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Mutirão do CAR atende proprietários de imóveis rurais do Bioma Cerrado de Minas Gerais

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O mutirão do Cadastro Ambiental Rural inicia hoje (17/10) na cidade de Montes Claros (MG) para atender pequenos agricultores que ainda não cadastraram suas propriedades rurais. O atendimento acontece no Parque de Exposições e é uma iniciativa do Serviço Florestal Brasileiro em parceria com a Emater/MG, com o Sindicato dos Produtores Rurais, com o Sindicato dos Trabalhadores Rurais e com o Instituto Estadual de Florestas e tem a execução da empresa contratada, Hominus Gestão e Tecnologia.

O esforço concentrado em Montes Claros é uma experiência inicial que visa atender os pequenos agricultores e agricultores familiares que ainda não puderam cadastrar as propriedades com até 4 módulos fiscais que, na cidade, tem a área de até 160 hectares. Os interessados devem ir até o local munidos com a carteira de identidade, CPF e o documento do imóvel rural.

Segundo a supervisora de campo da Hominus, Odenice Rocha, o projeto do mutirão volante do CAR pretende atender 95 municípios do cerrado mineiro para contemplar todos aqueles proprietários que ainda não tiveram a oportunidade de inscreverem seus imóveis. “A partir dessa primeira experiência em Montes Claros, nós vamos readequar a logística do mutirão à realidade de cada município para atender todos os proprietários pendentes de inscrição no CAR”, disse Odenice.

Vicência Ribeiro Veloso, de 40 anos, foi uma das proprietárias rurais que aproveitou o mutirão do CAR para regularizar seu imóvel, de acordo com o Código Florestal Brasileiro. Vicência herdou há 1 ano e meio uma parte da propriedade em que nasceu e, por desconhecimento, não sabia que a inscrição no CAR era obrigatória para ter acesso a créditos agrícolas e financiamentos rurais. “Depois que eu ganhei minha terra de herança, nunca tive a iniciativa de atualizar o cadastro. Mas quando eu vi a propaganda na televisão dizendo que bastava vir aqui com os documentos, não perdi tempo. Facilitou muito a minha vida, em 15 minutos eu cadastrei meu imóvel. Agora eu posso pensar nas benfeitorias”, finalizou a proprietária.

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O CAR é uma ferramenta estratégica de planejamento territorial e é obrigatório para todos os imóveis rurais, com a finalidade de integrar as informações ambientais das propriedades e posses rurais referentes à situação das Áreas de Preservação Permanente – APP, das áreas de Reserva Legal, das florestas e dos remanescentes de vegetação nativa, das Áreas de Uso Restrito e das áreas consolidadas, compondo base de dados para controle, monitoramento, planejamento ambiental e econômico e combate ao desmatamento. Foi criado pela Lei nº 12.651/2012 e a inscrição no CAR é o primeiro passo para obtenção da regularidade ambiental do imóvel.

O Serviço Florestal Brasileiro é o responsável, em nível federal, por apoiar a implantação, gerir e integrar as bases de dados ambientais do Cadastro Ambiental Rural junto aos Órgãos Gestores do Sistema Nacional de Cadastro Rural (SICAR) nos Estados e no DF e outras organizações em todo o território nacional. O mutirão é viabilizado pelo Projeto FIP-CAR (Forest Investment Program, FIP da sigla em inglês), que tem atuação no Bioma Cerrado.

“Com esse mutirão, esperamos que os proprietários rurais que ainda não fizeram o cadastro possam ser atendidos. Nossa expectativa é também alcançar os produtores vizinhos de Montes Claros, uma vez que a divulgação boca-a-boca tem a possibilidade de mobilizar e conseguir a adesão de todos que precisam dessa facilidade da devida regularização, que estamos oferecendo”, diz a a coordenadora técnica do Projeto FIP-CAR do Serviço Florestal Brasileiro, Lilianna Latini Gomes.

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O Projeto de Regularização Ambiental de Imóveis Rurais no Cerrado (Projeto FIP CAR) é um dos projetos que compõem o Plano de Investimentos do Brasil (Brazil Investment Plan) e é administrado pelo Banco Mundial para apoiar países em desenvolvimento. O Projeto é executado pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio do Serviço Florestal Brasileiro (SFB).

O mutirão do CAR atendeu 34 pessoas só no período da manhã do primeiro dia de atendimento e a expectativa é atender, pelo menos, 100 proprietários até o dia 18, fim do período de cadastramento em Montes Claros. O segundo município do Bioma Cerrado de Minas Gerais a ser contemplado com esse trabalho ainda será definido, mas a meta é zerar toda a malha de propriedades rurais passíveis de inscrição no CAR, em torno de 24 mil cadastros até janeiro de 2020. Outros mutirões estão previstos para acontecer nos estados do Piauí e Maranhão, com atendimento em 265 municípios.

Fonte: Serviço Florestal Brasileiro

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“A Carne do Futuro” será tema de simpósio nas principais cidades de Mato Grosso

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Evento reunirá mais de 2 mil produtores, pesquisadores e especialistas em Cuiabá e Rondonópolis

Foto- Assessoria

Com o tema “A Carne do Futuro”, o 12º Simpósio Nutripura, um dos mais importantes encontros da pecuária brasileira, acontecerá entre os dias 19 e 21 de março de 2026, com um dia de campo no Centro de Pesquisa Nutripura (CPN), em Rondonópolis, e outros dois dias de palestras e painéis em Cuiabá, no Buffet Leila Malouf, espaço referência em eventos no estado.

