Mato Grosso
Mutirão da Cidadania leva serviços gratuitos para moradores de Santa Carmem

A população de Santa Carmem (498 km de Cuiabá) recebeu, neste sábado (6.9), os serviços do Mutirão da Cidadania, promovido pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc). A ação foi realizada no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do município.
Dentre os serviços gratuitos ofertados estiveram a emissão de segunda via de certidões (nascimento, casamento e óbito), plastificação, foto 3×4, emissão da Carteira de Identificação do Autista e Celíaco, orientações dos cursos do Programa SER Família Capacita, atendimentos e orientações do Programa SER Família Mulher, orientações sobre o Programa SER Família Habitação, atendimentos do Procon-MT, entre outros atendimentos voltados à cidadania.
Foto: Junior Silgueiro | Setasc-MT
Entre os moradores que aproveitaram a iniciativa está Marinalda de Souza Conceição, natural do Maranhão, que vive há 15 anos no município. Ela destacou a importância do mutirão e elogiou o atendimento recebido.
“Gostei muito da equipe da Setasc e o atendimento foi ótimo. Eu procurei o mutirão para solicitar a segunda via da minha certidão de nascimento e também do meu neto. Aproveitei e plastifiquei outros cinco documentos. O nosso município estava precisando desses serviços e o melhor, foi tudo gratuito, ninguém cobrou nada. Se fosse no cartório, só a certidão custaria mais de cem reais. Aqui não paguei nada e fui muito bem atendida. Gostei demais”, relatou.
O secretário de Estado de Assistência Social e Cidadania, Klebson Gomes, ressaltou que a ação é uma forma de aproximar o poder público das famílias que mais precisam.
“O Mutirão da Cidadania representa cuidado, inclusão e dignidade. Nossa missão é garantir que esses serviços cheguem com agilidade e qualidade até a população, especialmente em municípios mais distantes. Ver as pessoas sendo atendidas gratuitamente, com carinho e respeito, é a prova de que estamos no caminho certo”, afirmou.
Foto: Junior Silgueiro | Setasc-MT
O Mutirão da Cidadania é uma iniciativa contínua do Governo do Estado, que percorre diversos municípios levando serviços básicos e essenciais de forma prática, gratuita e acessível para toda a população.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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Mato Grosso
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