dos prazos estabelecidos.
De acordo com a ação, a investigação teve início após a 1ª Promotoria de Justiça Criminal identificar irregularidades relevantes na unidade durante fiscalizações de rotina, especialmente relacionadas à estrutura física, à segurança e ao funcionamento, com risco à integridade de custodiadas e servidores. Diante desse cenário, a 1ª Promotoria de Justiça Cível instaurou procedimento para acompanhar a situação e cobrar providências do Estado, responsável pela gestão do sistema prisional.
As apurações revelaram um quadro crônico de precariedade estrutural, com edificações deterioradas, problemas nas instalações elétricas, ausência de sistemas adequados de prevenção a incêndios e falhas nas condições sanitárias. Relatórios técnicos e vistorias realizadas por órgãos como o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária e o Centro de Apoio Operacional do Ministério Público (CAO-MP) confirmaram os riscos. Na cadeia feminina, foram registrados, entre outros problemas, fiação exposta e sobrecarga elétrica, fatores que motivaram, inclusive, pedido de interdição parcial.
“As irregularidades estruturais constatadas pelo Centro de Apoio Operacional do Ministério Público expõem de forma permanente pessoas privadas de liberdade, servidores e demais usuários das unidades prisionais a riscos concretos à vida e à integridade física, especialmente em razão da precariedade das edificações, da ausência de manutenção preventiva e da deficiência das instalações elétricas e estruturais.”, narra a ação.
Segundo o MPMT, as medidas adotadas pelo Estado ao longo da investigação foram pontuais e insuficientes para solucionar as irregularidades. O Ministério Público também buscou uma solução extrajudicial, por meio da proposta de celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não obteve resposta do poder público.
Foto: Reprodução.
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