O simpósio reunirá mais de 2 mil participantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores e empresas do agronegócio, em uma programação voltada à inovação, sustentabilidade e tendências nos principais mercados globais da carne brasileira.
Entre os nomes confirmados estão José Luiz Tejon, referência em marketing agro e comportamento do consumidor, Alexandre Mendonça de Barros, economista e especialista em cenários agropecuários, além de Moacyr Corsi, Flávio Portela e Luiz Nussio, professores da Esalq/USP reconhecidos por suas contribuições em nutrição, manejo e produção animal.

O Dia de Campo abrirá a programação com demonstrações práticas de tecnologias aplicadas à nutrição, manejo e bem-estar animal. Já os painéis técnicos e debates em Cuiabá contarão com especialistas para discutir os avanços da pecuária brasileira em inovação, sustentabilidade e rastreabilidade. O encerramento contará com o tradicional churrasco oferecido pela Nutripura, momento de networking e celebração da cultura da carne.
As inscrições já estão disponíveis no site www.nutripura.com.br/simposio.

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Exportação de carne suína de Mato Grosso bate recorde histórico em 2024

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China, Vietnã e Angola são principais destinos da proteína suína produzida em MT

Foto- Assessoria

O bom ano da suinocultura mato-grossense refletiu também nas exportações da proteína suína. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) Mato Grosso bateu recorde histórico de exportação de carne suína em 2024, atingindo 1,306 mil toneladas exportadas. O número é 9% maior que o exportado em 2023, antigo recorde com 1,199 mil toneladas.
No cenário nacional o resultado de 2024 também foi positivo, a exportação brasileira de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) atingiu 1,352 milhão de toneladas, estabelecendo novo recorde para o setor. O número supera em 10% o total exportado em 2023 (com 1,229 milhão de toneladas), segundo levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
Para o presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Frederico Tannure Filho, a expectativa de 2025 é positiva para o setor, principalmente pelo histórico dos últimos quatro meses.
“A expectativa é que 2025 seja um bom ano, visto o recorde de exportações nos últimos meses de 2024. A Acrismat vai continuar realizando o trabalho de manutenção sanitárias que promovem a qualidade da nossa carne, para manter nossas exportações e abrir novos mercados para nossos produtos”, pontuou.
Os principais destinos da carne suína de Mato Grosso foram Hong Kong, Vietnã, Angola e Uruguai. Dos produtos exportados, 80% foram In Natura, 18% miúdos e apenas 2% industrializados.
Na última semana o governo do Peru, por meio do Serviço Nacional de Sanidade Agrária (Senasa), autorizou que nove novas plantas frigoríficas no Brasil exportem produtos para o país.
Desde janeiro de 2023, o país vizinho importa carne suína do estado do Acre. Agora, com as novas habilitações, unidades em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo também poderão vender.
“A abertura do mercado peruano é mais uma boa oportunidade para a suinocultura de Mato Grosso, e reflete que o ano de 2025 para a atividade será de grandes oportunidades”, afirmou Frederico.
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Dia do Agricultor (28/7): produção de grãos deverá atingir 330 milhões de toneladas na próxima década

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Ministério da Agricultura prevê crescimento de 27% no setor até 2031; soja, milho, algodão e trigo puxam a evolução do setor

Foto: Assessoria

Enquanto outros setores produtivos mostraram dificuldades para crescer durante a pandemia, o agronegócio brasileiro “puxou para cima” o PIB nacional em 2020 – e deve continuar o bom desempenho também na próxima década. Segundo o estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2020/21 a 2030/31, realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, a produção de grãos no Brasil deverá atingir mais de 330 milhões de toneladas nos próximos dez anos, uma evolução de 27%, a uma taxa anual de 2,4%. Soja, milho, algodão e trigo deverão se manter como os grandes protagonistas no campo.

O levantamento concluiu ainda que o consumo do mercado interno, o crescimento das exportações e os ganhos de produtividade, aliados às novas tecnologias, deverão ser os principais fatores de expansão do agronegócio brasileiro, que representou, no ano passado, mais de 26% de todo o produto interno bruto do país.

Na contramão

O setor de farinha de trigo, por exemplo, foi fortemente impactado pelo aumento no consumo de pães e massas no mercado interno durante a pandemia, e teve um crescimento de 9% no faturamento do ano passado, segundo estudo da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados).

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E a tendência seguiu assim no primeiro trimestre de 2021. A Herança Holandesa – linha de farinhas de trigo da Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas paranaenses Frísia, Castrolanda e Capal – registrou no período, uma produção de 36,6 mil toneladas de farinha de trigo, e um faturamento que ultrapassou os R$ 67 milhões, números robustos para o setor no estado. “Os primeiros meses do ano foram muito positivos para o moinho da Unium. Nossa estimativa de produção para 2021 é de 140 mil toneladas, mesmo com um segundo semestre mais desafiador, com o preço do dólar influenciando no custo da matéria-prima”, explica o coordenador de negócios do moinho de trigo da Unium, Cleonir Ongaratto.

Dividida entre farinha e farelo de trigo, a produção da Unium não foi interrompida durante o período mais crítico do isolamento social, e a companhia conseguiu ainda investir R$ 756 mil em seus produtos em 2020. Ongaratto afirma que o principal objetivo foi garantir que todos os clientes fossem atendidos e que os supermercados estivessem abastecidos. “E a tendência é que continuemos dessa  forma. Temos um estudo para uma duplicação da moagem no moinho da Herança Holandesa, que deve ser aprovado pela diretoria da Unium ainda este ano, pois acreditamos que o setor continuará crescendo no futuro”, finaliza o coordenador.

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